O ótimo Cactos Temporários, de José Geraldo Marques, mora na minha cabeceira, razão pela qual eu não me espanto em ver a imensa inteligência científica do autor se expressar em versos de rara precisão.

O que não é nem comum nem fácil.

No seu mais recente romance, o escritor inglês Ian McEwan nos apresenta a um personagem algo semelhante ao nosso genial sertanejo:

– Eis aqui um cientista capaz de imaginar e versejar. Tragam-me agora um poeta capaz de explicar a gravidade quântica.

É bem verdade que a temática científica do Zé não é exatamente a Física, mas conversar com ele – é melhor dizer ouvi-lo – sobre Etnobiologia ou Biologia Evolutiva é tão agradável e enriquecedor quanto ler os seus versos.

Quem quiser saber o tamanho do nosso poeta/cientista/poeta é só dar uma breve pesquisada no Google, buscando Pescando pescadores.

Ele fica, por mérito próprio, enorme.

Hoje, às 19h30, na Bienal do Livro, em Jaraguá, ele lança Prelúdios e Delírios, novo livro de poemas.

Quem é melhor, o cientista ou o poeta?

Que o decidam os que sabem e podem fazê-lo.

Eu prefiro curtir os dois.

Pressionado, Alexandre Ayres assegura que o HGE está entrando nos eixos
Quem sabe do paradeiro do Zezinho Fogueteiro é Diógenes Tenório Júnior
  • Viviane

    Maravilhoso como poeta, espetacular como cientista!

  • Verana

    Assino embaixo de rodadas palavras que enalteçam o seu talento genial!!