É inequívoca a vitória do governo Alagoas na Segurança Pública. Saímos com méritos do último lugar do país – os piores índices de criminalidade – graças à persistência, à determinação e à decisão política do governador Renan Filho, que tomou o pião na unha.

Entretanto, a nossa situação na área de Educação, diz e repete o IBGE, é de calamidade: Alagoas continua sendo o lanterninha, do país, em analfabetismo. Essa taxa vem caindo ano a ano, mas num ritmo muito inferior ao podemos e devemos esperar.O índice, considerando a população acima de 15 anos idade ultrapassa os 17%.

Com um detalhe importante, que se repete: a melhora observada entre 2016 a 2018 é bem superior na população branca (com mais de 15 anos. No período mencionado a queda do analfabetismo foi de mais de 3% – contra menos de 0,5% entre negros e pardos.

Isso explica, pelo menos em parte, porque a população negra é a maior vítima da violência no Estado, o que tem sido reiterado a cada ano. E tem mais: o percentual de “nem-nem”, jovens que nem trabalham nem estudam, cresceu mais de 3% – sendo o maior elevado “Cabeça vazia, oficina do diabo”, vale aqui o dito antigo.

É claro que isso não é a construção de um governo: como dizia Nélson Rodrigues, “subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos”. Se houve – e houve – investimentos maciços na Segurança Pública para que superássemos números tão perversos de violência, só há um jeito de não repeti-los: definir, objetivamente, com ações e com recursos, a Educação como a maior prioridade entre todas as prioridades.

“Um país se faz com homens e livros”, pregou Monteiro Lobato;

Prenhe de razão.

Por que o governo do Estado não dá isenção fiscal para Pinheiro, Bebedouro e Mutange?
1/3 dos servidores estaduais da ativa vai se aposentar até 2025
  • Ricardo

    Para que combater a violência com policiamento ostensivo?
    Se a baixa qualificação educacional nos gera trabalhadores pouco produtivos que se tornam desempregados e por assim retroalimentam o crime.

    Segurança Pública sustentável de médio a longo prazo tão somente com
    Investimentos sociais em educação.

    Mas vale a pena pintar de amarelo um colete, dar a um desempregado para ser semi-policial em bairros com baixo incidente de violência.

    Cadê o CISP no Clima Bom, Cidade Universitária, Santos dumont, Jacintinho e Benedito Bentes representam 3% da população e 50% dos homicídios do estado?

    Porque não se colocou o “Ronda nos Bairros” – Versão Real.
    E ficamos apenas no fake Gov que atormenta a nós cidadãos criteriosos.

  • JEu

    Concordo, RM, com Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens (de bem…) e livros (que edifiquem o bem, o justo, o correto, o moral e o ético…). Fora disso é só continuar na “enganação” de sempre… e a questão da diferença de “aprendizado” entre brancos e negros, como mencionado no texto, precisa ser melhor pesquisada… afinal, a escola (a pública…) é uma só para todos… infelizmente, ainda vivemos sob o clima do “pra que estudar e se tornar doutor”? (Lula…)… talvez porque, ainda hoje, o mundo não é dos mais inteligentes e sim dos mais “espertos”, creio… e quanto aos investimentos na segurança pública no governo do mininim, ao que parece, mais de 80% têm como origem o governo federal, ficando para o governo estadual quase que somente os salários que, se melhoraram (e isso não podemos negar…) foi por conta e obra do Téo Vilela, que, apesar de pouco ter feito sobre isso durante sua administração, no entanto aprovou uma reestruturação da lei de vencimentos da PM/CBM no final de seu governo, deixando para o governo do mininim pagar (quem não se lembra do movimento dos militares estaduais logo no início da primeira gestão do mininim, com ameaça de greves, paralisações, operações padrão, etc, etc?… devemos ter cuidado com a memória curta…). Porém, ao que parece, o mininim vai querer “arrochar” os militares estaduais daqui pra frente… é só lembrar que se colocou à favor, na reforma da previdência em andamento, para retirar os militares estaduais de paridade de tratamento salarial com os militares das forças armadas, conforme previsto na CF/88… portanto, olhos bem abertos por aí, moçada da PM/CBM… (obs: o mesmo desejo de reduzir salários ele também quer que aconteça com a PC e Agentes Penitenciários, e, aí, vai destruir pelo seu lado, o que foi construído pelo outro… miserável). Há, lembrei… tem uma boa notícia para Alagoas e Sergipe: a mídia nacional anunciou que foi descoberto a maior reserva de gás do país (desde o pré-sal) nas divisas entre estas duas menores unidades da federação brasileira… uma boa oportunidade para que o governo se empenhe em dar um novo, e melhor, rumo à educação no Estado… mas o que ele fez: imediatamente anunciou a construção do aeroporto de Maragogi com recursos próprios (e lá vem obras de concreto e cimento mais uma vez… por que será?!!!)

  • Fabiana

    A base de uma nação sempre será a educação, pois já passamos por incontáveis situações de calamidade no que tange a nossa segurança, mas firmes nas apostas educacionais? Mesmo esquecidos pelo sistema.

  • Há Lagoas

    Se a Educação nos liberta – e isso é verdade – nossos governantes tem medo da consciência daqueles que agora libertos, não seriam vitimas ingênuas de politiqueiros profissionais.
    E ainda sobre esta questão, estes números tenebrosos da Educação em Alagoas, em nada ajuda a imagem do secretário e vice-governador Luciano Barbosa. Onde está a sede da Uneal de Arapiraca? E o transporte de estudantes para as escolas? E o valorização dos professores? Sem falar da vergonha de devolver verbas que não foram utilizadas em melhoria na própria área – o famigerado Fundeb.

  • Tônia

    Esse governador não tem o menor interesse em investir na educação, quanto mais gente ignorante, melhor para ele, sua família e toda turma política que se elege, aqui no estado, com raras exceções. Aqui tudo é invertido, políticos são tratados como deuses, como se fossem maiores que o povo e o povo esquece ou não sabem(por falta de uma educação que construa acima de tudo um conhecimento , sobretudo crítico),que essa gente deve trabalhar a nosso serviço e não o contrário. Concurso da educação realizado no ano passado, cheio de erros no edital, sem reserva técnica, com poucas vagas ofertadas em todas a disciplinas, com uma carência absurda de professores , mesmo que todos os aprovados sejam chamados ainda sobram vagas. O que faz o governador? Contrata professores pagando um salário miserável, e ao invés de chamar os aprovados no último concurso, avisa que fará no concurso , é justo isso? Vivemos num estado de miséria, para alguns Alagoas é o paraíso.

  • Valdeck

    A Educação em Alagoas só haverá de avançar quando a pasta estiver em rota de prioridade assim como elegeu a Segurança Pública como foco de ação, quando valorizou os profissionais da segurança pública, remunerando-os, consolidando plano de carreira, promovendo concursos e nomeando grande contingente, disponibilizando infraestrutura, cursos. O que lamentavelmente não se vê na pasta da Educação, onde os professores são desvalorizados, em seus soldos, descredibilizados em suas atividades, FALTANDO-LHES infraestrutura, equipamentos adequados, suportes, cursos continuados, incentivos para pesquisas. Em linhas gerais desde o primeiro mandato, perpassando pelo segundo mandato NÃO HOUVE VA-LO-RI-ZA-ÇÃO aos professores. Há prioridade em precarizar a atividade docente ao tornar exceção em regra, quando seleciona grande contingente de monitores, assim o que deveria ser situação emergencial, passa a ser modus operandi em detrimento dos concursados que não são nomeados. Assim estaremos fadados a nos posicionar sempre nas últimas colocações de qualquer pesquisa realizada pelo MEC.

  • Fernando

    Esse assunto é muito complexo e abrange muitos aspectos com deficiência no estado,pois uma coisa depende de varias outras. O acesso as escolas melhorou, mas não a quantidade de evasão e atraso escolar. A quantidade de creches ainda é deficiente e muitos jovens estão perdendo o interesse… a necessidade fala mais alto “sobrevivência”e pra completar o contexto econômico desfavorável a eles com exclusividade. Soluções existem, mas até que ponto seria importante para “alguns” mudarem essa realidade? A educação é e sempre será uma forma de combater a desigualdade.

  • Marcio Lins

    Melhora na seguranca ocorreu, mas não de forma a um valor aceitável. A violência ainda permanece insuportável.

    O Sr. Colunista, com todo o respeito, parece no mundo da imaginação.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, a situação da educação pública é realmente preocupante. As universidades públicas, que ofertam cursos de nível superior, e os institutos federais, que oferecem ensino médio, superior e profissionalizante, foram duramente golpeados pelo governo Bolsonaro, que irresponsavelmente cortou cerca de 30% de suas verbas de custeio e manutenção. Sufocar essas instituições que desenvolvem ensino, pesquisa e extensão, de forma pública e gratuita, é uma tragédia social e econômica sem igual. Isso só favorece os barões do ensino privado e as instituições particulares. Em regra, representam a única oportunidade que o filho do pobre tem de ascensão social. Importante salientar a esse respeito que nos governos “comunistas bolivarianos” do PT foi registrada a maior expansão da história do ensino público superior: foram criadas 18 novas universidades e 173 campus universitários, além de terem sido implantados 360 novos institutos federais. Por outro lado, a PEC do Teto de Gastos (PEC da Morte), aprovada no governo Temer, apoiado por Bolsonaro, congelou os investimentos em saúde e educação por 20 anos, sem aumento real, repercutindo de forma desastrosa em estados e municípios, porque ficarão impossibilitados de criar mais escolas e fazer mais concursos para contratar professores. Por sinal, Ricardo, é bom lembrar que, de acordo com a Constituição Federal, o ensino médio e o ensino fundamental, onde se combate o analfabetismo na raiz do problema, são prioritariamente de responsabilidade dos estados e município. O governo federal deve, porém, garantir o repasse de recursos para que esses entes, especialmente os mais pobres, possam investir. A União também tem a competência de estabelecer princípios e regras para o desenvolvimento educacional, por meio do Plano Nacional da Educação. O PNE atual, com vigência de 10 anos, foi iniciado em 2014 (novamente, sob o governo “comunista bolivariano” do PT) e se encerra em 2024, mas, infelizmente, segundo diversos órgãos como o Tribunal de Contas da União, o Brasil não deve cumprir 14 das 20 metas estabelecidas, o que é um desastre para o país. O que nos faz manter a esperança é o despertar da juventude e dos movimentos populares que têm ido às ruas em defesa da Educação, bem como o surgimento de jovens lideranças políticas qualificadas e competentes, como a deputada federal Tabata Amaral, um exemplo de superação pelo caminho da educação, que já foi capaz de desmarcar a ignorância dos dois ministros da (des)educação do governo atual. Um abraço.

  • José Márcio Ribeiro

    Concordo, Ricardo!

    E, ainda mais!

    O governador precisa “congelar” ou realmente reverter esse foco dele pra militar, militar, segurança, polícia e afins, focar nisso! Educação de Jovens e Adultos, Escolas técnicas, tempo integral, professores entre os mais bem pagos do país (assim como temos militares mais bem pagos do pa´ís!)

    enfim!

  • Cidadão

    Oxe, quem elege os “bons” políticos alagoanos meu caro???????pra que investir em educação???? Sem o voto de cabresto esse povo honesto de Alagoas não ganha eleição, kkkkkkkkkkkkk

  • kinha

    ENQUANTO FOR TRATADA COMO OPÇÃO POLÍTICA, NÃO VAI MELHORAR E SIM PIORAR.
    QUAL POLÍTICO QUE QUER VER SEU ELEITORADO COM PENSAMENTO CRÍTICO E PODENDO DECIDIR E ENTENDER O QUE ESTÁ POR TRÁS DE TODA ESSA CONJUNTURA.

  • Adilio Faustini

    Scho que o MEC deveria enviar dinheiro direto para as Escolas administrarem, cada escola sabe sua necessidade, seria vomo uma Bolsa Escola, dinheiro que passa em muitas mãos o que fica no fim da fila só recebe migalhas.Governo Federal, Governo Estadual, Governo Mumicipa e Escola. Não são muitos intermediários?