O Brasil é um dos países com mais mortes no trânsito em todo o mundo – mais de 42 mil.

E nós podemos, sim, mudar os cenários dessa tragédia, mas isso não pode ser afrouxando a legislação ou reduzindo os mecanismos de controle dos excessos pelos nossos motoristas.

A extinção do radar móvel nas rodovias federais, como anunciou o presidente, ontem, é uma aposta na desordem sem progresso.

Segundo os dados da respeitável Polícia Rodoviária Federal, as mortes por “excesso de velocidade” nas rodovias brasileiras, no ano passado, só perderam para os óbitos por “falta de atenção à condução”: foram 1.365 mortes por esta causa – identificada pela PRF.

No caso do excesso de velocidade, o número de mortos chegou a 743, resultado fatal de 6.843 acidentes.

É superior, este número, às mortes por embriaguez: 302 – em 5.195 acidentes.

Os dados contabilizam apenas o que aconteceu nos 5.200 quilômetros de rodovias federais espalhadas pelo Brasil.

A decisão contraria todas as melhores iniciativas adotadas no mundo inteiro para reduzir as mortes no trânsito.

Como se pode explicar uma decisão como essa?

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  • Maksu

    Não dá para entender certos posicionamentos e/ou questionamentos. Se o Governo instala radares(pardais) em trechos de uma rodovia, é acusado de financia a “indústria de multas”; se retira os pardais é acusado de contribuir com as mortes no trânsito. Nunca fiz viagens internacionais, mas, amigos que já fizeram e alugaram carros na Europa e EUA, me disseram que não existe esses tais pardais nas rodovias. Existe fiscalização. E quando alguém é flagrado, paga a multa é dependendo do caso, pode ir ter que prestar depoimento. Deixem o Governo trabalhar.

  • Maria

    Estratégia politica para manter a população fiel e conquistar seu apoio.”Politica do pão e circo”. Manipulando e alienando a população em relação aos problemas da nação. “Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar…”

  • Petrucio Raimundo de Medeiros

    Para quem viaja com frequência a realidade é outra. A indústria da multa é fato, os radares são instalados em locais perigosos para quem viaja a noite. Um sem fim de radares um sem fim de quebra molas e poucos homens nas estradas trabalhando sendo substituídos por pardais. Vai ai uma sugestão: Ao ser flagrado o condutor em alta velocidade ou ultrapassagem perigosa o condutor ficar por uma ou duas horas parado e assistir um vídeo de educação no trânsito?

  • Silva

    ” O inimigo parece ser, de muitas maneiras, uma projeção de si mesmo: tanto os aspectos ideais quanto os inaceitáveis de si mesmo são atribuídos a ele. O paradoxo fundamental do estilo paranoico é a imitação do inimigo.” Só a deus cabe o direito de abreviar nossa vida, só a ele cabe esse direito,

  • Bruno

    Ricardo Mota, ” O Brasil é um dos países com mais mortes no trânsito em todo o mundo – mais de 42 mil.” e temos pardais e temos legislação, por quê?

  • JEu

    Não posso, aqui, deixar de concordar com o texto. Afinal, o bem maior de qualquer pessoa é a vida… então, não tem porque sair pelas rodovias, estradas e, até, vias urbanas dirigindo de maneira a colocar sua vida e, principalmente, a vida de terceiros, sob risco… e as estatísticas realmente demonstram o quanto o povo brasileiro está muito longe da civilidade no trânsito… agora, que também tem exageros e ações “mal intencionadas” com o único objetivo de “pegar” os condutores em erro para aplicar a “corrigenda” (multa) para demonstrar ser um “profissional” competente, e outras coisas mais, isso não podemos negar também… às vezes se coloca um “radar móvel” em um trecho de “declive”, ou depois de uma “curva” só para, mais facilmente, “flagrar” o erro… sou a favor sim, tanto dos pardais fixos quanto dos radares móveis, os quais deveriam existir não só em determinados locais, mais dar cobertura em toda a extensão das rodovias, estradas e vias urbanas, devidamente sinalizados, o que também deveria ser o caso dos radares móveis, ou seja, antes do local onde esteja “operando” deveriam colocar a sinalização de sua utilização… afinal, o objetivo deve ser o de “conter” os “ânimos” dos mais desavisados, prevenindo os acidentes… assim como, também sou a favor da construção de rodovias tipo a Autoban, na Alemanha, unindo grandes distâncias, onde não há limites de velocidade, porém construída com todas as medidas de segurança, inclusive proibindo o trânsito de pedestres, animais, cinquentinhas e outras coisas que atrapalham quem quer andar mais rápido… tudo precisa de equilíbrio, de equanimidade e de isonomia… cada caso é um caso… grandes distâncias precisam ser percorridas em menor tempo…

  • Glorioso

    Em verdade na republica brasilis, grande parte dos motorista não tem educação no trânsito, nem respeitas as leis vigentes, compra carta de motorista, ultrapassa sinal proibido e velocidade permitida, não atende a faixa do pedestre, ou seja o transito é uma verdadeira zorra, tudo isso com o apoio do político amigo que consegue até a dispensar as multas porventura aplicadas. Portanto, desnecessário os Pardais porque os afilhados inconsequentes não são punidos. Pense Nisto!

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, numa perspectiva racional, que se baseie em estudos e critérios científicos, não há argumento para mais essa medida do governo Bolsonaro. O que a justifica é a necessidade de manter mobilizado e fiel o conjunto de seguidores do presidente, agradando a suas visões de mundo, preconceitos, impressões superficiais e argumentos de senso comum. Disse o presidente em Pelotas, ao anunciar a medida: “Chega de estudiosos e especialistas que só fazem assaltar o contribuinte. Estou tentando acabar com os radares fixos também, mas estou com problema na Justiça.” É isto, meu caro. Bolsonaro tem ojeriza ao conhecimento científico, a estudos empíricos, a especialistas. Como suas ideias são pedestres (sem trocadilhos, por favor), movidas pelo motor da ignorância e impermeáveis a qualquer raciocínio mais complexo que as contrarie, não pode admitir que universidades, professores, jornalistas, imprensa livre, intelectuais, essa “esquerdalha” toda atrapalhe seu governo. Não há espaço para a crítica, o bom senso, o debate racional. Temos muitas mortes no trânsito? A culpa é das estatísticas. Demita-se quem divulgou os dados. Quando o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais divulgou os dados científicos sobre o aumento da devastação ambiental, que todos nós sabemos que o governo atual estimula, o que fez o presidente? Disse que não concordava e demitiu o diretor do instituto. Não apresentou uma evidência, uma razão técnica, nada. Afinal, há árvores em demasiado na Amazônia. Quer poluir menos? Defeque em dias alternados. Produziu uma informação contra o governo? É petista bolivariano. E assim caminhamos, atacando universidades públicas e institutos federais, devastando o meio ambiente, perseguindo jornalistas, acabando com o Sistema de Seguridade Social, eliminando direitos trabalhistas. Na contramão da ciência e civilização seguimos nesta marcha da insensatez. Abraço.

    • Adilio Faustini

      Em 2014 em São Paulo um cidadão matou um motociclista em alta velocidade vom sua BMW, pegou 2 anos , tinha centenas de pontos na carteira e a poucos dias atrás matou uma mulher, senhora que ia trabalhar, estava diriginndo a mais de 150 kmh seu Porsch em rua da Capital.O problema do Brasil não é encher o país de lombadas eletrônicas e ou pardais, radares móveis ou fixos, o problema do Brasil é a impunidafe e a facilidade que um advogado usa as leis para defender os mais cruéis assassinos do trânsito .Leis pesadas inibe substancialmente os crimes de trânsito.Cometa um crime desses em qualquer país desenvolvido e veja a pena que o cidadão pega.

      • Lucas Farias

        Veja como falta coerência no seu argumento: se leis pesadas inibem crimes de trânsito porque haveria medo de punição, leis que apliquem multas pesadas, cancelem licenças para dirigir e apliquem multas não produziriam esse efeito? O irônico é que o pacote de trânsito proposto pelo presidente favorece a impunidade, porque diminui sanções e instrumentos de controle. Do que adianta haver a lei se não houver a efetiva fiscalização sobre seu cumprimento? Não adianta tratar de punição para a ocorrência de crime se não houver antes mecanismos de prevenção. A Lei Seca e as operações de combate à embriaguez no volante demonstram isso. Só para mostrar como sua opinião de senso comum não se sustenta em estudos ou pesquisas científicas, é consenso em países desenvolvidos que o sistema de pontos na CNH muda a conduta do motorista ao volante https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pontos-na-cnh-mudam-conduta-ao-volante-diz-estudo-1.719743

        • Adilio Faustini

          Lucas, Lombadas eletrônicas, radares não tem inibido mortes e nem acidentes, basta um irresponsavel passar a Lombada ou Radar que é detectado por GPS que o cidadão finca o pé novamente.Hoje ha6instrumento câmeras inteligentes que mede o tempo entre um trecho e outro para saber se a média de velocidade está de acordo com definido para a estrada.Cansei de ver o camarada passar o radar e sentar a pua.

  • José Carlos Silva

    Não sou a favor de deixar a coisa frouxa, pois brasileiro só acata quando dói no bolso.

    Mas com todo esse dito aparato de segurança, através de radares, o trânsito ainda continua matando muito, quer nas cidades, quer nas estradas.

    Independente da quantidade de radares, fixos ou móveis.

    Mas há de se convir que existe un exagero. As instalações em locais de pouca visualização, justamente para pegar o “flagra”, contribuem e muito para a indústria da multa.

    Existem estradas inteligentes que fazem com que o condutor esteja sempre alerta. Isso aqui mesmo no Brasil, não precisamos ir pra fora.as seus limites de velocidade são mais altos, permitindo um deslocamento mais rápido.

    Veja a Via Anchieta, Rodovia dos Bandeirantes e Anhanguera, por exemplo. Todas monitoradas, mas com limite de velocidade acima de 110km/h. Permite viajar rápido e tranquilo, sem essa neura de lombadas e limite de 40km/h numa rodovia.

    Lógico que as estradas contribuem para isso. São largas, espaçosas e não necessitam de lombadas ou quebra molas. Mas isso ainda vai demorar em termos de Brasil, no contexto global de rodovias.

    Porém, enquanto isso sou contra a quantidade excessiva de radares, sejam fixos ou móveis. Eles não dão segurança alguma, basta ver os números de acidentes fatais ou não.

    Resposta

    Pense no que você disse e imagine sem os pardais.

  • Roberio

    “Os radares são máquinas de multas…” Não é bem assim. Claro que vão existir, por falta de manutenção, alguns radares mal localizados, mas a maioria deles têm sim placas de advertência colocadas bem antes. Claro que se forem retirados, haverá aumento do número de acidentes e mortes. Veja o exemplo da cadeirinha, veja o exemplo dos farois (luz baixa) durante o dia. São medidas que ajudam no trânsito seguro. O fato é que o presidente não possui conhecimento técnico para afirmar que vai retirar os radares. É mais uma jogada para agradar seu eleitorado e desviar do noticiário questões evidentes como o fracasso da pol´ítica econômica (recessão técnica) etc.

  • robério

    Sem os radares seremos um “VELOZES E FURIOSOS” da vida real ou um “MAD MAX ESTRADA DA FÚRIA” das estradas brasileiras. Que horror!