Além da grande quantidade de drogas e carros de luxos que a polícia encontrou com o traficante Claudemir Francisco Maciel (Deivinho), de 33 anos, morto ontem na Operação Tríplice Nº 1, havia uma arma – uma pistola .40 – roubada do patrimônio da Polícia Civil de Alagoas.

O que isso significa?

Vejamos outro exemplo. Segundo o delegado Cícero Lima, que investigou – sem chegar aos mandantes – o assassinato do vereador Neguinho Boiadeiro, de Batalha, a munição que matou o político sertanejo também tinha origem legal. O que disse ele, em abril de 2018, ao blog:

– Tão logo aconteceu o crime, nós mandamos o material para a perícia. Após as análises realizadas aqui, buscamos as informações junto à CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Foi esta empresa que nos informou que a munição utilizada no homicídio, pela numeração, havia sido entregue ao Exército no Rio de Janeiro.

Essas informações ganham relevância ainda maior no momento em que está em vigor – ainda – o Decreto das Armas, mesmo que modificado pelo presidente Bolsonaro.

A reação dos governadores, incluindo Renan Filho, aponta que há, sim, o risco de a criminalidade se abastecer com o roubo, furto e desvio de armas e munições vendidas legalmente.

É justo e lógico pensar assim.

Diz a nota dos governadores: “Solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país”.

Além de socialmente injusto, já que os mais pobres, maiores vítimas da violência, não podem comprar uma arma para “defender” as suas famílias, o decreto presidencial se baseia numa meia-verdade: a de que o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, só fez aumentar as mortes por arma de fogo.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) com dados do Ministério da Saúde chegou à conclusão de que o estatuto conseguiu uma importante desaceleração no crescimento dos homicídios por armas de fogo no Brasil.

Em números redondos: evitou a morte de quase 200 mil cidadãos.

Mostra o estudo, que de 1990 até 2003, o índice de mortes por armas de fogo para cada cem mil habitantes no Brasil subiu de 11,5 (como se mede no mundo todo) para 20,4.

Houve, então, uma taxa de crescimento médio anual de 4,32%.

De 2003 a 2016, período em que os dados foram analisados e checados, o mesmo índice passou de 20,4 para 21,5 casos: um aumento anual de 0,59% por armas de fogo.

Cresceu?

Sim, mas num ritmo muito menor do que parecia inevitável.

O mundo civilizado, com exceção dos EUA – que ama as armas por questões culturais e históricas – vai no sentido contrário ao do Brasil.

O raciocínio é cartesiano: menos armas, menos mortes.

Veto de Bolsonaro à fuzilaria dá prejuízo de R$ 20 milhões à Taurus
Governador Renan Filho: 'mais armas, mais mortes'
  • WALTER

    Legalizadas ou não o numero de armas continuará aumentando no Brasil, a diferença é que se legalizar, o cidadão de bem terá direito e acesso a arma e não legalizando só os bandidos que terão armas, ou vc acha que a bandidagem vai esperar a Lei para ter um fuzil???

    • Idosamente MONGE no Sertão: busca SUS sem úi nem Ái!

      Legalizar a ESTUPIDEZ, caro Walter? … rsRs
      Apois conta ôta pu teu OTÁRIO favorito, Mané! … Kkkkk
      Há 5 (meses) c’Ú pu$tema com BOL$O no nome num fala palhaçada de Me$$iaS. – Árgh!
      > BANDIDO bom é bandido MORTO … começnado mal e envelheceu rapida e PORCA-mente, nojo!
      – DE um sobrevivente INTELIGENTE, Pai Renan de Murici do MiniM de Gantoá! [Quarta 22mai19]
      https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/05/22/renan-calheiros-jair-bolsonaro-envelheceu-crise-governabilidade.htm

    • Adilio Faustini

      Valter, perfeito seu raciocínio, os índices de homicidios cresceram ecponencialmente de 2003 a 2018 , no trimestre deste ano teve 25% a menos, de 9 mil e poucos assassinatos para 6 mil e poucos assassinatos, contra fato não há argumentos. Nos EUA os Estados que estão fazendo Leis para o desarmamento tem sentido aumento considerável de homicídios, é o mesmo que acontece com a discriminação de drogas como ocorreu no Uruguai, aumentou consideravelmente os usuários e os indices de homicídios.

      • Sertanejo ENLUTADO esperando Justiça e PAZ com FÉ

        RUIM de aritmética, hem Adilio … rsRs
        cresceu no máximo uma parabólica FRACTAL de 1,2 … embora NUM seje motivo de RISO!
        Nem d’ÁLGEBRAS exponenciais – real ou complexa – da raiz quadrada de menos UM, pQp!
        Apois 9’s fora palhaçadas, que + temos em 5 meses de desgoverno, ‘[email protected] loka? … Kkkkk

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, impecável sua análise. É óbvio que o Estatuto do Desarmamento, por si só, não poderia resolver o problema da violência e da criminalidade, porque seu enfrentamento demanda políticas públicas que ataquem gargalos estruturais do país, como desemprego, desigualdade social e universalização da Educação e da Cultura, evitando, por exemplo, que a proposta no narcotráfico seja mais atraente para o jovem brasileiro pobre do que a escola e a carteira de trabalho. Além disso, o Estatuto do Desarmamento reduziu o crescimento de homicídios. Essa tendência de desaceleração do número de mortes é condição prévia para que haja uma estagnação e, em seguida, a redução. O “Faroeste Caboclo” proposto pelo presidente para tornar mais fácil o comércio de armas somente contribuirá para o aumento da violência e dos homicídios. Não é de se admirar que sua desastrosa política, sem amparo em nenhum estudo científico ou análise metodológica racional, atenda aos apelos ideológicos e sentimentos primitivos de seus seguidores. Essa aversão completa à ciência e à razão também se expressou quando o referido presidente cancelou a instalação de 8 mil radares em rodovias federais. Todos sabemos que sem controle e sem fiscalização que atinja o bolso dos infratores velozes e furiosos haverá mais mortes no trânsito de um país que já aniquila nas estradas o equivalente a uma guerra civil. Bem, segundo estudos realizados pelo Mapa do Tráfico Ilícito de Armas no Brasil e do Ranking dos Estados no Controle de Armas em 2010, das 14 milhões de armas nas mãos dos brasileiros, apenas 8,4 milhões são legalizadas. Das 288 mil armas apreendidas nos dez anos anteriores à pesquisa, constatou-se que 30% foram adquiridas legalmente, mas direcionadas para o crime. Em 2015, uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Sou da Paz em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo constatou que 38% das armas rastreadas na capital paulista foram vendidas legalmente e depois desviadas. Um estudo do economista Daniel Cerqueira, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluiu que 1% a mais de armas gera quase 2% a mais de assassinatos. Os números são compatíveis com os de um estudo publicado em 2013 por Michael Siegel, professor da Universidade de Boston (EUA), com base em dados de 1981 a 2010. Para cada aumento de 1% na proporção de propriedade de armas domésticas, a taxa de homicídios aumentou 0,9%. Ou seja, análises científicas e estudos acadêmicos comprovam que a maior quantidade de armas em circulação gera mais crime e violência. Sem fake news, sem as correntes de WhatsApp, sem os especialistas de redes sociais e opinadores repetitivos, formados na faculdade da internet com especialidade em comentário de blog. Um abraço. Links para consulta: https://istoe.com.br/405546_DE+ONDE+VEM+AS+ARMAS+DO+CRIME+/ https://www.conjur.com.br/2010-dez-20/cerca-80-armas-tomadas-policia-sao-fabricadas-brasil https://temas.folha.uol.com.br/e-agora-brasil-seguranca-publica/policia/mais-armas-de-fogo-em-circulacao-no-mercado-levam-a-mais-assassinatos.shtml

  • Wellinton

    Concordo com sua opinião ao ser contra o decreto das armas, precisamos que as leis contra os criminosos sejam severas e que acabem com as brechas existentes, a população não precisa de armas, precisa de educação, saúde pública e segurança, votei no Presidente Bolsonaro e não me arrependo, mas não é por esse caminho que venceremos a violência do Brasil, BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS.

  • Zenildo

    O que vejo no seu texto nobre jornalista é mero ressentimento político e uma narrativa que se desgastou pela sua própria natureza.
    O que há é desvio de armas e munições do próprio poder público, não se trata de ter ou não origem legal, mas sim do conhecido e tarimbado desvio “de tudo” no setor público.
    Querem impedir pessoas de ter acesso a meios de defesa por conta de diferenças sociais é o mesmo que dizer “que a violência seja distribuída de forma igual para todas as classes e que ninguém tem o direito de se defender em razão da sua classe”, isso é absurdo!
    O nobre jornalista consegue colocar no mesmo texto “governadores do Nordeste” e EUA mundo civilizado na mesma teórica linha de raciocínio.
    Lamentável o constante uso político e ideológico deste espaço.

    Resposta

    Ainda bem, Zenildo, que você que pode ajudar: por que não defender o Bolsa Pistola, para que os mais pobres possam ter armas?

  • Renato

    Caro Ricardo , Respeito sua opinião esse tema e muito polêmico
    Democracia fala o que quer, houve o que não quer ,
    Em 2005, 63% dos brasileiros votam em referendo a favor do comércio de armas
    isso nunca foi cumprido assim como tem um monte de lei que não e cumprida
    arma não traz segurança más lhe da o direito de se defender.

  • amorim

    Quem mais mata no Brasil, são os desmandos,o poder paralelo, no país é assim, existe o poder oficial e o oficioso. Não vou defender a quem está a margem da lei, mas vejamos, num país, onde quem manda interpreta uma lei de forma a mandar para casa quem rouba, merenda escolar, petrobras, mensalão,lavagem de dinheiro? Os políticos do Brasil, são expert, nessa mazela, aqui pra nós, tem quantos presos nas operações locais? Não vou citar nomes das operações, tomaram quanto deles? A policia faz o seu papel, nas quem está acima da policia, também faz seus conchavos, as escondidas , mas faz, engana-se quem pensa ao contrário.

    • Zé MCZ

      Existe a violência mãe, mor, primordial que abraça todas as outras. Quando lá no século XVI (até os dias atuais nada mudou) era perfeitamente natural haver o abismo entre a casagrande e senzala, era porquê havia as bençãos da religião dominante (acima de tudo romana), apesar do estado laico (?).
      O que se percebe é o projeto do quanto pior melhor! E agora, como nunca! Mas apesar de todo esforço da classe nefasta, formou se uma sociedade lúcida, brasileira, que sempre vai norteando, para que o Titanic não trombe com o iceberg.

  • Valdemir

    Faz sentido, mas prefiro ter meu direito de escolha preservado. Do que te-lo proibido. Temos tantas outras mazelas ( cigarro,álcool, drogas, sal, açúcar, ensino, saúde , etc) aflingindo nossas vidas e não vemos manifestação contrário.

  • Adson Freire

    Raciocínio correto se houvesse menos armas nas mãos dos BANDIDOS. O problema é que um meliante é pego com uma arma e poucos dias depois está solto. O jeito é fazer um plebiscito sobre o tema. Dou um exemplo: pesquisas atestam que os mais pobres, que são os que mais sofrem com a violência, são favoráveis a pena capital. E aí, como é que fica? Obs. Esse Deivinho foi pego em 2015 e agora estava “soltinho”. Que bom que não vai poder sair mais para aprontar…

  • Antonio Carlos de Almeida Barbosa

    Incontestável: mais armas, muito, muito mais mortes.

    Quero registar a justa menção hoje no programa Doze e Dez Notícias, na abertura, na sua fala, do prêmio Camões concedido de forma meritória, incontestável, pelo talento, do poeta, letrista, romancista e ser humano da melhor cepa Chico Buarque de Holanda. Talvez o homem brasileiro, que melhor conheça os desejos e a alma das mulheres. Valeu.

  • Idosamente MONGE no Sertão: busca SUS sem úi nem Ái!

    Há 5 (meses) c’Ú pu$tema com BOL$O no nome num fala palhaçada de Me$$iaS, salvador? Árgh!
    > BANDIDO bom é bandido MORTO … acovardou-se cuma qualquer valentão de araque, pQp!
    Apois famiGlia$ tem de tudo, né meRmo? … Inté CLOWON desmoralizado na Suíça dos DAVOS. [22jan19]
    https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/imprensa-mundial-fala-em-“fiasco”-e-“grande-fracasso”-discurso-de-bolsonaro-em-davos/ar-BBSBr2t
    Vergonhas amém nos EEUU d’Washington 9’s fora N York fujão p’Dalla$ – Texa$, nojo! [15mai19]
    https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/prefeito-de-dallas-recusa-se-a-dar-as-boas-vindas-a-bolsonaro/ar-AABqFDH?li=AAggXC1&fbclid=IwAR1PXzQihn8FWD_PBdFbG8v0hg7bZgtNNqheJZ63x61jTzFusfy8RI3mTII

  • ASM

    Respeito a sua opinião Ricardo! Todavia vivemos em um Estado democrático onde também além dos deveres quero direitos também. O problema NÃO é a arma de fogo e sim as pessoas, pois se pode empregar qualquer outro meio para ferir ou czusar a marte de outrem. Todavia, como NÃO me sinto seguro com a prestação dos serviços de seguranca ofertado pelo Estado gostaria de execer o meu sagrado direito de me defender, pois as polícias não estão sempre presentes quando a maioria da sociedade precisa dela.

  • Luiz Henrique

    Nobre Jornalista, você e mais alguns, olham a coisa somente por um lado. Dizem que por ouvir só a história contada pela chapeuzinho vermelho, até hoje o lobo é culpado !
    Ontem, um bandido atirou em um motoqueiro no trânsito aqui em Maceió, e não foi Bolsonaro que o autorizou a andar armado. A vítima, se estivesse armada também, poderia ter esboçado alguma reação, mas infelizmente, não estava.
    O projeto do Bolsonaro, ( que não alcança o entendimento de alguns ), é para armar o cidadão de bem ( vítimas ), afinal, os bandidos já estão armados faz tempo !
    O problema, é que se fosse outro que não fosse Bolsonaro, o projeto não causaria tanta controvérsia, mas o problema não é o cidadão de bem ter arma, o problema é que o Presidente que foi eleito e aclamado pela maioria dos brasileiros, não pode falar nada, que já e alvo de críticas. Pergunte a vítima que levou o tiro no trânsito ontem, e que pela misericórdia de Deus está vivo, qual a opinião dele hoje !

  • JEu

    Mas ninguém se lembra da reportagem, repetida inclusive no TNH1, sobre o senhor que foi morto em sua casa ao tentar proteger sua família jogando uma cadeira contra o bandido que estava armado com uma arma de fogo (que não foi comprada legalmente… of course…)… gostaria que o governadorzinho se pronunciasse à respeito e dissesse que o Estado (que falhou na proteção daquela família…) vai indenizar pela morte sem direito à defesa do cidadão… ora vamos deixar de parcialidade… se mais armas devem produzir mais mortes, que então se encontre a solução definitiva e verdadeira imediatamente, como acabando de vez (e mandando para a cadeia sem direito à progressão…) quem rouba do erário público, prejudicando a saúde, a educação, a segurança e outros direitos mais do povo… que seja a educação direcionada não apenas para a ilustração da inteligência mas, principalmente, para a formação ético-moral do cidadão brasileiro; que todos tenham acesso ao trabalho com salário digno, para que possa ter habitação, vestuário, alimentação e lazer condignos com o ser humano… que a justiça seja verdadeiramente igual para todos… e depois disso, e somente depois disso, então cogitaremos de ninguém precisar de uma arma em casa para defender seu lar e/ou propriedade… agora, falar em restringir um direito optativo para o cidadão e não apontar a solução é somente colocar mais carga nos ombros de quem já não aguenta mais e agir com parcialidade e com interesse somente de prejudicar a quem quer trabalhar e dar ao cidadão brasileiro um pouco mais de liberdade e de direitos…

  • Alex Geraldo

    Então, seguindo a sua lógica, vamos desarmar os policiais para que não tenhamos mais suas armas roubadas e usadas em crimes violentos. Diminuindo, consequentemente, os indicadores de homicídios.

    Resposta
    Você é um gênio!

  • Hélio

    E o plebiscito sobre as armas e munições?
    A decisão das urnas NÃO foi respeitada.
    Logo o tal estatuto do desarmamento não diminuiu as mortes violentas!

  • Glorioso

    #LulaLivre2049

  • Albuquerque

    Parabéns Ricardo pela análise lúcida e coerente. Vivemos uma triste época que precisamos defender o óbvio. Nosso país segue sendo governado por um presidente totalmente despreparado, preguiçoso e com ideias embasadas em puro senso comum. Os índices seguem despencando, enquanto o desgoverno vive combatendo um fantasma que ele mesmo criou.

  • corado

    sinceramente vejo o senhor Ricardo Mota muito tendencioso nos cometarios relacionado a política, todos os seus comentários são contra o presidente, jà sabemos q vc é contra todas as atitudes do presidente. seja mais imparcial, afinal vc é um formador de opinião, não use essa ferramenta para fazer oposição. fica a dica.

    Resposta
    Caro Corado, estou ruborizado.
    Saudações democráticas,

    Ricardo Mota

  • CICERO FREDERICO DA SILVA

    Grande eu observo que as pessoas têm que se ater aos comentários sobre armas.
    Não se meter nos comentários de outros.
    Bem, os fatos é que ninguém fala em investimentos na educação.
    COMEÇO, MEIO E FIM.

  • ALYSSON PACHECO

    Respeitem a vontade popular, o debate foi amplo e o resultado do referendo mostra os anseios da sociedade que busca o direito da auto defesa. O fato concreto é a liberação de um direito, em contrapartida aos desamarmentistas que podem abdicar do uso desse direito.

  • Isaura Pádua Campos

    Daqui a 5 dias completarão 7 anos em que o médico José Alfredo foi assassinado no corredor Vera Arruda por causa de uma bicicleta velha. Como ele outros tantos homens, mulheres e crianças com vidas ceifadas pela estupidez humana, turbinada pela IMPUNIDADE. A discussão rasa da posse/porte de armas é totalmente improdutiva. O âmago da questão é a efetiva aplicação da lei. Não tenhamos a inocência de defender que o combate às armas é garantia de redução de homicídios, pois eles podem ser cometidos de outras formas; com carros , facas, veneno e todo tipo de instrumentos que a mente criminosa entender eficaz. Parte da população (ricos, pobres) desassistida enxerga o recurso da arma como uma forma de tentar se garantir, não entrarei no mérito se tal sentimento é válido ou não. De uma coisa tenho certeza: só a efetiva aplicação da lei é a garantia de ser conter e reduzir crimes e mal feitos de todas as matizes. Não importa se o sujeito tem ou não uma arma de fogo, um canhão ou um cortador de unha. O que importa é que se ele sair da linha que seja rigorosamente punido. Essa deveria ser a discussão. O resto é cortina de fumaça.