A péssima imagem da Braskem junto aos vários setores da sociedade alagoana, inclusive os sucessivos governos estaduais, tem um longo histórico e pode ser definida numa palavra: arrogância.

Só agora, após se evidenciarem os malefícios que a empresa provocou à população de Maceió, os sinais de humildade começam a aparecer.

Que fique claro: a Braskem não assumiu nem dá sinais de que vai assumir a sua responsabilidade pela tragédia urbana evidenciada. Por mais otimismo que tenha o desembargador Tutmés Airan, o desfecho dessa história não virá sem uma longa luta jurídica.

Durante décadas, primeiramente como Salgema, depois rebatizada de Braskem –, a cultura da empresa era se manter longe da população local, aparecendo, quando muito, como “benfeitora” ou patrocinadora de alguns projetos menores.

Dois profissionais trabalharam para tentar mudar esta realidade, dentro das limitações que lhes foram impostas: Nélson Ferreira, inicialmente, e Milton Pradines, depois.

Mas não é fácil quebrar uma cultura, principalmente dentro de uma corporação muito próxima, para dizer o mínimo, do poder que de fato manda.

Acredito que a Braskem – com a Odebrecht ou com outra empresa – deve permanecer no estado, até porque o que temos por aqui não se encontra em qualquer lugar.

Mas além das mudanças que a ciência exige para que se retome a exploração do sal-gema, outra transformação precisa acontecer, com base numa verdade: o maior patrimônio de Alagoas é quem por aqui batalha e vive.

É respeitar e reverenciar este patrimônio e entendê-lo como a maior riqueza local.

Juiz Pedro Ivens transfere a ação contra a Braskem à Justiça Federal
Caso Pinheiro passa a ser monitorado pelo Observatório do CNJ/CNMP
  • Morador de Bebedouro

    Sinceramente ainda não entendemos o porque do TJ/AL. não ter bloqueado os 6,7 bilhões da Braskem. Todos nós dos bairros atingidos, vimos que está claro que a empresa não irá fazer acordo com ninguém. Demonstrou isso quando solicitou um segundo laudo próprio. Todos sabemos que será um laudo ao seu modo. Apenas para desconstruir o da CPRM, e esse laudo sairá quando? esperamos que não seja quando esses bairros atingidos, estiverem virados reservas ambientais. O TJ/AL tem que agir rápido. E só lembrando, nós queremos essa empresa bem longe de Maceió. Outra, não se enganem: A contratação desses engenheiros pela Braskem, para vistoriar os prédios. É uma grande jogada, para pagamento das indenizações se houver. O que eles estão fazendo é simplesmente fazendo uma avaliação de quanto vale o imóvel. Para depois ser confrontado na hora do pagamento. Nós moradores de Bebedouro, temos nossas dúvidas se de fato os poços estão paralisados, como solicitou o “ATUANTE IMA” Segundo uma pessoa que trabalha lá, a fabrica continua em pleno vapor. Nada está parado. E o “ATUANTE IMA” trabalha de acordo com a pressão da sociedade.

  • Felipe Duarte.

    Olha não há dinheiro que pague a segurança e a vida de um povo. Maceió não precisa dessa Empresa Braskem, precisamos de saneamento, educação básica e menos burocracias e por fim investir em nossa maior vocação o TURISMO. Onde está a UFAL, que não instala o curso superior dê Hotelaria?

  • MITO

    VIÉS IDEOLÓGICO
    FORU DE SÃO PAULO
    DOUTRINAÇÃO MARXISTA
    VÁ PRÁ CUBA
    MARXISMO CULTURAL
    MULHER COM ROUPA DECOTADA PODE SER ATACADA
    BOM ERA ANTIGAMENTE QUE AS MOÇAS DIREITAS VESTIAM VESTIDO COMPRIDO
    FHC É COMUNISTA
    A GLOBO É COMUNISTA
    AMERICANO É BONZINHO
    NAS UNIVERSIDADES FUMAM MACONHA E FICAM PELADOS
    ESTADO MÍNIMO É BOM PRÁ POBRE
    Yldeglan o Pobre de Direita

  • Realista

    “A arrogância proporciona a fachada perfeita, permitindo aos interessados serem manipuladores, irresponsáveis, controladores e violadores de regras. A sua motivação é esconder os pontos fracos e exagerar nos pontos fortes. Precisam usar o orgulho e a prepotência como um escudo para se proteger. Está intimamente ligada ao egocentrismo sendo assim eles acreditam que sempre podem vencer e, o que é pior, eles acreditam que merecem vencer sempre. Entretanto, a arrogância sem o antídoto espiritual da humildade nos leva a uma mentalidade impenetrável que nos impede de fazer uma auto-avaliação honesta e reconhecer os seus impulsos sombrios, as nossas tendências destrutivas e quais dos nossos comportamentos são – e não são – aceitáveis. (…). A vida humana é e sempre será sem duvida, o maior patrimônio.” Mais empatia por favor! “quando a partida de xadrez termina, o peão e o rei vão para a mesma caixinha”.

  • JEu

    Arrogância e ganância, RM… esses os dois fatores que fazem com que a Brasken não queira assumir sua responsabilidade… então só restará à justiça alagoana demonstrar qual o seu tamanho no caso… e poderá ser muito grande se considerar que, como dito no texto, o verdadeiro valor do povo alagoano e maceioense… porém se, por um infausto acontecimento, pender para o único e exclusivo bem da empresa, então se apequenará diante da justiça social… espero o desfecho seja a favor do mais fraco: o sofredor morador dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro… e, também, do meio ambiente, com destaque para a lagoa Mundaú que também sofrerá as consequências da maneira imprópria de extração do sal-gema na região…

  • TOMÉ

    Esse nosso patrimônio chamado vida ta cada vez mais difícil de manter… Será que é por causa dessa tal “arrogância”? “Instituições discutem medidas de prevenção e combate a transtornos mentais na Saúde”. Profissionais que deveriam ajudar com a saúde dos doentes são os que mais estão precisando de ajuda… http://www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-go/1053-mpt-trt-e-srtb-irao-notificar-hospitais-publicos-e-privados-a-informar-casos-de-transtornos-mentais-na-saude. “O pavão(oa) de hoje pode ser o espanador de amanhã”

  • Luiz

    Caro Ricardo.
    Só agora que parte da imprensa enxergou a arrogância da Braskem, pois, em épocas passadas viviam tudo a mil maravilhas, ou seja, anualmente os labutantes da mídia se deliciavam no Prêmio Braskem de Jornalismo de Alagoas. Será um afronta aos moradores do Pinheiro, Bebedouro e Mutange se este ano a Braskem patrocinar este nefasto regabofe aos jornalistas mais chegadinhos da empresa Braskem.
    Se isto acontecer, acredito que haverá reação da sociedade.

  • ALAGOANO REVOLTADO

    ALAGOAS SALVA. Até que enfim dois projetos de grande interesse dos alagoanos foram aprovados: VENDER BEBIDA PARA OS TORCEDORES BADERNEIROS e MUDAR O NOME DE ESTÁDIO REI PELÉ PARA RAINHA MARTA. Eis a maior prova da falta do que fazer nessa inoperante “assembléia legislativa” que alheia aos problemas que apavoram as populações do pinheiro, mutanje e bebedouro, preocupam-se com tais futilidades.

  • johann Sebastian Bach

    O laudo da CPRM, é, “a mancha de batom na cueca!!!”

    É ou não é RM…

    KKKKKKKKKKKKKKKKK…

  • DANIEL

    Tomara que se encontre solução para os moradores e para a empresa, pois um não deve anular o outro. E Alagoas não pode perder nem sequer uma banca de tomate, imagina uma empresa dessa. Já basta as Usinas Peixe, Terra Nova, Guaxuma, Roçadinho , Sinibú, Triunfo, …Laginha, essa última vai ser resolvida quando????? Por que a justiça ainda não leilou as usinas do grupo JL em Alagoas???? União dos Palmares agoniza com falta de empregos, monte de gente sem pagar água, luz, sem poder comprar comida! Ricardo resgate também o andamento dessa história, o Grupo JL precisa ter ativos vendidos antes que se acabem de vez !!!

  • Solon

    Eu já vivi épocas com governantes populistas e carismáticos.
    É fácil ver o perfil de seus eleitores.
    Eles acham que tudo que o líder deles faz é perfeito e tudo que a oposição faz está errado, deve ser destruído.
    Eles acreditam que qualquer acusação e perseguição politica e mentirosa
    Vi isso nos lulistas, brizolistas, malufistas e agora nós bolsominions.
    Eles preferem ver o país de joelhos, pedindo esmolas, a ver o seu líder supremo ser contrariado.

  • Roosevelt de Lima Brito

    Sou de opinião que a Braskem deveria sair de Alagoas. Povo ingrato que não sabe reconhecer o progresso que a empresa deu para aquele local.
    Agora querem tirar proveito de abalos sismicos e tentar fazer com que a empresa pague por todos os males que houve!. Poderiam, tratar o assunto com civilidade e de mãos dadas, encontrar uma solução e não ja ir criminalizando a empresa!. Sai fora enquanto antes!.

    • Gilberto Silva

      Concordo plenamente. Arrogante mesmo agora foi o RM dizendo “até porque o que temos por aqui não se encontra em qualquer lugar”, está muito enganado meu caro. Tem muito sal pelo Brasil e muito governo disposto a receber uma empresa desse porte gerando emprego e renda para o estado. Pare de querer dar tiro no pé Ricardo Mota, uma hora pode ser que a empresa realmente canse de querer ficar por aqui, arrume isenção em outro local e mude-se de vez deixando “isso que não encontra em todo lugar” por aqui mesmo e acabando praticamente com a cadeia produtiva do estado que já é nanica.