Já são visíveis os efeitos do coronavírus na vida econômica de Maceió.

E antes que os indóceis bárbaros se manifestem em seu tiroteio retórico, deixo clara a minha posição: o mais importante é a preservação da saúde das pessoas.

Não podemos, entretanto, deixar de observar como as atividades econômicas vão sendo paralisadas, hora após hora, com consequências ainda não mensuráveis.

Podemos até projetar as perdas com o turismo e serviços de bares e restaurantes – só para citar algumas áreas importantes na economia local. Mas não é tudo.

Todos, por óbvio, sofreremos as consequências dessa fase – que há de ser passageira -, mas é preciso um olhar mais cuidadoso e ações imediatas que amparem os trabalhadores precários, ou que vivem de biscates ou de atividade informal, por exemplo.

Isso é pra agora.

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  • Antonio Moreira

    Já senti o efeito negativo no bolso(de fevereiro de 2020 até a data de hoje) por conta dessas coisas que estão acontecendo no mundo.
    Hoje, chuva fina, estava saindo da minha casa e aparece uma senhora com a aparência de idosa. Nunca a vi antes.
    Ela me pediu uma carona e lhe dei. A senhora estava com a boca e o nariz cobertos com um pano de prato branco porque
    não tinha dinheiro para comprar uma máscara, foi o que ela me disse.

  • Há Lagoas

    São em momentos como esses, que egoismo deve dar lugar a solidariedade.
    Esperar que o Estado se compadeça do pobre e miserável, é simplesmente fechar os olhos para a necessidade do próximo, alegando a famosa desculpa de que sustentamos o Estado para que o mesmo auxilie o necessitado.
    Minha grande indagação é: qual lição tiraremos deste episódio, além de perceber o quão frágeis nos somos?

  • JEu

    É isso Há Lagoas… até quando vamos insistir em comportamentos distanciados da fraternidade, da vida em sentido mais comunitário, com menos ganância e/ou egoísmo… e esse é, realmente, um momento decisivo para que possamos avaliar o quanto estamos próximos ou distantes do amor universal… sobre isso li, alhures: “Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há
    milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.” Sem que unamos forças, governo e povo, e sem que nos importemos com a dor que atinge o próximo que estiver mais próximo de nós, então o sofrimento será sempre muito maior do que deveria ser… eis algo que precisamos nos conscientizar… e uma maneira de colaborar para com a comunidade é seguir as instruções e orientações das autoridades sanitárias e calar o egoísmo que ainda trazemos dentro de nós, só pensando no conforto pessoal de seus familiares, esquecendo que o mesmo direito é para todos… por exemplo: uma pessoa chega em um supermercado, loja, mercadinho, farmácia, etc, e compra todas embalagens de álcool gel… ou de papel toalha, ou papel higiênico, ou algum tipo de alimento, água mineral, etc, etc… sem se importar com o direito dos outros em ter acesso àqueles produtos… tem até quem compre todo o estoque para, depois, revender a preços exorbitantes… um caso desses aconteceu essa semana no Recife… então, onde está o sentido comunitário? onde o amor ao próximo? onde a fraternidade? sejamos, pois, verdadeiros cristãos… e se não somos cristãos, sejamos cidadãos conscientes de seus deveres para com a comunidade…

  • Carlos

    Coruripe,
    Perdas como turismo e serviço de bares e restaurantes!
    O antídoto, dos Beltrão, aqui na nossa cidade apesar dos 57 km, de lindas praias , rico artesanato , culinária de dar água no boca e um rico folclórico .Esses serviços não vão sentir os efeitos do coronavírus,na economia do Coruripe, dos Beltrão.
    simplesmente o turismo não é prioridade e sim só,ganhar as eleições e o rodizio da família Beltrão.
    A coisa é tão boa ,que tem até dois Beltrão, pre-candidato a prefeito. Os postulantes são sobrinho do prefeito Joaquim Beltrão.

  • Priscila

    Ricardo, eu me junto a você nessa preocupação. É isso que tem me angustiado esses dias. Precisamos pensar na saúde por um lado, e o governo precisa também pensar em medidas urgentes e concretas para possibilitar um renda mínima para a popula´cão. Estamos numa situação de calamidade nunca antes experimentada, onde os meios “normais” não darão a resposta necessária.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, no enfrentamento a essa terrível pandemia, a proteção da vida humana deve prevalecer sobre o lucro e a ganância. De fato a paralisação de atividades econômicas agrava de forma mais intensa a situação de sobrevivência material de pessoas com trabalhos precários, informais, sazonais, que tiveram grande expansão nos últimos anos, com a crise econômica e a flexibilização das leis trabalhistas de formalização dos vínculos de emprego. Além disso, a reforma previdenciária, mesmo a versão menos virulenta aprovada pelo Congresso, resulta na diminuição de benefícios assistenciais, na criação de barreiras a concessão de licenças e até mesmo na diminuição de postos de atendimentos e de perícias médicas, como demonstra a fila do INSS que já acumulava em fevereiro mais de 2 milhões de pessoas com enfermidades e condições incapacitantes para o trabalho esperando o deferimento de seus pedidos. São essas pessoas do andar de baixo do edifício social que os darwinistas sociais da Escola de Chicago, à frente o ministro Paulo Guedes (investigado por acumular milhões de reais com fraudes na gestão de fundos de pensão), tanto gostam de massacrar. O momento dramático exige medidas drásticas, racionais e responsáveis, com base em métodos científicos e na experiência de países que vêm conseguindo conter o surto da pandemia. Não adianta contrariar as recomendações de autoridades sanitárias, classificar a pandemia de “histeria”, ignorar os efeitos nocivos do coronavírus afirmando que as pessoas já falecidas pela doença “poderiam ter morrido de uma gripe qualquer”, fazer comparações estúpidas do coronavírus com uma gravidez (tudo isso é dito pelo energúmeno que preside o país). O momento reclama um esforço nacional coordenado, com a decretação de estado de calamidade, envolvendo União, Estados e Municípios, com investimentos públicos concentrados em medidas de saúde em massa, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (onde estão nossos verdadeiros heróis, milhares de médicos, enfermeiras, técnicos e profissionais se expõem diariamente para salvar vidas, por dever de ofício, e não tirar selfies em manifestações estúpidas). É necessária a distribuição de kits gratuitos em postos de saúde, clínicas e farmácias, o congelamento de preço dos itens ligados à higienização. As empresas de aplicativos devem ser responsabilizadas pelos custos sociais e de saúde dos trabalhadores, pois são mais de 50 milhões de subempregados sem nenhum amparo, segurança jurídica nem formalização de vínculo. Somando a isso, deve o Estado financiar a concessão de licenças e de abonos, e o governo de Bolsonaro deve aumentar a concessão de bolsa família, revendo de imediato a política discriminatória que reduziu o número de famílias atendidas pelo programa na região Nordeste, já que houve uma redução de 12% no orçamento do programa e mais de um milhão e meio de famílias está à espera do benefício. Deve o Estado fiscalizar para que não haja especulação e inflação de gêneros de primeira necessidade, congelar preços se necessário e montar centros de distribuição de alimentos em caso de escassez. As metas fiscais e o teto de congelamento de gastos públicos, religiosamente defendidos pelo governo de Paulo Guedes e Bolsonaro, devem ser suspensos para que haja aumento de investimentos na rede pública de tratamento da doença, em face da situação emergencial que vivemos. Também deve haver investimento maciço nas universidades públicas (um dos alvos preferenciais de perseguição da ala ideologicamente alucinada do Governo Bolsonaro) e nos centros de pesquisa de excelência, a exemplo da proeza de pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo ao sequenciar o genoma do coronavírus de um dos infectados em 24 horas. É o trabalho dedicados dessas pessoas, Ricardo, que irá fortalecer e vencer a luta contra esse vírus. Já o vírus da ignorância, da irresponsabilidade, da falta de caráter, esses são mais difíceis de combater. Um abraço.
    Como não sou adepto da divulgação de fake news nem gosto de falar nada sem fundamento em alguma leitura, seguem os links para contribuir com o debate:
    https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/03/07/congresso-e-tcu-reagem-a-reducao-do-bolsa-familia.htm
    https://agora.folha.uol.com.br/grana/2020/03/avanco-do-coronavirus-pode-atrasar-pente-fino-e-reducao-da-fila-do-inss.shtml
    https://oglobo.globo.com/sociedade/bolsonaro-compara-italia-copacabana-coronavirus-gravidez-vai-passar-1-24311233
    https://brasil.elpais.com/brasil/2020-02-14/ministerio-publico-federal-cobra-do-governo-bolsonaro-providencias-para-reduzir-fila-do-bolsa-familia.html
    https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-sequenciar-o-genoma-do-novo-coronavirus-e-importante/

  • Zé indignado ,

    Precisamos chegar o álcool gel, produzido na usina Pindorama, está sendo alvo de revoltada. Pois houve um aumento oportunista no desespero do povo. Passou a dúzia de 36 reais, para 126 reais e após vários protesto , passou para 86 reais. Com a palavra Clécio.

  • Claudio Frias Braga

    Sou micro empresário a 16 anos, já passei dificuldades, mas com suor e dedicação conseguimos vencer. Agora não enfrento um obstáculo qualquer, não temos treinamento e nem experiência com epidemias e pandemias, conhecemos a já famosa virose e suas derivações. Maceió parou, meu telefone não toca, meus funcionários não saem e me pergunto, e agora?
    Vão os que conduzem esses pais olhar por nós ou devemos acreditar apenas em nossa fé? Não tenho resposta nem para mim e nem tão pouco para minha equipe que sem recursos não sei até onde poderei pagar seus salários.
    Estou tomado pelo medo e aonde está a luz? Prefiro acreditar que somos filhos desta nação e como bons filhos que pagam seus impostos, não seremos esquecidos. Garçons, vendedores ambulantes, camareiras, recepcionistas e tantos outros empregos de baixa renda ameaçados. Agora todos seremos iguais, todos teremos o mesmo medo e receio, todos enfrentaremos as dificuldades, tanto sonhei com a igualdade social, mas não era bem assim que pensei acontecer.