Só alguém que viva, de fato, as coisas de Murici será capaz de esclarecer se Zezinho Fogueteiro existiu – ou existe – de fato ou é uma criação ficcional do escritor Diógenes Tenório Júnior.

Citado várias vezes nas Crônicas da alma muriciense, que o Diógenes lança hoje, às duas e meia da tarde, na Bienal do Livro (na Associação Comercial), os ensinamentos do Fogueteiro têm sido recorrentes nas conversas que mantenho com o escritor.

Que ninguém estranhe: ele surge sempre com uma inegável agudeza, própria dos sábios populares. Desconfio que o Diógenes Júnior se escuda no personagem (?) para dizer as suas melhores verdades (seria seu alter ego?).

Diverte e faz pensar.

E, cá pra nós: eu nunca duvidei que humor e inteligência vivem lado a lado, como bem o sabe Zezinho Fogueteiro.

(Ainda que eu não alcance uma prova da sua real existência.)

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  • Glorioso

    Taí, Diógenes Tenório Junior (Dioginho), um homem de valor de Murici e de Alagoas, grande jurisconsulto, grande escritor.

  • Diógenes Tenório Júnior

    Meu bom amigo Ricardo: Zezinho Fogueteiro é como todos em Murici chamavam meu avô José Tenório de Albuquerque, pai do meu pai, graças ao seu ofício de fabricante de traques, bombas e chuvinhas. O velho morreu em 1995, aos 81 anos, e ainda hoje os seus “causos” são lembrados por seus contemporâneos. Quanto ao mais, a história dirá o que é fato ou ficção.