A decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, de ontem, determinando a prisão do vereador Paulo Soares,  do Pilar, tem um sentido didático – dizem os magistrados – e preventivo – ainda que eles não digam claramente.

O vereador, de oposição, conhecido como Paulinho Fofoca, já foi denunciado mais de dez vezes pelo prefeito Renato Filho e pela mulher dele, Cecília Rocha, pelos ataques feitos à primeira-dama, via redes sociais.

É uma situação, de fato, extraordinária.

Os ataques, como ressaltou o relator da matéria, desembargador José Carlos Malta, são de natureza pessoal, além de :

“A prisão preventiva em análise se afigura fundamental para efetivar que um mal irremediável venha a ser cometido a qualquer momento”, afirmou o relator do processo, desembargador José Carlos Malta Marques.

Está evidente que se teme uma tragédia, não apenas porque a vítima é mulher do prefeito, secretária Estadual de Ciência e Tecnologia, mas porque o vereador já havia sido preso, em 30 de junho, solto, em 1º de julho, mas continuou com os ataques à primeira-dama (“desequilibrada”, “gosta de cabaré”).

No seu voto, Malta ressalta:

– O paciente é pessoa afeita ao mundo da criminalidade e dos atos ilícitos em geral, haja vista que existe mais de uma dezena de processos nos quais ele figura como autor de ofensas à honra alheia. Consta, por exemplo, ações de indenização por danos morais em juízos cíveis e persecuções criminais que tratam de crimes contra a honra e de ameaças.

 

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  • Carlos

    Que coisa é necessário que a medida venha inibir os instintos primitivo do vereador afoito a violência. Deve ser observado após a sua liberdade se não pode ser consumado uma ação por parte do acusado irreparável!

  • Jorge

    Sei não, viu… muita controvérsia… o justo injusto… justiça sem… mas, é desse jeito… ALAGOAS! Terra boa… o bagre e o pirão…

  • JEu

    Tudo bem, bela decisão do TJ/AL… agora, quando o caso é de desvio de milhões do erário público, ou quando a “tragédia” já sofrida por uma vítima tem como mandante alguém com direito ao foro privilegiado, então nunca sai uma decisão dessas… ou seja, os malfeitores ficam sempre “livres e soltos”… será falta de coragem?!!!

  • Celso Tavares

    Ricardo,
    O meu comentário nada tem a ver com o ‘post, mas não há como calar perante mais um ataque ao Erário e à nossa dignidade e saúde.
    Indigna-me, mas há muito não me espanta, como ardilosamente se defende o indefensável científica, técnica e moralmente. A tal aspersão aérea de inseticidas para o controle do Aedes aegypti, cuja discussão já chegou ao STF, é um desses procedimentos que se justificam exclusivamente pelos lucros que uns poucos auferirão.
    Sabemos que a quase totalidade desses mosquitos vive dentro das nossas casas e lá estão muito bem protegidos.
    Ora, com o uso de aviões teremos um “fumacê” ‘metido a besta’, espetaculoso, muito mais caro, porém totalmente ineficaz.
    Ao invés de matar o Aedes, o veneno destruirá todo o tipo de insetos (lembremo-nos das abelhas), muitas aves e causará grandes transtornos aos humanos, especialmente às crianças.
    Lembremo-nos que o ‘fumacê’ habitual não oferece resultados satisfatórios no controle desse vetor, mesmo com as caminhonetes e suas bombas aspersoras circulando a poucos metros das nossas residências e isso pode ser explicado.
    Para que o “fumacê” funcionasse e nos livrasse desses vetores exige-se um conjunto de situações que deve ocorrer simultaneamente: a) tempo bom; b) velocidade do vento inferior a 6 km/h; c) o veículo deve circular a 10 km/h; d) o bico da bomba deve estar perfeitamente regulado para garantir o tamanho correto das gotículas; e) compatibilidade entre o horário de aplicação e a atividade circadiana do mosquito – os melhores horários para a aspersão são o amanhecer e o alvorecer e f) o mosquito deve estar voando para que o veneno atinja minúsculas estruturas chamadas espiráculos (aberturas localizadas lateralmente no tórax e abdômen por onde entra o ar para a traqueia).
    Constata-se, porém, que a maioria das pessoas fecha portas e janelas quando o “fumacê” está circulando. Como o inseticida irá atingir os espiráculos e assim matar o mosquito?
    No avião, o veneno irá se dispersar ao sabor da temperatura e dos ventos e não atingirá o Aedes. Na verdade, a fortuna gasta nessa operação poderia ser melhor aplicada em procedimentos reconhecidamente eficazes – Educação, por exemplo.
    Em 1987 participei de uma reunião na sala do Professor Geraldo Vergetti, na Diretoria da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM), em que foi debatido o uso de aviões no controle da dengue. Participaram diversos técnicos procedentes de Brasília, e a idéia foi consensualmente abandonada.
    Exemplo de resiliência, periodicamente, porém, essa proposta é reapresentada com todo o vigor. Torço, só torço, um tanto desesperadamente, para que dessa vez ela seja arquivada definitivamente.
    Celso Tavares

    • Zé MCZ

      Eita seu Celso!
      Esse procedimento pode ter alguma eficácia, sim! O fumacê vai chegar à estação espacial internacional. Aí os astronautas, cosmonautas, taikonautas, piratas, etc vão abrir as janelas e eliminar os mosquitos! Lá tem! Pode ter certeza!
      A verdade é que os estudos técnicos, as pesquisas não servem mais para nada! E se alguém com capacidade intelectual (qualquer minhoca tem!) contestar os autoritarismos vai pra rua!(por enquanto) Que diga o ex diretor do INPE.
      O Brasil está de cabeça pra baixo! E há um universo de alienados que defendem com veemência de que país tá no rumo correto, em direção ao…

      Buraco negro…

      • José Carlos Silva

        Zé, você tem uma sugestão que sustente a crítica?

        Criticar por criticar, meu velho … Já foi o tempo