Cerca de 95% desses presos são primários e estão no sistema carcerário pelo envolvimento com drogas.

O defensor Ricardo Anízio, que atua junto à Vara de Execuções Penais, diz que o número é muito expressivo porque nunca houve clareza na separação de quem é  usuário de drogas e de quem é traficante:

– Essa é uma questão de Saúde Pública, que precisa ser encarada dessa maneira. O encarceramento não resolve e ainda pode agravar o problema.

Convidado do Ricardo Mota Entrevista desta semana, Ricardo Anízio diz que Alagoas tem até bons exemplos no sistema penitenciário – na recuperação de detentos -, mas a superlotação, que chega a 100% na maioria das unidades, impede o trabalho mais eficiente na ressocialização: “Numa cela em que cabem cinco pessoas, dez ou mais presos se amontoam”.

O perfil é clássico: jovem, pobre e negro, confirmando o que parece ser um clichê – mas não é.

Onde funciona bem o sistema?

Quais as soluções para um problema que a sociedade prefere ignorar?

São algumas das questões abordadas na entrevista.

Vale a pena conferir.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 10h30, na TV Pajuçara

Convidado: Ricardo Anízio – Defensor Público

Decreto das Armas é antidemocrático e socialmente injusto
Rodrigo Cunha já sente na pele o que é não ser apenas "correto"
  • Antonio Carlos de Almeida Barbosa

    Excelente tema. Vou conferir.

  • JEu

    O problema, realmente, no caso do consumidor de drogas, está na base da sociedade: a família, que vem sendo ameaçada há décadas por aqueles que querem ver os valores morais e éticos, que fazem uma sociedade forte, totalmente destruídos, para, depois, dominarem o povo com uma ditadura dita “social”… o que falta mesmo é “educação”, e como tenho sempre dito aqui, não aquela educação que só se preocupa em fornecer informações e ilustrar inteligências, mas a verdadeira educação que procura formar e fortalecer o caráter moral e ético das pessoas, principalmente das crianças e jovens em idade de aprendizado para a convivência produtiva na sociedade… já vi muitos ditos “usuários” tendo que furtar e, até, roubar (assalto armado) para comprar ou pagar dívidas para com o tráfico… e aí, não mais se pode dizer que são simples usuários, mas que já se tornaram criminosos comuns… é preciso que se faça alguma coisa na base, no início da vida destas pessoas para evitar que caiam nas malhas das drogas e da criminalidade… ou tudo o que se fizer, depois, será insuficiente, pois o índice de recuperação é muito baixo… seja por incapacidade da sociedade, através da administração pública ou dos entes privados, de acolher e trabalhar essas pessoas, seja pela falta ou total ausência de vontade dos usuários em sair da situação, sendo esse o pior dos motivos… agora, querer que os que já caíram na criminalidade não respondam por seus crimes, é querer que o caos se instale, definitivamente, na sociedade…

  • Zé MCZ

    Na única situação onde o poder judiciário quis mostrar rapidez e eficiência (o xerife sacou a arma) de que existe justiça sim! agora está sendo provada que foi a mais descarada hipocrisia! Os processos sem nenhuma fundamentação foram atropelados unicamente para apresentar a cabeça à sociedade republicana coxa branca curitibana (e ao restante do país) e ela entrar em ufanismo!
    Ah! Sobre os coxas negras é natural, desde a idade média que perdura no país.
    Que as instituições estão em descrédito (mesmo com a maré do justiçamento) há muito, sabemos bem, mas se não usarem essas denúncias para uma faxina geral, então…

  • Realidade

    “A indicacão de criterios como circuntancias sociais,pessoais, local e condicoes em que se desenvolvem a ação abrem margem para a institucionalização de decisoes baseadas em concepções discriminatoria e arbitraria.” Por exemplo:”Se a policia pega um menino branco, que é estudante universitario,frequenta universidade privada e está em seu veiculo proprio,mesmo se estiver portando uma quantidade grande de drogas, ele não vai ser considerado um traficante por que a reflexão imediata que o policial faz é:”Esse cara não precisa traficar”.Enquanto o negro,da favela,pego na rua, não importa a justiicativa que ele der…ele vai ser sempre considerado um traficante”

  • Realidade II

    “Brasil prende mal e muito, investiga pouco e mata em demasia”

  • Maria

    Não adianta colocar mais policiais nas ruas…não se combate qualquer tipo de crime sem uma estrategia de inteligência.(investigação) e pra isso é necessario recursos…Tem que ter reação, mas apartir da investigação e no nosso caso agimos de forma reativa ocasionando consequentemente a superlotação dos presidios. O governo precisa fazer o papel de coordenador desse processo…agilizar processos de ressocialização junto a empresas, presidios novos…É preciso agilizar multirões…Sem esquecer que muitas vezes o contato com traficantes mais experientes faz com que usuarios saiam mais organizados.

  • Antonio Carlos de Almeida Barbosa

    Vale ressaltar, o péssimo exemplo da nossa classe política e da elite, aos nossos jovens. Sociedade da Impunidade. Judiciário condena os menos abastados. Cumprimento da pena somente após o trânsito em julgado, somente favorece os poderosos. Vale ressaltar ainda, que após o julgamento em segunda instância, não se aprecia mais as provas, o mérito, portanto, basicamente o julgamento em segunda instância finda o processo. O resto é protelação, impunidade. O sistema gerenciar a criação das leis para imperar a impunidade.

  • Hugo

    Acredito que não adianta ter informações,modernidade de equipamentos se não for para usá-la para agir.

  • williams Roger

    Os familiares dos presos são obrigados a comprar shorts, camisas e cuecas vermelhas. E depois o sistema coloca o nome do sistema e do estado como se o estado tivesse comprado.