Embora esteja à frente da pasta que mais tem anunciado obras importantes nos últimos dias, o secretário Alexandre Ayres, da Saúde, vive um momento de grande pressão, como ele próprio confessa.

O problema é a portaria, baixada recentemente, que transfere os procedimentos eletivos nas áreas de cardiologia, cirurgia vascular, ortopedia e neurocirurgia, do HGE para a rede privada e/ou filantrópica.

– De onde parte a pressão?

– De setores que se sentem prejudicados com a mudança.

É a resposta, quase lacônica, do convidado do Ricardo Mota Entrevista desta semana.

O tema rendeu bastante, até porque a CGU tem acompanhado cotidianamente os acontecimentos no Hospital Geral do Estado, sinalizando que algo de errado estava acontecendo por lá. Mas o HGE está entrando nos eixos, assegura o secretário.

Sem entrar em maiores detalhes, Alexandre Ayres afirma que a população sairá ganhando com a mudança, bem como a própria Secretaria de Saúde, que projeta até uma boa economia com a medida.

O secretário de Saúde garante que as novas unidades de Saúde que serão inauguradas – os hospitais Metropolitano, de Porto Calvo e de Delmiro Gouveia – vão tirar Alagoas da condição de estado do Nordeste com o maior déficit de leitos públicos em todo o Nordeste.

Desabastecimento?

Ayres afirma que a questão está sendo superada rapidamente. E surpreende:

– Existe um vício de fornecedor que vende o medicamente à Sesau e não entrega. Nós agora estamos multando quem faz isso.

Os hospitais serão sustentáveis?

Fora dos microfones, ele se diz convencido de que “há muito dinheiro para a Saúde” –  e a casa está sendo arrumada.

Que assim seja.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 10h30, na TV Pajuçara

Convidado: Alexandre Ayres – secretário da Saúde

É sério?
O sertanejo alagoano que dormiu cientista e acordou-nos poeta
  • Samuel Pedro

    Só alguém com humanidade iria mudar a concepção de saúde. Um ser de luz, como a irmã Dulce.🙏

  • JEu

    Não posso deixar de rezar que seja verdade, pelo menos a metade do que está dito no texto… porém, como São Tomé, neste caso, é preciso “ver para crer”, pois tudo o que acontece na área de saúde é sempre o contrário do que dizem seus gestores… e quanto às mudanças acima, a destacas as “áreas de cardiologia, cirurgia vascular, ortopedia e neurocirurgia, do HGE para a rede privada e/ou filantrópica”, espero que não seja somente uma maneira de, depois, dizer que o mau atendimento (ou desatendimento dos casos…) é de exclusiva responsabilidade da “rede privada e/ou filantrópica” e deixar o povão mais necessitado, como sempre, sem o necessário atendimento… e depois ainda sair anunciando que o problema está resolvido… tudo maniqueísmo marqueteiro, nada mais, puro ilusionismo… afinal, as campanhas de 2020 e, principalmente, 2022 já estão se aproximando…

  • Servidora do HGE-na uti

    Esse secretário é Fake News.
    Não ta nada bom. Nada ta entrando nos “eixos”.
    Falta tudo, desde luvas, a materias de limpeza.
    Servidores sem valorização, perseguidos.
    Falta de epi’s e condições de trabalho.
    O que ele, o secretário, sabe gerir é a colocação de precarizados, sem prestar concurso público, todos os dias entram apadrinhados na saúde, em todas as unidades e setores.
    Ele é fraco, ta de “sapato” alto. Na frente é uma coisa, só mente, por trás é um tirano igual aos que antecederam ele.

  • Zil

    Pergunta a ele sobre a somatropina! Hormônio do crescimento que é uma coisa fácil de comprar e está em falta! imagina os antibióticos no hge, as salas de cirurgia de urgência estão todas fechadas, sem equipamento, material e medicamento! E o pior de tudo é ver o ministério público e a defensoria calada!!

    • Luiza

      Olha, vou te falar uma coisa, sou uma das maiores críticas dessa Secretaria, mas se eu fosse o Secretário eu dava massada mesmo na compra da Somatropina, pq 50% que faz uso dessa medicação é da classe alta e 20% são maraombeiros, quem precisa mesmo é a minoria. A maioria não precisa pegar essa medicação caríssima de graça, mas pegam e enchem o saco dos Secretários. Aí o riquinho acha que o filho ta pequeno e faz tratamento hormonal para crescer mas não quer pagar. Essa medicação era para ser concedida apenas para pobres na forma da Lei, mas essa Constituição diz que TODOS tem direito a Saúde, aí os ricos deitam e rolam nos pedidos judiciais dessas medicações caras. Podem ir na Farmácia do Estado para ver os carros com motorista particular pegando fraldas descartáveis. Não compre Somatropina não, Secretário. ATENÇÃO MP tem muito marombeiro de olho nessa medicação, tem que fiscalizar com rigor https://www.mundoboaforma.com.br/tudo-sobre-gh-hormonio-para-massa-muscular-e-definicao/

  • Cidadão

    Homi, conheço pessoas que trabalham no hge com salário de 1000 reais e sem direito a nenhum benefício, Eu acredito no papai noel, aliás, esse ano tem o Natal dos folguedos, Ricardo, e o LULA LIVRE ???

  • A verdade

    Olha quando disseram que esse rapaz iria assumir a SESAU acreditamos que seria uma ótima opção até por tudo que está secretaria tem passado com os outros gestores deste governo…mas por incrível que possa parecer este rapaz é o pior de todos. E explico por quê…neófito deixou o cargo tornar-se maior que ele…criou, juntamente com seus “sócios” uma comissão para extorquir os, já prejudicados, fornecedores(cobram 30% para o sofrido fornecedor receber os atrasados)…nos os servidores estão trabalhando amedrontados…o secretário é de um mal humor terrível…já gritou até com o próprio pai lá dentro…portanto a SESAU está carecendo de transplante URGENTE…MAS DE SECRETÁRIO…

  • Regis

    O secretário gosta mesmo é de contar uma boa piada.

  • Usuário do HGE

    Este secretário está totalmente desinformado, falta de tudo no HGE. Levei minha sobrinha pois estava com 39 graus de febre, não tinha o remédio chamado Ibuprofeno, além de ser atendida por uma médica sem educação e mal humorada com os pacientes. Ele deveria entrar no hospital e ver a realidade nua e crua do HGE. E não ficar tapando o sal com a peneira na televisão, pra sair de secretário perfeito.

  • DELIS

    A primeira entrevista do secretário com vc Ricardo Mota foi um fiasco. (da parte do entrevistado)Tenho certeza que dessa vez as respostas vão ser bem boladas, aliás se isso for possível para desfazer a realidade.

  • maricota

    Que eu saiba as figuras do HGE continuam as mesmas. Mudou o quê, coleguinha?
    Posso apostar que 40% não trabalha como uma coisa dessas pode dar certo.

  • SEI

    Tem uma falha na fala do Secretário.
    Quer dizer que o fornecedor participa de um pregão onde a concorrencia é leonina e depois não quer fornecer?
    Devem ser loucos?
    De fato isso tá acontecendo, mas o MP já procurou saber pq?
    Pois eu vou dizer: O Estado compra e não paga, descapitaliza o fornecedor que não é amigo, para motivar uma dispensa. Na dispensa ele compra a quem ele quer. Vai la MP, cheque as empresas notificadas, Posso garantir que 80% tem débitos lá dentro acima de 300 mil e o motivo do não fornecimento é falta de caixa.

  • AntonIo Moreira

    O humano pode viver com a burrice, mas fica difícil viver sem saúde.

  • Ana Maria

    Esta de parabéns o setor responsável pela parte de ee Nutrição (alimentos) das unidades da Sesau, e está de parabéns o Secretário Alexandre Ayres por ter colocado uma pessoa formada na área ( Nutricionista) para ficar responsável
    pelo setor porque nesta gestão está sendo abastecido todas as unidades com alimentos graças a Deus, é isso ai scretario colocar pessoas formadas na área porque elas sim vão saber das necessidades do setor, está de parabéns toda a equipe de (Nutri) da SESAU que continue assim não deixando faltar alimentos para os pacientes das unidades. Porque Na gestão anterior era um caos faltava tudo e quando chegava era resto de feira.

  • Aninha

    Não existe mudança sem empatia e engajamento profissional de todas as partes envolvidas. O marketing por si só não se sustenta.

  • Liz

    Daqui uns dias vão copiar a ideia do zorra total e contratar figurantes para colocar no lugar dos profissionais. Santos protetores da saúde rogai por nós!

  • Marcão

    De nada adianta a teoria se a prática não funciona. Contratar hospitais que não paga nem o salário dos funcionários para prestar serviços à população doente se os próprios funcionários estão doentes e estressados. O que esperar? O próprio hge pode fazer cursos,palestras… se não aplicar o que se diz de nada adianta, se não valorizar os profissionais não adianta capacitação.A questão não é resistência a mudança de cultura e sim muita teoria e pouca prática. Muito cacique pra pouco índio.

  • Lu servidora do HGE

    Ricardo, o maior absurdo é termos uma direção no HGE que valoriza apenas os precarizados! Tivemos recentemente uma auditoria que garanto ter mil irregularidades.