O desembargador Tutmés Airan errou feio no episódio que o levou a se tornar réu no STJ.

Ao se manifestar de forma tão agressiva em relação a uma advogada – com quem está em litígio –, chamando-a de “vagabunda”, via redes sociais, ele “tão somente” replica essa confusão que se faz entre o ambiente público e o privado. Há diferenças, sim, e todos temos de enxergá-las e seguir os rituais da civilidade.

Não se trata de louvar a hipocrisia, não é o caso mesmo, mas sendo representante de um poder – agora seu presidente em Alagoas -, o magistrado, que é um homem de posições, mas cordato, civilizado, passou dos limites do tolerável.

Tutmés Airan, sabemos, tem humildade suficiente para entender o seu erro e corrigi-lo sem provocar danos ainda maiores a sua imagem e à do TJ.

Como disse o advogado Nabor Bulhões, que o defendeu na sessão desta segunda, no STJ, que o tornou réu por difamação e injúria, ele abraça como poucos magistrados as melhores causas sociais – numa Casa onde elas pouco são ouvidas -, mas a questão em pauta vai em outra direção.

A indignação de Airan pode se justificar, como ele próprio afirma, mas há de valer a máxima para esses tempos: “Em caso de fúria, não digite”.

O país já está pagando um preço muito alto por esse tipo de comportamento.

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Luciano Barbosa, O Pequeno Príncipe e a infantilização de adultos
  • Meu NOME é Gal desejando rapaz: SEM cultura NEM crença OU tradição, AMO igual!

    Aprender e sobreviver, caro Ricardo … “Em caso de fúria, não digite”.
    > Apois ciúme de homem é FOGO afogável tipo onanismo MANUAL,
    – em Recife na Rua da Palma Nº 5 apenas sobrevive.
    > Modernizando-se há 45 anos em Maceió, a Casa do COLEGIAL supera o clima de 5ª série,
    – com FOME se pede misto-quente a sós elas, de soslaio mulheres nóiX digitalizam’u$ nua$!

  • Pedro

    As redes sociais bestificam todos os milhões dos já idiotas por natureza. Dessa vez, nosso Tutmés foi a vítima. Vá entender!

    • Pedrita

      Sr. Pedro o seu comentário pelo que parece é de quem segue a mesma cartilha e ainda faz parte dos tais milhões…Aconselho a fazer terapia urgente e sair das redes sociais.

      • Vieira

        A carapuça lhe serviu, Pedrita? Para começar: leia Umberto Eco, Nietzsche, Fiódor Dostoiévski e um tiquinho de Franz Kafka, depois volte a este ambiente sem fazer comentário raso, os nossos escritores alagoanos não vou nem citar, você não tem tempo para lê-los!

      • Pedro

        Valha-me Deus, aqui também tem!

  • Jorge

    Talvez, o espirito da lei explique, Montesquieu confabule com Robespierre, convoquem Rousseau, quem sabe um contrato social resolva. Freud, deve explicar condecorações, com viés inexplicável. O REI tá nú! Comprou uma roupa invisível…

  • Léo Viana

    Tutmés é uma figura impar!!! Sua humanidade e generosidade , transcende quaisquer comentários que, impróprio , midiático, fake ou não possa ter ocorrido.

  • Cássia França

    Tutmés tem humildade, só quem conhece ele sabe .

  • JEu

    Prefiro ficar com Jesus: aquele(a) que estiver sem pecado que atire a primeira pedra… somos todos humanos e temos nossos limites… orgulho e vaidade, seja de posição social, intelectual, posses materiais e, até, do próprio corpo biológico (também chamado de narcisismo), basta que alguém tenha a “petulância” de discordar de nossos “pontos de vista” e logo despejamos toda a arrogância que ainda carregamos em nosso atavismo psíquico-emocional… ainda vamos precisar de muitas “idas e vindas” até aprendermos com Jesus a “oferecer o outro lado da face, quando nos baterem de um lado”… por isso, não merece, o Tutmés Airan nenhuma condenação, ou julgamento de nossa parte… e concordo com o RM, também acho que deve procurar uma maneira de “se desculpar” perante a advogada, mesmo sofrendo o vexame do processo no STJ. Se tiver que pagar alguma indenização moral, ao final do processo, que o faça e, depois, deixe que as águas do passado levem as lembranças e os motivos para bem longe…

  • Laskdo

    As redes sociais tem criado, na maioria das pessoas, mais frustração do que satisfação. A pessoa se produz toda, tira a sua melhor foto, faz aquela postagem e pensa: “Agora é só aguardar a reação dos meus milhares de ‘amigos’”. Passa 30 minutos e vem a decepção, só os likes ja esperados. Aquela tia de sempre, a mãe, uma dúzia de “amigas”, as primas e uns poucos tarados. Mais 30 minutos e umas duas ou três pessoas escrevem: arrasou! Três horas se passaram e poucas coisas mudaram. Os olhos e os dedos se alternam sistematicamente entre centenas de perfis pra ver as novidades. Oito horas depois vem a frustração, afinal foi muita expectativa pra nada. Em outras postagens, quando ela era novidade, havia centenas de likes e compartilhamentos, agora ninguém dá valor. Sim, porque na cabeça dela, família não conta mais. Agora o sentimento é de que ninguém gosta dela, ela não é nada, se desaparecesse não faria falta a ninguém. E se eu morresse? Pensa ela. Aí sim, com certeza ia ter muitos likes, centenas, centenas não! Milhares! Milhares de likes e compartilhamento.
    Lamentavelmente, essa é a conclusão que muitos jovens têm chegado diante das frustrações modernas e as redes sociais são responsáveis, em grande parte, por essas frustrações. Claro que nem todos buscam, como o caso acima, o reconhecimento pessoal, nas redes, como fator principal para aumentar a autoestima. Alguns usam para extravasar os piores sentimentos e com isso machucar as pessoas, até os “amigos “ de rede.

  • Carlos

    INFELIZMENTE TUTMÈS AIRAN , NÃO É MAIS AQUELE O PODER ATINGIU EM CHEIO A VAIDADE E ELE AINDA NÃO CAIU A FICHA…. É MUITO PUXA SACO E FICA DIFÍCIL ELE…

  • Laskdo

    “Quer conhecer um homem, dê a ele dinheiro ou poder”. É um clichê, mas é verdade.

  • niv_mace@hotmail.com

    Já dizia Maquiavel,”dê poder ao homem,e saberas quem realmente ele é”,no caso concreto é o que tá acontecendo com o presidente do TJ Tutmés, até quando ele de forma monocrática despromoveu vários militares,sem consultar o seu colegiado.