A notícia sobre o suposto envolvimento do ex-secretário de Prevenção à Violência de Alagoas, Jardel Aderico, num gigantesco esquema interestadual de desvio de dinheiro público chama a atenção para uma questão que já está sedimentada no imaginário do brasileiro: roubo ao erário tem de ser em grandes quantias.

O que se fala no caso – e por ora é uma investigação – é no desvio de R$ 1 bilhão.

Acostumamo-nos, nos últimos anos, imprensa e grande público, a tratar e replicar escândalos de desvio de dinheiro do contribuinte em valores surreais: os órgãos de fiscalização e investigação anunciam essas quantias hiperbólicas, nós jornalistas simplesmente reproduzimos, sem questionar a verossimilhança dos valores, e o público, por óbvio, quer mais.

Menos do isso já não tem qualquer apelo.

Isso é muito ruim para a sociedade como um todo. A naturalização de supostos roubos ao erário em dezenas, centenas de milhões de reais – chegamos à fase do bilhão -, faz com que desprezemos os “pequenos” desvios, que acontecem no cotidiano, ainda que os órgãos de investigação e fiscalização tenham avançado em seu trabalho como nunca.

O que vale é a nova moeda – do crime midiático, que fique claro.

Vejamos o caso envolvendo o deputado federal Arthur Lira, que virou réu no STF por ser, supostamente, o beneficiário de uma propina de R$ 106 mil (a nota a defesa do parlamentar está publicada aqui neste blog).

Está na hora de aprendermos a valorizar cada centavo do dinheiro público, principalmente se desviado, roubados, furtados – seja o que for.

Um trabalho que pode começar pelos órgãos de investigação e pela imprensa nossa de cada dia (deixemos os exageros e o inverossímil para as redes sociais).

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  • Apareceu a margarida, olê, olê, olá! – Tem BATOM na cueca, MORÔ?

    Laranja e BANANA madura na beira da ESTRADA Maceió-Belém do Pará BR 316,
    caro Ricardo Mota … fica e ver NAVIOS na Avenida gourmetizada, SEM cabaré!
    > Desde fevereiro 2019 o carnaval foi em MARÇO da sexta 1º às Cinzas na 4ª gorda
    – E o LARANJAL par(T)ido (PSL) de J-BoLL(zz)[email protected] tropeça, trumpica: qdo CAI?
    > CAI 1 ministro e chovem acusações contra outro, perde força PRESIDENTE L-Bivar (PE)
    -Aí o supoXto presid’ANTO BolZonaro pedie pra esquecer o PSL! – Asmodeus! [09out19]
    https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/10/09/laranjal-psl-ministro-futuro.htm

  • Maria

    “Há algo pior nesse mundo que o abuso da força: é a complacência servil que essa força encontra quando é bem sucedida,essa adulação obsequiosa que esquece o crime para bajular o sucesso.” É UMA INDESCENCIA ESCANCARADA.

  • Glorioso

    São os filhos de maria.

  • JEu

    Pois é, RM… ao que parece, a fome é grande e os dentes “caninos” estão afiados… é só lembrar os números “gigantescos e hiperbólicos” dos casos do Petrolão (só Pasadena deu um prejuízo de mais de R$ 1,04 bilhão), BNDESão, Friboisão, etc, etc, etc… os números são, realmente, estarrecedores… e ainda temos que lembrar que, quando o Lula assumiu a presidência, a dívida pública do Brasil era de R$ 600 bilhões… e quando a Dilma saiu, a dívida já era de R$ 3,7 trilhão… há quem diga que, no período, o país pegava empréstimo aos bancos internacionais (não mais ao FMI), a 40, 50, 60% de juros, repassava ao BNDES, que emprestava à rede privada no país a 6, 7% de juros… esses mesmos bancos repassavam ao consumidor (clientes de cartão de crédito) a mais de 300%… além dos “empréstimos” sem quase nenhuma remuneração, ou mesmo sem garantia nenhuma de devolução, aos “países amigos”… assim, ao que parece, os números não são muito surreais não… e concordo com vc quando diz que tem mesmo que cobrar a investigação e a punição de quem rouba, desvia, frauda ou se apropria indebitamente de qualquer valor do erário público… seja lá quem for… (gostaria de ver a investigação sobre o caso Queiroz X Flávio Bolsonaro ir até o final… mas que não se restrinja somente a eles, pois teve muito mais gente – de todos os partidos na época – que se locupletou e com valores muito maiores, e que a mídia não fala com a mesma ênfase)… é preciso que todos os brasileiros se unam contra toda essa bandalheira, que se instalou, até, em programas sociais como o Bolsa Família… aí, o povo também tem que ter vergonha na cara…

  • Falta do que fazer

    É de se indagar: Vocês já leram alguma notícia dando conta da atuação do “Tribuná de Conta” no combate a corrupção em nosso Estado ? Eis a maior prova de que aquela sinecura não serve para nada, a não ser empreguismo desenfreado…

  • Cicuita

    Pois é, esse sujeito passou anos aqui em Alagoas, não tinha um pau para dar num gato, chegou agora na Paraíba e tem suspeita de ter pago 4 milhões em propinas. De onde ele tirou esse dinheiro todo? Eu nem falo do Tribunal de Contas pq esse de fato nem existe, mas e o MP? Não quer saber se essa grana foi tirada da SEPREV? As verbas que entram na SEPREV não são só estaduais, são federais também, então kd o MPF? Caro Ricardo, infelizmente, os membros do MP de Alagoas estão deixando a desejar perante os MPs dos outros Estados. Sabemos que o Estado de Alagoas é um dos Estados onde tem mais corruptos, mas aqui vivem arrotando dinheiro como se Alagoas fosse um paraíso fiscal corrupto. Aqui, até o cara que vende coco na praia sabe que o morador do edifíco em frente é CORRUPTO, pois é servidor público e servidor público não tem dinheiro para comprar um ap de 5 milhões, mas o MP não vê nada disso, mesmo que Maceió todo mundo sabe quem rouba, não é segredo para ninguém. Ora, se chiquinho entrou num cargo público sem ter nada, como Chiquinho comprou fazendas, apartamentos e etc? Roubando! Mas aqui ninguém vê nada.

  • Adilio Faustini

    Eu gosto de comparar as coisas para um melhor entendimento, de 1964 a 1984 o crescimento do PIB brasileiro ficou em média 7,5% ao ano, de 1985 até hoje estamos derrapando na média nos 2,4% ao ano. De 1964 a 1984 Governos Militares trabalhavam com orçamento anual em média de 80 Bilhões, de 1985 a 2019 a média é de 800 bilhões anuais e a entrega de serviços públicos e de infraestrutura dos Governos Militares foram infinitamente maiores e de melhor qualidade que os atuais.