O caso envolvendo a reserva técnica do concurso de 2006 da PM de Alagoas revela muito de como a demora nos julgamentos pode trazer prejuízos enormes para os cidadãos comuns, para a sociedade e para os governos.

Só agora, (seriam) 300 futuros soldados combatentes  tomarão posse, eles que buscaram na Justiça a correção do que agora se configura como um erro.

Foram 13 anos desde a realização do certame até o momento da nomeação, devendo começar a fase de preparação teórica e prática.

Sem contar os sonhos e expectativas frustrados, teremos nos quadros da PM militares que já sofreram e sofrem os efeitos do tempo biológico, o que é inevitável para todo mundo.

Não significa, por óbvio, que eles serão incapazes – aqueles que ingressarão na corporação – de exercerem as novas funções. Nada disso.

Mas é impossível, a essa altura, calcular os prejuízos para eles e para a própria Polícia Militar, que há de prepará-los para uma atividade que exige muito, demais, do corpo e das condições físicas de quem a exerce.

Lembrando: eles ingressaram, através do MP Estadual, com ação para quem fossem chamados, preparados e nomeados.

Isso foi em 2011.

O Tribunal de Justiça decidiu em favor dos integrantes da reserva técnica do concurso público de 2006, e o Estado, recorreu – como sói acontecer.

Finalmente agora, o STF garantiu a eles o direito que cobraram por treze anos.

É injusto e muito tempo perdido numa vida.

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  • KBÇÃO

    QUE OS ATUAIS DO ULTIMO CONCURSO TOMEM CUIDADOS PARA NÃO ACONTECER O MESMO HAJA VISTA QUE ATÉ AGORA JÁ SE PASSARAM 5 MESES E AINDA NÃO MARCARAM O TESTE FÍSICOS , E O GOVERNO NADA FALA NÃO É ANO DE POLÍTICA.

  • JEu

    Como dito no texto, os novos soldados têm 13 anos a mais na idade, o que importa dizer que serão, pelo menos, 13 anos a menos na atividade fim da corporação: o policiamento ostensivo preventivo/repressivo… pois logo não aguentarão subir e descer grotas, passar noites acordados dentro de viaturas, correr atrás de meliantes e serem capazes de se defenderem… e logo, logo, estarão em funções administrativas ou em postos onde fiquem a maior parte do tempo sentados ou parados… é um imenso prejuízo para o serviço policial militar e, por consequência, para a população que ficará sem esses 300 na atividade mais próxima da população… agora, se eu fosse um deles ainda entraria na justiça por perdas e danos morais, para que o Estado indenizasse os 13 anos de salários mais os prejuízos relativos à ansiedade e depreciação física para a atividade policial militar…

  • Há Lagoas

    É com esse tipo de judiciário que o Brasil gasta 1,3% do seu orçamento, quando a média mundial é de 0,3%.
    Temos seis vezes mais servidores que os demais sistema judiciário espalhado pelo mundo, gastamos praticamente 90% do orçamento com altos salários, e por aí vai…
    Em compensação, alguém poderia traduzir em números a eficiência de nosso judiciário?!

  • João Pedro

    Não devemos ser tendenciosos, o concurso foi pra ser policial, não foi pra vender pipoca, se não aguenta o tranco peça pra sair.

  • Pedro Leal

    Pois é. 13 anos de espera. Isso me leva a uma pergunta: e os técnicos de enfermagem do concurso da Uncisal de 2014, que foram contratados de forma precária pela Sesau, com a promessa de que seriam nomeados posteriormente? Continuam da mesma forma. Com o agravante de que o próprio governador já disse que não vai nomeá-los. Contrariando a sua própria palavra quando da contratação desses técnicos. Eles não recebem nenhum adicional, trabalham por produção, não têm direito a férias, décimo terceiro, insalubridade, rede cegonha, enfim. Como fica? Com a palavra, o Exmo Sr Governador Renan Filho.

  • Frank santos

    Incriável que está acontecendo uma nova história com capítulos semelhantes, APTOS 2017( passamos em todas as fases e o governador nos exclui inconstitucionalmente)será que se repete novamente a mesma historia? varias ações já foram, ajuizadas judiciário esperamos imparcialidade!

  • Pedro Lobo

    Outra briga na justiça foi iniciado com os aptos do concurso de 2017 da PMAL, Dr. Othoniel pela defensoria pública entrou na justiça devido a um gravíssimo erro no edital onde excluiu 469 aptos após o fim de todas as fases do concurso, depois dos exames (custos de 4, 5mil reais), depois do taf e ao iniciar o curso de formação fomos cortados (não permitido pelo stf após todas etapas). Além que o Sr. GOVERNADOR Renan Filho, utilizou da propagando de que iria chamar por via administrativa durante sua campanha, utilizando para promover entre os aptos sua campanha, inclusive pedido de camisa com a marca dele… ou seja, por uma covardia do governo está iniciando outra briga judicial similar ao do pessoal de 2006.

  • Leandro

    Governador Renan filho ,espero que o senhor olhe tbm pra saúde e convoque a reserva técnica da UNCISAL do concurso de 2014 ,pq todos estão trabalhando precarizados ,e não esquecendo que o ilustríssimo governador deu sua palavra que iria convocar esses profissionais para suprir as vagas de técnico de enfermagem e etc. Aguardamos que se cumpra o que o senhor nos prometeu por LEI .

  • Valdemir

    Não veja outra coisa nos textos, a não ser contextos. Pois cada qual, defende tão somente seu prato, esquecendo que a parte maior, ofende a todos.

  • Antonio Carlos de Almeida Barbosa

    O texto acima, mostra a realidade, que o tempo da justiça, infelizmente a tudo corrói, de forma implacável. Somente interessa a demora, a eternização do processo, as forças dominantes que tiram proveito do tempo, para seus interesses escusos e desumanos. O STF não julgou nenhum réu do Petrolão. Os Ministros somente pose, conversa fiada e nada mais.
    Dura realidade.