Já há alguns anos, os trabalhadores e sindicatos da área de transporte são os mais mobilizados do país.

Onde eles pararam as atividades, hoje, houve sinais mais fortes da greve geral (que não foi exatamente uma greve geral).

Os movimentos sociais no país sofreram um refluxo que é muito anterior às eleições do ano passado – e não o contrário.

A retomada recente das manifestações estudantis só foi possível graças ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, uma continuação mais ideologizada do seu antecessor, um personagem que nos leva ao realismo fantástico.

Não há de se dizer que os cidadãos comuns foram às ruas, hoje, por causa do Projeto de Reforma da Previdência, mesmo porque esse tema sempre provoca, onde ele entra na pauta, grandes e ruidosas manifestações.

O cenário geral, este sim, assusta, imobiliza até, mas já há sinais de que a sociedade brasileira, para além dos meios políticos institucionais, respira – ainda que inspire cuidados.

O Brasil está vivo.

Rodrigo Cunha já sente na pele o que é não ser apenas "correto"
MPE e Defensoria já atuam em três frentes do Judiciário contra a Braskem