Há de se louvar a tentativa do desembargador Tutmés Airan, presidente do TJ, de buscar uma saída negociada entre Braskem e os moradores do Pinheiro.

Muito dificilmente, porém, o magistrado conseguirá convencer a empresa de desistir da contestação do laudo da CPMR nas várias instâncias do Judiciário.

Os advogados da Braskem já deram um “aperitivo” na reunião com o Tribunal de Justiça, ontem, do que deve vir  pela frente.

Eles apontam, evidentemente com base nos estudos feitos por encomenda da empresa, o que consideram “erros absurdos” dos geólogos da CPRM (que apontam “erros grosseiros nos estudos apresentados pela empresa) .

Com tanta convicção, a tarefa do presidente do TJ será a mais árdua que ele já enfrentou até hoje.

Tomara que tenha sorte no seu intento.

Seria melhor para todos, inclusive para a própria Braskem.

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  • JEu

    Creio que, no momento, o melhor caminho para o bem dos cidadãos atingidos (como já o disse aqui anteriormente…), seria a justiça autorizar o bloqueio imediato dos R$ 6,7 bilhões solicitados pelo MP e Defensoria Pública do Estado… e, depois, determinar prazo para que a empresa inicie as negociações… se caso não aceitem, então determinar o rateio dos valores bloqueados entre as pessoas atingidas e deixar a Brasken continuar com suas ações intermináveis nas instâncias superiores, para a solução final… isso seria demonstrar coragem e verdadeiro interesse pelo bem do povo…

  • JEu

    Complementando: também pode, o povo, no uso do ditame constitucional que informa que: “todo poder vem do povo” e ir lá na Brasken “demonstrar” sua “insatisfação” com a forma com que a empresa trata a dor e o sofrimento do povo atingido… afinal, já tá passando da hora do povo brasileiro acordar… se lembrem de que a situação só mudou na França depois da tal “revolução”…

  • breno

    Caro JEU, realmente isso é o que deveria ser feito, isso sim seria justiça, mas como já disse anteriormente a Braskem confia na justiça e sabe que essa é cega , morosa e sempre beneficia o mais poderoso.

  • ROTARY

    Empresas sem escrúpolos contratam advogados de mesmo gabarito e juntos se aproveitam das brecha e falha que não são poucas em nosso sistema judiciário, o POVO bem esse vai tomar na cabeça novamente.
    Um POVO tem os GOVERNANTES e JUSATIÇA que merece.
    O POVO de ALAGOAS tem que acordar e mudar os representantes tanto do EXECUTIVO com do LEGISLATIVO.

    • breno

      Com a agilidade do judiciário brasileiro, vai prescrever tudo e não dar em nada!!

  • Carlos

    Seja qual for a tragédia e as vidas humanas, que estão morrendo pelo acorrido pouco importa,quem vive exclusivamente de ganhar sempre e sempre sem limite dinheiro. Olha os políticos de Alagoas a ´única exceção foi Rodrigo Cunha e os demais tem rabo preso dom doações de campanha. Por falar em políticos que só vai em vantagem o representante da família Beltrão em Brasilia e não do povo, votou contar a proposta do COAF,ficar a subordinada ao Ministério da Justiça. Marx Beltrão,que foi Bolsonaro na eleições com a promessa de voltar a ser Ministro do Turismo e até presente data não foi contemplado para atender sua sofreguidão está fazendo o jogo do jogo jogado do toma lá e dá cá. Assim é política das terras dos Marechais o primo que deputado estadual e representante da família,fez usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas,para falar coisas e coisitas do governador Renan Filho e no entanto quando teve o pleito atendido da família, passou ase o deputado boca de siri… É ele Yvan Beltrão. Alô Pinheiro,Mutange, Bebedouro e Coqueiro Seco, não contem com essa turma.

  • Adson Freire

    Concordo plenamente com o que o jEU falou. No mais, isso mostra que a empresa pouco se importa com os prejuízos causados a milhares de pessoas. Pelo contrário, eles adotaram o método da chantagem e munidos de bons advogados, vão “jogar o jogo” da morosidade na inepta justiça, com seus intermináveis recursos e instâncias. Com o poderio e as costumeiras “prática$” do grupo Odebrecht, temo muito por todos os que se sentem prejudicados. A Braskem está se tornando um verdadeiro pesadelo para os alagoanos.

  • Morador de Bebedouro

    E Ainda o governador caladão. Vem a público depois de 1 ano e 5 meses calado. Defender a permanência dessa desgraça de Braskem na nossa cidade. Nós moradores afetados, temos uma ideia pra ela continuar operando. Governador manda a empresa se instalar em MURICI. Assim todos os ganhos já que são tantos, ficará em casa. Antes era apenas os 3 bairros. Agora já se expandiu para outro município Coqueiro Seco. Gente com certeza vários outros bairros de maceió está também comprometido, principalmente os que ficam as margens da lagoa. A BRASKEM TEM QUE IR EMBORA EM DEFINITIVO DA NOSSA CIDADE. O TJ/AL tem que bloquear urgentemente os 6,7 bilhões. Ontem o presidente do TJ/AL disse que a braskem ficou de fazer uma contra-proposta. Não aceitamos de forma alguma. Tem que ser a proposta do MP e Defensoria Pública. E não vamos querer apenas as indenizações dos imoveis, queremos também indenizações por danos morais. Por todos os males que essa empresa está nos causando. FORA BRASKEM.

  • johann Sebastian Bach

    O laudo da CPRM, “é a mancha de batom na cueca!!!”
    É ou não é RM…
    KKKKKKKKKKKKKKKKK…

  • amorim

    Apenas um foi ao calvário sem contestar, nós os simples mortais, jamais iremos viver essa experiencia, pagar pelo um erro que não cometemos, não que a Braskem, seja eximida da responsabilidade, ela tem culpa sim, mas, cá pra nós, quando tratando-se de direitos, especialmente , monetário, tudo vai para a esfera judicial, a lá que se resolve as diferenças, infelizmente essa é a nossa cultura, “nós não temos a capacidade de resolver nassas as nossas questões . A Braskem, e todos nós, estamos incluídos nesse contexto. Nunca foi novidade, essa questão ir para a esfera judicial, mais um dos milhares.

  • Onofre da Pindorama

    Ótimos comentários ,jEu,Rotary, Breno e o Carlos, emu conterrâneo é uma decisão em conjunto da justiça e dos políticos de Alagoas, abracarem a caus e no entanto com coloca o Carlos, o povo dos bairros atingidos não esperem nada dessa turma eles só olham para o próprio umbigo e os daqui da região sul é só a família no bem bom.

  • Consigliere Alagoano

    HAHAHA!

    Ficaria SURPRESO se não o FIZESSEM …

    Até porque, a linha de INTERLOCUÇÃO com a justiça já está estabelecida, sugerindo TROCA de MAGISTRADO que conduz a ações.

    Uma jogada clássica do “ PODER POR TRÁS DO PODER”…

    E PASMEM vai ser SIM questionado o RELATÓRIO, será exigido uma SEGUNDA OPINIÃO, que vai colocar os responsáveis pelo afundamento as pessoas que fazem FOSSA e POÇOS ARTESIANOS, mesmo que registrados; [ESTOU SENDO 110% IRÔNICO].

    Os NOVOS estudos, tem um objetivo:
    DEMOOOOORAR as responsabilidades.

    Típico um movimento no tabuleiro do xadrez da protelação!

    .

  • Vassouradas das Barreiras

    Pois é momento dos Alagoanos, estarem juntos com a população dos bairros atingidos mostrando que o povo não pode ser indiferente de uma situação tão grave que vem preocupando todo os alagoanos. Já os políticos do nosso estado é uma vergonha, nesse momento estão só preocupados com os cargos que podem ocupar ou indicar no governo federal. Bom a postura do deputado Marx Beltrão, nada me surpreende negociando o seu voto no congresso por cargos alias a maioria dos deputados. Os da Região Sul, tome vassouradas.

  • Leitora Distante

    A primeira medida é vetar o pagamento de bônus para os diretores e distribuição de dividendos e lucros a todos os acionistas, que deveriam ficar provisionados. Segundo, a empresa mostrar as provisões de gastos, ao menos nesse momento.

  • José Olavo Bezerra da Silva

    A sociedade se organize em pró dos moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, pois a Braskem vai recorrer se for possível até a ultima instância. e quem vai sair perdendo é o povo. O grupo Odebrecht financiou campanha desses políticos alagoanos. Eles tem moral para ir de encontro aos interesses dessa empresa. Alagoano esta na ora de botar o bloco na rua e mostra sua insatisfação em relação ao acontecido, cobrando das autoridades competente ação e não conivência.