O vice-governador e secretário de Educação Luciano Barbosa é um notório usuário das redes sociais, com o comportamento que segue o padrão já identificado pelos estudiosos do ramo: o da infantilização de adultos.

Ao criticar – corretamente, assim me parece, mesmo nesses tempos sombrios – a postura do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com sua política de ‘segurança pública’, Barbosa usou como muleta literária o ótimo livro de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe. Que, no caso abordado, nada explica – completamente descontextualizado.

Resultado: bate-boca na rede.

Foi assim ao ser advertido por um interlocutor, que reclamou por ele não fazer as mesmas críticas à situação local. Ele:

“Lá o governo é indutor desse tipo de comportamento. Estimula essas atitudes com o discurso e portanto é responsável pelo que cativa. Você leu o pequeno príncipe?”.

Esse tipo de modelo de ‘segurança pública’, Barbosa há de saber – e creio que sabe –, é típico de governos autoritários, que confundem, por desconhecimento e/ou maldade, “direitos humanos” com proteção a bandidos.

Uma bobagem rasa tão replicada por esses tempos.

A literatura sobre o tema é farta e o secretário de Educação bem que poderia indicar ou sugerir alguns livros para aqueles que acompanham suas redes, mostrando como os governos fascistas e comunistas se comportaram e se comportam em relação ao tema, deixando para outra oportunidade o belo texto infanto-juvenil.

Quanto a O Pequeno Príncipe, ele pode aproveitar e distribuí-lo nas escolas públicas.

Este continua sendo um ótimo livro, para crianças e pré-adolescentes.

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  • JEu

    Quanta conversa para nada… tempo perdido… não traz nenhuma solução para o caso da criminalidade violenta… somente critica… é muito fácil dizer que a polícia tem que fazer a segurança pública e levar todos os tiros possíveis… afinal, não é ninguém que vai no lugar do policial… agora, se a solução é promover, de verdade, a saúde, a educação, a geração de emprego e renda com salário digno, aí sim… porém isso precisa passar pelo combate sem tréguas contra a corrupção e contra a destruição dos valores morais e éticos da vida dos cidadãos… ninguém vai viver em uma sociedade melhor e mais justa sem esses valores… e esses valores têm uma origem: o sentimento da existência de uma Vontade Maior, como consequência, um objetivo maior para a vida, estendendo-a para além dos limites da vida puramente biológica… sem isso, sem essa “cultura” nenhum valor moral subsiste… eis aí toda a origem do mal hoje existente…

  • Jorge

    Grande texto, Mota. Um dos melhores! Essa ideia de distribuir “0 pequeno príncipe” nas escolas públicas do estado e, que se estenda aos municípios é ótima! Quanto a nossa educação básica pública das Alagoas continua a deriva. É preciso que nosso “gestor maior” da educação, calce as sandálias da humildade e, coloque em prática o que leu no genial ” o pequeno príncipe “.

  • Há Lagoas

    Talvez, o nosso vice e secretário da Educação tome emprestado apenas o título de “Príncipe” do livro, algo que ele quando criança ansiava tanto em ser, e que, ao se tornar adulto, acredita ser!
    Mas ao contrário do livro de Antoine de Saint-Exupéry, Barbosa em nada se parece com aquela criança e sua frenetica busca de encontrar um mundo ideal.
    A “criança” Barbosa contextualiza seu mundo infantil levando todos a sua volta como pequenos súditos mentecaptos. Pena que onde existe rei, o príncipe não passa de um figura decorativa…
    Realmente, é muita infantilidade!

    • Sertanejo ENLUTADO esperando Justiça e PAZ com FÉ

      Pois, caro Há Lagoas … antigamente era + MODERNO!
      Hoje é DIA, restam apenas das luzes do SOL.
      Fracas réstias assombradas de crateras LUNARES.
      > Ora (direis) ouvir estrelas! Certo … tá okÂy? – Perdeste o senso!
      – E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto
      # E abro as janelas, pálido de espanto … Bilau Torto (1865-1918)
      Sai PÉ quebrado meloso, entra outro Olavo broxante do car(V)alho, sub-PARNASIANO!

  • Democracia ao PONTO: garçon + 1 cana, tira gosto SARDINHA péÓóRrrrr sem ELA!

    É triste e LONGA trama, caro Ricardo … haja bugigangas da MODA em Paris, árgh!
    por EXEMPLO s’espalhando poeiras – positiV e espiriT (iSmos) – importadas da França.
    Gilberto Freire (1900-1987) pré-hamburgers nos EeUu estudo com Menken (1980-1956).
    Fez MESTRADO: Social life in Brazil in the middle of the 19th century
    (Vida social no Brasil nos meados do século XIX), ouvindo:
    1. O homem + PERIGOSO, pra qquer governo […] pensar por si próprio, LIVRE de superstições e tabus anteriores.
    2. A educação, por si só, é uma forma de PROPAGANDA […] equipar o aluno […] com ideias prontas. […] dóceis.

    E o mestre do Açude de APIPUCOS, pareou-se a preiros: J Amado (1912-2001, BahÊa) e J Bonifácio (1763-1838, SãPaulo).
    > A mando Pedro I (1798-1834), Zé BONFA foi desterrado à morte por DESGOSTO em Paquetá (RJ)
    – evitando a babaquice parnasiana de cabras-cegas a tons de sombras. Granfinos bajulas d’El Rey copiando Europas.
    > Me(R)dianas gentes deslumbradas c’as luzes além-mar, aqui a defecar pérolas quadrúpedes:
    – obrando cocôs eqüinos e cacas caprinas + bolas muarinas, árgh!

    > Mais recentemente, pós 2ª Doidícia 1939-1945, pariu-se 2 lados do espectro ideológico no Séc XX:
    – C’a Guerra Fria na 2a metade do banho MARIA, escritores independentes de mitos escatológicos, rsRs
    > E a turma do PASQUIM dos 1960’s aos 1980’s saboreou deboches à Millôr (1923-2012) de Copacabana a Ipanema pré-Leblon.
    – Em conto pró-GOLPE democrÔto 1964-1985, o escrachado Nelson (1912-1980) ria do Méier e Penha, kkkkk
    # Desvelando as safadezas da classe mé(R)dia do Irajá e Acaria ao Estácio e Mangueira, Pe Miguel!

    > E assim avançamos dsd 1822 n’entrelinhas de RAUL Pompéia (1863-1895 Fulô-RIhaNNa) do Ateneu (1888, Pedro II).
    – Nas asas e de LIMA Barreto (1881-1922, Epitácio Pessoa) da farinha pouca ao pirão meu 1º beijo na última namorada.

  • Limeira

    Apenas para registrar que no dia 21 passado, em meio a multidão na praça pública comemorando o aniversário da emancipação politica de O.D’Agua do Casado, foi assinada pela TERCEIRA vez a ordem de serviço para a construção da curta rodovia que ligará o centro da cidade a Prainha da Dulce no Portal do Câniom do Talhado, e renovada a promessa da contrução da Escola Estadual. Desta vez, o gobernador foi substituido pelo vice acompanhado dos deputados Paulão e Olavo Calheiros. A bola agora ficou no pé do prefeito que está incubido de fazer a doação do terreno. A oposição afirma que a ausência do govetnador foi para evitar ser vaiado e não afrontar o deputado da região que sempre se opõe aos projetos. Caso aconteça o as implantaçoes das obras, aumentará a dificuldade do retorno da oposição ao poder aqui em Piranhas onde a prefeita tem sorprendido com a admistraçao popular, humana, fraterna e muita humildade. Dois municípios que se distancia do atraso causado pela oligarquia cheia de arrogância e prepotência