Bastou a prefeitura de Maceió apoiar o pedido de liberação de R$ 15 milhões da Braskem, feito pela Defensoria Pública, para que a empresa se afastasse das ações preventivas no bairro do Pinheiro.

A afirmação é do vice-prefeito Marcelo Palmeira, também secretário de Assistência Social, convidado do Ricardo Mota Entrevista deste domingo.

O dinheiro, vamos lembrar, é parte dos R$ 100 milhões bloqueados pelo juiz Pedro Ivens, da 2ª Vara Cível da Capital, ainda no início de abril, após a apresentação da Ação Civil Pública pela Defensoria e MPE.

O objetivo é destinar a parcela dos recursos para a retirada das famílias que permanecem na área de risco do Mutange e para o pagamento do chamado “aluguel social” (ajuda humanitária).

A decisão está nas mãos do juiz Ivan Brito, que substitui Ivens durante as férias.

Uma informação destacada pelo secretário municipal é a de que “a Defesa Civil de Maceió é, hoje, a mais bem equipada do país, realizando um trabalho cotidiano de monitoramento nas áreas de riscos, apresentando relatórios diários sobre esse trabalho”.

Ao contrário do que se poderia esperar, ele não faz críticas duras ao governo do Estado, que tem atuado pouco nas ações na capital, mas lamenta que o encontro entre o prefeito e o governador não tenha acontecido: “O problema foi a manifestação do senador Renan nas redes sociais”.

Presidente do PP de Maceió, Palmeira, que agora assina “Marcelo Guerreiro” nas redes sociais, é afirmativo na sua disposição de disputar a prefeitura da Capital “depois de sete anos como vice”.

Mas diz que se não conseguir, isso não será o fim de uma carreira: “Eu gosto e vou continuar fazendo política”.

O que disse sobre Biu de Lira?

É conferir.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 10h30, na TV Pajuçara

Convidado: Marcelo Palmeira – vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Maceió

(Nota da Braskem)

Nota de esclarecimento

Enquanto realiza estudos de sonar que contribuirão para a definição das causas dos problemas do bairro do Pinheiro e região, a Braskem segue investindo em iniciativas para reduzir os riscos aos moradores, sobretudo, no período chuvoso. Desde o início de abril deste ano, a petroquímica vem realizando ações de mitigação que propôs no Acordo de Cooperação Técnica com o Município de Maceió, os ministérios públicos Federal, Estadual e do Trabalho, e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AL).

A Braskem já avançou com a maioria das propostas do Acordo de Cooperação: inspeção da principal rede do sistema de drenagem pluvial do Pinheiro com câmeras semirrobotizadas de alta tecnologia; instalação de uma estação meteorológica; inspeção predial de quatro escolas e dois conjuntos habitacionais localizados em áreas críticas; e doação e montagem dos equipamentos da Central de Monitoramento da Defesa Civil, que já está pronta para operação.

A petroquímica continua trabalhando nas obras de recuperação do pavimento de ruas danificadas por conta de trincas no Pinheiro e na substituição da rede de drenagem pluvial nesses locais. Os trechos das vias públicas e as soluções para cada área foram definidos juntamente com o Município de Maceió e o objetivo é garantir a segurança e a trafegabilidade, além de reduzir o risco de infiltrações de água no solo através das trincas.

O bairro do Pinheiro também passou a ter o monitoramento de movimentação do solo por GPS de alta precisão. Técnicos da Defesa Civil Municipal foram capacitados para utilização deste equipamento.

A Braskem tem compromisso com a segurança das pessoas, possui laços com Alagoas há mais de quatro décadas e, nesse sentido, reafirma seu compromisso inegociável com a sociedade alagoana.

Atenciosamente,
Braskem

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  • JEu

    Era de se esperar que a Braskem procure se “evadir” de suas responsabilidades… tudo o que quer é fazer uma “maquiagem” na área e não se responsabilizar pelos danos, de toda ordem, causados aos cidadãos moradores das áreas atingidas por sua atividade de mineração sem as devidas ações de segurança para o povo e para o meio ambiente… só lhe interessam lucros financeiros… e quanto ao governo do Estado, este é inexistente para a situação… é do caráter do clã calheirista: o que interessa é a família “se dar bem” a qualquer preço, inclusive com o sofrimento do cidadão que lhe conferiu o voto de confiança… são insensíveis, cruéis e predadores sem limites… que o povo preste bem atenção e faça seu julgamento nas próximas eleições…

  • De onde vem?

    É um “empura empura” e ninguém resolve nada. E quem sofre são sempre os mais pobres, claro.
    O aluguel social é uma pequena ajuda que ninguém sabe até quando estará disponível. Em outras palavras, é tentar tampar o sol com uma peneira. Consegue ? Claro que não.

    Apesar de ser vice do atual prefeito durante os dois mandatos, Marcelo, se for candidato a prefeito de Maceió, dificilmente sairá vendedor nesta disputa.

  • Observador

    Eu não entendi até agora, uma coisa : Vai se pagar e/ou está se pagando aluguel social até quando? Até enquanto se constrói um ou dois conjuntos residenciais com toda a infraestrutura para abrigar a população das áreas afetadas? Já que o pessoal vai/está recebendo o aluguel social, o (s) bairros (principalmente o Mutange), vão ser evacuados? Cito o Mutange, porque em entrevistas, foi dito que este bairro deve ser evacuado imediatamente! Então, a coisa é grave! E como fica a população que mora abaixo, entre o Mutange e a lagoa? E o tráfego de pedestres, veículos (carros de passeio e de carga, ônibus e até o VLT) que trafegam pela Avenida Major Cicero de Góes Monteiro? São perguntas sem respostas! Eu sinceramente, até agora, não estou entendendo qual o foco real das ações!

  • Morador de Bebedouro

    EXPLICANDO CASO BRASKEM. Formou-se um grupo composto por: TRIBUNAL DE JUSTIÇA, PREFEITURA DE MACEIÓ E GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS. E CRIAM UM PLANO DE AÇÃO CHAMADO: FAZ DE CONTA. Isso mesmo faz de conta. Gente é isso que foi feito.
    – O TRIBUNAL DE JUSTIÇA FEZ DE CONTA QUE BLOQUEOU OS RECURSOS DA BRASKEM.
    – A PREFEITURA QUER PAGAR O ALUGUEL SOCIAL COM O “DINHEIRO” QUE NÃO É DELA – LEIA-SE BRASKEM
    – A DEFESA CIVIL FAZ DE CONTA QUE VAI TIRAR OS MORADORES DO MUTANGE DAS ENCOSTAS.
    – O GOVERNO DO ESTADO DISSE QUE NÃO ACREDITA NO LAUDO DA CPRM.
    – A CÂMARA DE VEREADORES QUER PRENDER OS DIRETORES DA BRASKEM. FALA ISSO APENAS PARA A IMPRENSA.
    – O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DISSE QUE CONTRATOU UMA EMPRESA DE ENGENHARIA, PARA FAZER AS AVALIAÇÕES DAS CASAS PARA FUTURAS INDENIZAÇÕES. LEIA-SE ESTAGIÁRIO DE ENGENHARIA, FAZENDO CADASTRO
    – A BRASKEM JÁ ESTÁ CERTA QUE IRÁ SE MUDAR PARA O ESTADO DE SERGIPE AINDA ESSE ANO.
    RESUMINDO: Ninguém confia mais, nessas autoridades, que todos os dias dão entrevistas. O pessoal do Pinheiro já está voltando para suas residencias. Porque já sabe que o aluguel social não será renovado.
    O pessoal do Mutange também não irá receber nada para o aluguel social. Tudo aquilo é faz de conta, porque a prefeitura não tem recursos e nem poderá usar o dinheiro da Braskem. O Juiz falou que para liberar os R$ 15.000.000,00, alguém da prefeitura tem que assumir o ônus. E ninguém quer assinar.
    Então é confiar apenas no nosso Deus. O resto é puro teatro.

  • Carlos

    Enquanto isso o desnaturado governador vai para China, comer pato na ilusão do caminho percorrido pelo senador Fernando Collor! Olha a vida psicossocial Renan Filho x Collor como são idênticas! Filhos de senadores viveram em Brasília e vieram para Alagoas para se beneficiar. Ambos Dep federal e governador! Renan Filho mira o palácio do Planalto! Meta coincidência? ….

  • Vítima da inresponsabilidade

    São 520 dias de espera, espera, discursos, aproveitadores, obras que não trazem os bens, as histórias e as famílias para seus lares.
    Histórias bonitas, fantasias, blá blá blá são divulgados periodicamente pelos mais diversos meios de comunicação. Onde estão as ações concretas? Reparações? Indenizações?
    A Reconstrução das famílias não é prioridade?
    Lamentavelmente os danos foram causados e mesmo após 1 ano e 7 meses de angústia as pessoas estão sendo tratadas como “GADO” sendo levadas para lugar nenhum com soluções nenhumas.
    Estamos pessoas são HUMANOS, indenizem, reconheçam seus erros “Braskem, Estado, Município, IMA, AMN, Minas e Energias”. Os erros são de todos vocês pelas ações ao logo dos mais de 40 anos se beneficiando da Sal-gema e dos órgãos pela inércia em fiscalizar.
    O preço está sendo pago pela população. Até quando seremos injustiçados?

  • Sérgio Eduardo

    O jogo dos Calheiros é em 2020 Renan filho senador Olavo neto governador. Só falta combinar com os russos.