Poucas coisas deixaram mais claras a falta de comunicação dentro do governo Bolsonaro do que o projeto do Planalto sobre o trânsito – retirando obrigações, reduzindo punições e até pondo em risco a vida de inocentes indefesos, no caso da cadeirinha obrigatória para o banco de trás dos veículos.

Uma medida simples, que, segundo a Organização Mundial de Saúde, reduz em até 60% a morte de crianças em casos de acidentes de trânsito. O que já está confirmado no mundo inteiro, faz parte do processo civilizatório de que, parece, podemos abrir mão.

E aí entra uma questão fundamental: podemos, mas não devemos.

Por se tratar de um projeto de lei – essa e outras “bondades” sobre o tema – caberá a deputados e senadores decidirem o que serve e o que imprestável nessa matéria sensível, mas que virou uma lamentável promessa de campanha eleitoral.

Os parlamentares haverão de lembrar que o Brasil tem um dos trânsitos mais violente do mundo. Morrem por ano, no nosso país, 37 mil pessoas vítimas de acidentes nas ruas e rodovias do país (o quarto maior matador no trânsito do planeta).

Outras 180 mil restam feridas, e um percentual significativo desse contingente fica impedido ou incapacitado para o trabalho.

Vão viver de quê?

Da falida e deficitária Previdência Social.

Será que o ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem sido, surpreendentemente, o mais político ministro de Bolsonaro, avisou ao presidente que o trânsito sangra os cofres da previdência que ele quer reformar, ainda que retirando direitos de quem não tem direito nenhum?

Creio que não.

(Como também não acredito que a PEC da reforma seja aprovada do jeito que chegou a Congresso.)

Segundo a Agência Brasil, “mais de 60% dos leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) são ocupados por vítimas por acidente de trânsito. Nos centros cirúrgicos do país, 50% da ocupação também são por vítimas de acidentes rodoviários. Segundo o Observatório de Segurança Viária, os acidentes no trânsito resultam em custos anuais de R$ 52 bilhões”.

É um bom troco, não é não?

O Brasil se comprometeu com a ONU a reduzir até 2020 para 19 mil as mortes no trânsito, ao ano. Pergunto eu: qual será a contribuição do projeto do presidente para que possamos cumprir essa meta tão distante?

Com um detalhe: o que já é ruim pode ainda ficar pior.

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  • Apareceu a margarida, MOROu? – Olê, olê, olá! – ÁS na manga ou cavalo de Troia?

    > Eu parece-me que tudo vai bem … rsRs
    – O indivíduo qNUM çabe respeitar o convívio social, contra ele se impõe as regras.
    # Eu que era corajosa e destemida, eis-me assustada e magoada. [Haja ANACOLUTO]
    https://www.infoescola.com/linguistica/anacoluto

  • Idosamente MONGE no Sertão: busca SUS sem úi nem Ái!

    Pelo MANDETTA Mini-Saúde … 37 mil mortas/ANO vítimas , 180 mil seqü[email protected]$ no BRASIL [R Mota acima de TUDO]
    > dos trânsitos + violente d’@-mundo nas ruas e rodovias do país: 4º mÓ a$$a$$ino dá Terra REDONDA (R Mota c todxs).
    # Percentual significativo impedido ou incapacitado pu$ trabalho pra SEMPRE, pQp! (idem, idem … áÁfFfff)
    Toca RAUL … 1 café morno e 1 guaraná fresco p’animar: ficou tão tarde q’é mió x’á pá lá … Ahhhhh.
    > Quem te fez cú ferro, fez cú fogo: pena q’cê NUM çabe não, efe da PEDRO dsd 1976
    – BOZO, onde cê vai eu também vou palhaço + tudo acaba onde começou há 10 Mil anos no 5º álbum
    Em 4′ 45″ https://youtu.be/oU2aGLfmZvg BY Philips Records
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Há_10_Mil_Anos_Atrás

  • Carlos

    Independente ou não da obrigatoriedade do uso da cadeirinha é uma responsabilidade dos pais zelar pela segurança do seus filhos. Vejo como medida errada e no entretanto a sofreguidão de criticar e querer jogar a culpa de tudo que acontecer de negativo no governo Bolsanaro.

    • paulino lopes

      Na verdade ele não estar proibindo o uso da cadeirinha e sim impedindo que metam a mão no bolso do contribuinte, ate porque todos devem continuar a usar a cadeirinha, nada impede. O mesmo devia acontecer com o uso do sinto de segurança,que é outra fábrica de multas, mais do que ninguém quem sabe proteger a minha vida sou eu.

      Resposta

      Paulino: não sinto segurança no seu cinto.
      Será?

      • Av Fernandes LARANJA – Palácio de VIDRO fumado: xêro de QUEBRADA?

        Quem vai ARRIAR as calças, Ricardo? … rsRs
        Segura a ONDA, Paulino … xama Pé-LLopes! … Kkkkk

      • Carlos

        Pois é Paulino Lopes! Não consigo ligar o carro sem antes colocar o cinto de segurança e a cadeirinha de crianças me acompanhar nas viagens. Ora existem sim uma indústria de multas e espaço para os policiais corruptos extorquir dinheiro e fechar os olhos das ferramentas de segurança dos condutores e acompanhantes no veículos. Deve ser punidos com falta grave no prontos da habilitação e aí os pais que não vacinam os filhos… Como fica

  • JEu

    A imensa maioria dos acidentes de trânsito com mortes e sequelas graves envolvem condutores de motos… aí, pergunto: onde colocar uma “cadeirinha” de bebê nesses veículos, os quais são muito mal utilizados, principalmente nas estradas e rodovias no interior dos Estados, quando vemos não somente uma, mais várias pessoas, às vezes uma família com quatro pessoas montada em uma moto… lógico que acho que não deveria ser extinta a punição pelo não uso da cadeirinha, porém, a obrigação maior, a responsabilidade maior é dos próprios pais, que, creio, devem “amar” seus filhos e não expô-los a perigos por sua própria iniciativa… e quem verdadeiramente ama seus filhos não precisa de que uma lei os imponha o dever de usar os dispositivos de segurança… aliás, o que, na essência, garante a segurança dos bebês e das crianças é o cinto de segurança (como para todas as pessoas), sendo os demais dispositivos só mais uma maneira de colocá-los de maneira confortável e mais ajustável ao cinto de segurança no banco do veículo… o resto é somente ignorância (ou má vontade) de quem interpreta o que o projeto de lei do governo quer dizer… se o povo não se importa com seus filhos, ou consigo mesmos (nos casos de condutores de motos), então fica difícil evitar esses lamentáveis acidentes de trânsito, que resultam, em sua grande maioria, da falta ou inexistência de educação (eis o cerne do problema…) para o trânsito, como para a grande maioria dos problemas do país…

  • Zé MCZ

    Pois é!
    Esse é o mensageiro do caos! Para ele, quanto pior melhor! Se existe alguém que não possui senso de civilidade chama-se…
    Malvado favorito! Acho que estou mencionando demais os Minions©, mas é a melhor comparação!
    É estarrecedor ver alguém que teve como lema de campanha “Deus acima de todos”. Só pode ser qualquer outra coisa!
    Se o único político que se salva é o ministro obcecado por um trilhão(o Brasil está por um tri) pra ratear só com os bancos formarem o capital da privada da previdência, que juntamente com as mídias só fala, come, dorme a reforma da previdência, a reforma da previdência, a reforma da previdência… então estamos indo no caminho certo! Tá bem na reta!
    Tudo culpa do PT!
    Assim falou tanto, tanto, mas tanto! Goebbels até que finalmente se tornou verdade!

  • Nelson

    Num País que é obrigatório os Pais levarem seus filhos em cadeirinhas para protegê-los de acidentes…..de quem é mesmo a culpa…dos Pais, ou do Bolsonaro !!!
    Que adianta cadeirinhas e um Pai ou uma Mãe desastrados no volante de um carro…. enquanto a lei pune duramente País que não levam crianças nas cadeirinhas, motos voam livremente com crianças penduradas e espremidas se esgueirando entre carros, cortando semáforos, trafegando na contra mão, tudo isso debaixo do nariz das autoridades. Além do mais o Bolsonaro não proibiu o uso das cadeirinhas, a verdade é…se o Bolsonaro disser que é contra as drogas…a mídia Comunista Esquerdopata vai entrar em fanikitos e dizer que a Sociedade que não se alimenta com drogas, é uma Sociedade arcaica e atrasada.

    • Zé MCZ

      Seguindo o seu raciocínio, então se liberar o teste do bafômetro vai tá perfeito! A seu ver, não há nenhum questionamento alguém sair dirigindo o próprio veículo, parar e tomar alguns goles de bebida alcoólica, desde que esteja dentro da dosagem mínima do teste (difícil é controlar-se, sugiro cada um portar o etilômetro) e sair dirigindo novamente. Torço muito para que ninguém, mas ninguém mesmo seja vítima desse potencial desastre!
      Prá que leis, né mesmo?

  • Robério

    As medidas de segurança, coercitivas porque muitas vezes só assim as aderimos, estão cedendo lugar a irracionalidade de um presidente que já falou que nada entende de economia, e agora, que nada entende de trânsito.

  • Cláudio

    O certo é… diminuir tempo de prisão de bandido, desencarceramento de bandidos, liberar o aborto, liberar a maconha, perdoar dívida de ditadores e emprestar dinheiro do povo Brasileiro para países comunistas… têm mais alguma coisa que eu esteja esquecendo, senhor Ricardo mota?

    Resposta

    Estou impressionado, Cláudio, ao ver alguém defender tantas coisas que você aponta aqui como certas.
    Mas, tenha, certeza, respeito a sua opinião, Cláudio.

  • Adilio Faustini

    Bolsonaro nunca disse que é contra o uso das cadeirinhas e pontuação na CNH, Bolsonaro disse que é contra a multa, pois quem foi multado e entrou com recursos, ganhou.No país não há um único cidadão que recorreu e pagou a multa.Até a justiça é contra a multa pelo não uso da cadeirinha.Tudo que Bolsonaro diz ou faz é motivo de polêmica pela Esquerda Escarlate Bolivariana Atrasada.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, bastante acertada e pertinente sua crítica. Excluir a multa como punição pelo descumprimento da regra de uso da cadeirinha para crianças significa, na prática, tornar a lei ineficaz. Qualquer estudante de direito sabe que uma lei que não preveja punição para seu descumprimento se torna uma lei sem efeito. Ora, uma lei que não pune quem não a cumpre não passa de uma sugestão. É falsa a premissa de que a exclusão da multa se baseia apenas no senso de responsabilidade dos pais. Primeiro, porque a proteção da criança é dever do Estado e da sociedade, não somente dos pais. Lamentavelmente, pais irresponsáveis e até assassinos (basta lembrar o caso dos Nardoni) podem existir. Então a lei protege a criança contra abusos, maus tratos, exploração e violência, ainda que praticados por seus responsáveis legais, porque o exercício do poder familiar não é ilimitado. Felizmente o Estatuto da Criança e do Adolescente, tão mal falado pela ignorância de quem não o conhece, garante essa rede protetiva. Em segundo lugar, se fosse verdade que bastaria o bom senso de cada um, então não precisaríamos de leis de trânsito! Vamos acabar com as multas, com os testes de bafômetro e exames toxicológicos. Eita, o projeto de lei do Bolsonaro já propõe acabar com exame toxicológico de motoristas profissionais. Que ideia brilhante. É de se admirar a coerência dos ideologicamente apaixonados pelo presidente, sempre a postos para justificar qualquer medida irresponsável do governo. Cabe enfatizar, Ricardo, outras medidas propostas pelo presidente que vão resultar no aumento da mortalidade no trânsito, como a suspensão dos radares eletrônicos de velocidade em rodovias federais, a extensão da validade da CNH de 5 para 10 anos e o aumento do limite de pontos da CNH de 20 para 40. Tudo isso amplia a tolerância com motoristas infratores e inaptos para direção e incentivam a irresponsabilidade sem punição. É terrível a sensação de que estamos indo de ladeira abaixo em nossa escala civilizatória, sem nenhum limite de velocidade. Um abraço.

    • Zé MCZ

      “O bom senso é a coisa do mundo mais bem… O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.”
      René Descartes – pode descartar! porque, por mais paradoxal que seja, nas atuais ondas (anti)sociais isso é politicamente incorreto.

  • Adalgisa

    Quem ama seus filhos não precisa de lei para protege-los.

  • Carlos

    Olha às campanhas de vacinação e aí os pais que não vacina os filhos é Bolsonaro que é o culpado… Precisamos de campanhas educativas. O cinto de segurança é uma responsabilidade dos pais e porque não ser punidos com os pontos na carteira na falta gravíssima sem ter que pagar em dinheiro. Tudo é grana num país onde se paga uma das maiores cargas tributárias do planeta terra.