A prefeitura de Maceió pretendia divulgar o Mapa de Risco (ou de Danos) do Pinheiro, Bebedouro e Mutange concomitantemente ao Plano de Ações, que está sendo elaborado por vários órgãos municipais, estaduais e federais.

Quando?

No dia 30 de junho.

Mas teve de cumprir a “recomendação” do Ministério Público Federal para que o mapa fosse apresentado até hoje.

Só que há muitas perguntas que ficaram sem respostas, pelo menos até o final do mês, provocando ainda mais dúvidas para quem já vem sofrendo com essa tragédia urbana.

Por exemplo: quando e como as famílias que estão nas áreas definidas como de “risco” no mapa serão retiradas das suas moradias (a depender da área, com mais celeridade ou não)?

Quem vai bancar as despesas totais, inclusive com a mudança dessas famílias?

A partir de quando serão pagos os alugueis sociais a todos os moradores dos bairros que terão de abandoná-los?

Alguns dados importantes:

– A força-tarefa envolvendo prefeitura, governo do Estado e governo federal já está trabalhando – conjuntamente – para concluir os estudos, definir responsabilidades, o calendário de ações e até “dividir” despesas.

– O plano ainda precisa ser aprovado por Brasília (os diversos órgãos federais envolvidos).

– Mais de 4 mil famílias deverão deixar os bairros atingidos; 1.300 só no Mutange, de onde serão transferidas muito em breve 740 famílias para um conjunto do Minha Casa, Minha Vida.

– No Pinheiro, 1.200 famílias já estão recebendo o aluguel social e outras duas mil já estão inscritas para garantir o seu direito ao benefício.

– A situação apresentada no novo Mapa de Risco demonstra – dizem os seus ‘intérpretes’ – que o quadro é mais grave do que se imaginava quando da divulgação do laudo da CPRM.

– Não há motivo, entretanto, para pânico. As ações mitigadoras deverão transcorrer com calendário definido e sem sofreguidão.

 

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  • Souza

    Não é nenhuma novidade esse mapa de risco, para os bairros atingidos. Mostrar o perigo que corremos sem um plano de ação é apenas puro teatro. Nós jamais iremos sair de nossas casas, sem um lugar digno para morar. Pelo jeito a prefeitura irá mostrar o plano de ação, próximo as eleições de 2020. E tem mais, quem sair de suas residenciais com certeza quando voltar. Só encontrar o terreno porque os ladrões e traficantes vão invadir e destruir tudo.
    PARA SAIR TEM QUE TER:
    DOCUMENTO DA DEFESA CIVIL VALIDANDO A SAÍDA
    CASA PARA MORAR OU
    AUXILIO MORADIA R$ 1.000,00
    GARANTIA QUE O IMÓVEL NÃO SERÁ ARROMBADO
    E OUTROS TANTOS. Sem essas garantias não tem acordo.

  • JEu

    Quer dizer que a força-tarefa envolve órgãos dos três níveis governamentais: federal, estadual e municipal… muito bom, finalmente começarão a trabalhar em ações conjuntas e coordenadas… já é alguma coisa… porém, onde entra a empresa Brakem? qual será sua participação? quando começara a negociar com os cidadãos atingidos para o ressarcimento dos prejuízos causados aos mesmos? e a justiça estadual, onde está previsto sua participação? cadê o resultado da ação de bloqueio dos R$ 6,7 bilhões da Braskem, como garantia das indenizações? espero, ainda, que até o final deste mês a defesa civil, seja federal, estadual ou municipal divulgue o plano para a retirada dos cidadãos das áreas de risco, que ainda não foram retirados… os meses de junho e julho, conforme previsão, deverão ter bastante chuva, com considerável índice pluviométrico… e vão esperar até quando?!!! à população da região só resta começar a fazer manifestações imediatamente, antes que o pior aconteça… principalmente para saber sobre as indenizações…

  • EU

    Pronto, agora o MAPA está aí, agora resolvem. Agora me chama atenção um detalhe : a área ROsa, já não era risco (Mutange ) ? Visto que é barreira …será que a mineração tem haver com isso? Morar em barreira já não é risco? A prefeitura e estado já era pra tirar aquela pessoas há anos atrás . Só que deixou chegar aonde chegou…

  • Tony

    São poucos ou quase nenhum, os moradores do Pinheiro que acreditam nesse novo Mapa divulgado pela Defesa Civil de Maceió. As recomendações referentes ao novo Mapa são as mesmas dos Mapas anteriores, mesmo tendo diminuído as áreas afetadas. Na verdade, todo o bairro do Pinheiro está comprometido, se pelo perigo de desmoronamento causado pela extração de sal-gema, estão comprometidos pela desvalorização imobiliária de todos os imóveis edificados no bairro Pinheiro. Seja qual for o caso, o prejuízo é grande para àqueles que habitam por todo o bairro do Pinheiro.

  • Cláudia

    Esse mapa foi a coisa mais absurda que já vi na vida. De uma irresponsabilidade sem tamanho. Não existe em lugar nenhum do mundo soltar o tal mapa nos meios de comunicação sem dá respostas ou orientações de como serão feitas estas realocações. se serão definitivas, no período de correção dos problemas ou no período da quadra chuvosa. Gente que bagunça! E o terror só aumenta e ninguém competente para vir em nosso socorro. são vidas, não apenas imóveis. São seres humanos adoecendo cada dia mais e ninguém faz nada. O desamparo é grande e que Deus tenha misericórdia de nós!