Uma constatação óbvia: o personagem político mais destacado do país, hoje, atuando em Brasília, é o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia.

Como defini-lo?

Maia não é exatamente de oposição, defende uma agenda liberal na economia, mas não se transformou em tapete para que as propostas conservadoras – e bote conservadoras nisso – do governo entrem no Congresso sem enfrentar resistência.

E a oposição?

Ainda é bastante significativa, em se tratando dos  números, mas não tem encontrado espaço para as suas propostas ou até mesmo para uma atuação mais organizada, que ecoe do lado de fora do Legislativo.

O que acontece?

Este papel, de oposição – às vezes, até à sensatez –, tem sido cumprido pelo próprio presidente Bolsonaro (e família).

Todas as novas crises do ano – sem contar as herdadas – foram criadas pelas declarações e ações presidenciais, sem freios e sem filtros.

Parece, sim, haver método nesse comportamento heterodoxo. Monopolizando as atenções da imprensa e da chamada opinião pública, Bolsonaro tornou-se o eco de si mesmo. Projeta imagens de si e do seu governo como quem trafega numa “casa dos espelhos”, com efeitos surpreendentes e até assustadores.

Enquanto isso, a oposição – ampla, geral e irrestrita – procura uma identidade para chamar de sua.

Por enquanto, cada um dos grupos oposicionistas andando na própria trilha.

Os amantes da Praça Sinimbu
Entrevista com Ricardo Barbosa: "Temos de tirar o ódio do debate"
  • Glorioso

    Vamos acessar o “PRONTUARIO NA OPERAÇÃO LAVA JATO”, da personalidade politica do momento de maior destaque no país. Sem censura!

  • quin

    O que os grupos chamados “oposicionistas” querem todo mundo já sabe: todas as “boquinhas” de volta e, quem sabe, algumas mais… já aprovaram o tal do orçamento impositivo, para por as mãos (sujas) no erário público de maneira legal para, quem sabe, depois usar de maneira ilícita… lutam contra os projetos do governo, principalmente o projeto de combate à criminalidade e à corrupção por motivos óbvios… buscam todos os meios de impedir o governo de avançar com os projetos econômicos com uma única finalidade: que tudo dê errado, não importando se isso vai ser ruim para o povo e para o país, pois implicaria em um maior sucesso do governo, com efeitos nas próximas eleições… criam os mais esdrúxulos projetos, como um tal que “redefine” a família brasileira e diz que é para torná-la compatível com a “modernidade”, afirmando que a nova família pode ser constituída até por mais de duas pessoas em relacionamento sexual, sem importar os vínculos consanguíneos, podendo pais e filhos(as) viverem maritalmente, sejam do mesmo sexo ou não, etc, etc… e ainda defendem o ensino da mal intencionada ideologia de gêneno nas escolas de ensino fundamental, ou seja, devemos retornar ao tempo de Sodoma e Gomorra, em vez de avançarmos cada vez mais amplos e maiores patamares da espiritualização e aproximação da verdadeira Lei do Amor ensinada por Jesus… eis aí o resumo do que ocorre, hoje, nas oposições ao governo…

  • JEu

    Onde apareceu quin, leia-se JEu

  • Nelson

    Cachorro picado por cobra, tem mêdo até de linguiça ! Bolsonaro está certíssimo em tomar todo cuidado com esses abutres inocentes que que o espreitam das cornijas do congresso Nacional…. principalmente César Maia e Alcolumbre.

  • Alagoano T

    As esquerdas (leia-se PT, pq o resto é mamulemgo dele) estão mais preocupadas em soltar o Lula do que com o país. Como podem retomar a confiança da população????

  • Cidadão

    Parabéns JEU, excelente comentário.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, Bolsonaro sabe que se elegeu ancorado em discursos que exploram ignorância, ódio, medos e preconceitos. A mobilização de seu eleitorado mais cativo e fiel, aquele que nele votou por convicção ideológica e não apenas por rejeição ao PT, depende da permanente agitação dessas bandeiras. No campo dos costumes e do fundamentalismo religioso, as mentiras e os boatos fabricados e impulsionados nas redes sociais mediante financiamento empresarial ilegal foram decisivos para que espantalhos como a “mamadeira de piroca”, o “kit gay”, a “doutrinação homossexual”, a “ideologia de gênero”, entre outras invencionices servissem como cruzada falso moralista contra adversários políticos a partir da manipulação de detestáveis sentimentos existentes em nossa cultura, como o machismo, a misoginia e a homofobia. Mas isso não explica, por si só, o motivo pelo qual as pessoas nelas acreditam. As mentiras desse nível fazem surpreendente sucesso e se reproduzem com a colaboração voluntária de muita gente porque, na obsessão de se conquistar o poder e projetar nos outros as culpas pelas próprias frustrações, vale tudo para eliminar o diferente, combater o adversário, desqualificar o oponente, não admitir o contraditório, a interlocução, o diálogo, inclusive abandonar a racionalidade, a paciência, o respeito, a civilidade, a empatia pela dor ou sofrimento alheio. Quem se alimenta desse tipo de plataforma política, como faz Bolsonaro, precisa desumanizar o outro, tirar-lhe qualquer traço de identidade que o aproxime de uma condição humana igual à de qualquer outro. É por isso que o cidadão homossexual, alvo recorrente e predileto das hordas bolsonaristas, é retratado como uma ameaça, um pervertido, associado a pedofilia, ao pecado, ao castigo, à degradação moral. A pessoa homossexual não é vista como portadora de direitos de cidadania e liberdades fundamentais, alguém dotado de dignidade como qualquer outro. O episódio da revista em quadrinhos com dois personagens masculinos se beijando denota isso. Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, que por pouco escapou de um impeachment, tem elevado índice de rejeição e faz um governo em desastrosa crise. Como figura eminente de uma determinada igreja que possui canal de televisão, emissoras de rádio e até partido político, que professa uma visão peculiar de ensinamentos cristãos, resolveu recorrer à tática inquisitorial da censura para proteger, em sua demagogia populista, valores tradicionais. E o fez sabendo que o Judiciário de um país laico, como ainda o é o Brasil, iria suspender sua medida. Afinal, um beijo homossexual é tão “imoral” quanto um beijo hétero, só não o é para os preconceituosos de sempre. E não há conteúdo sexual explícito, apologia a drogas ou a violências que justifiquem sua censura prévia. Mas a atitude do prefeito provocaria o efeito inverso ao desejado: o caso ganhou repercussão mundial e o marketing gratuito fez com que a revista fosse alçada à condição de best seller, com vendas rapidamente esgotadas. Mais ou menos o que fez Bolsonaro ao divulgar um vídeo pornográfico de conteúdo sexual explícito em sua página do facebook, exposta ao mundo inteiro, a crianças e adolescentes, para tentar em sua visão distorcida desqualificar o Carnaval como um todo, a maior festa popular do país, a partir de um evento específico protagonizado por duas pessoas. Mas o que importa ao prefeito e ao presidente, em cada episódio, é o despertar da mobilização da parcela de seus eleitorados fiéis ao reacionarismo fundamentalista. Ainda que, para supostamente combater o que julgam imoral, seja necessário dar publicidade e audiência à imoralidade que pensam combater (Freud explica). Outro episódio recente marcado por preconceito irracional consiste nas notícias falsas espalhadas nas redes (anti)sociais pela máquina de desinformação sobre o Projeto de Lei que institui o Estatuto das Famílias do Século XXI. Inventou-se, por puro mau-caratismo, que o projeto legalizaria o incesto, a pedofilia, entre outras aberrações. Tudo mentira. O projeto tem o propósito de reconhecer a validade de entidades familiares compostas por outros arranjos, como familías monoparentais, constituídas por um pai ou uma mãe com seus filhos, ou formadas por avós e netos, ou cujos vínculos sejam socioafetivos, isto é, formados por adoção e amor, sem necessidade de que sejam consanguíneos. As hordas e os políticos bolsonaristas espalharam que a expressão “independentemente de consanguinidade” constante no projeto significaria autorização para que pessoas de mesmo sangue se casassem. Mentira! O projeto na verdade reconhece famílias que sejam formadas independentemente de relações sanguíneas e genéticas, como as famílias adotivas. Por sinal, famílias adotivas que sejam formadas também por uniões homoafetivas, um avanço civilizatório já conquistado no país e que os preconceituosos fundamentalistas podem continuar rangendo os dentes, mas não conseguirão impor o retrocesso sobre um direito fundamental. Por sinal, Ricardo, se me permite a sugestão, há duas excelentes profissionais daqui de Alagoas que eu acredito que possam contribuir bastante para esse debate e esclarecer as mentiras, os boatos e as distorções: a doutora Fátima Pirauá, juíza coordenadora da Infância e da Juventude, e a doutora Rachel Cabús, presidente da Comissão de Direito de Família da OAB de Alagoas. Ambas integram o Instituto Brasileiro de Direito de Família, entidade que tem debatido o projeto do Estatuto da Família para esconjurar os fantasmas da ignorância e do preconceito. Contra isso, o melhor remédio é a informação. Forte abraço. http://www.ibdfam.org.br/noticias/7031/Após+boatos+e+distorções%2C+Comissão+suspende+votação+de+projeto+que+institui+Estatuto+das+Fam%C3%ADlias+do+Século+XXI https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2019/08/21/verificamos-projeto-casamento-pais-filhos/

  • Jorge

    uma oposição sem moral, vai fazer o quê? ver a banda passar cantando coisas da ” lava jato”…

  • Adilio Faustini

    O quê os desgovernos lula petistas fizeram com a oposição? Nem pão e água tiveram, o Lula até falou que o DEM teria de ser extinto, quase conseguiu com a ajuda do Kassab que dividiu o DEM criando o PSD e entrando na base do governo federal.Quem com ferro fere, com ferro será ferido.