O afrouxamento na liberação da posse e do porte de armas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, demonstra que esta é uma política do governo, mas que atende, principalmente, aos eleitores do atual ocupante da principal cadeira do Palácio do Planalto.

Não faz parte, entretanto, de nenhum programa de Segurança Pública, já disseram o vice-presidente Mourão e o ministro Sérgio Moro, o responsável por essa área tão sensível do governo.

Quem sai ganhando com isso?

Evidentemente, além das indústrias do setor, aqueles que acreditam que quanto mais armas, menos mortes, uma equação que eu não consigo resolver por nenhum dos lados.

Entre os “beneficiados” com porte de arma no último decreto estamos nós, os jornalistas, além de políticos em geral – dos vereadores ao presidente -, caminhoneiros, outros agentes públicos etc.

É um mundão de gente a poder ter e conduzir a própria arma.

Seguindo a lógica do próprio governo – não a minha -, por que algumas profissões e outras não? Por que não os taxistas e os motoristas de aplicativo?

Por que não as mulheres, vítimas da violência masculina, daqueles que se acham machos por que batem em mulher?

Por que não os moradores das periferias das cidades brasileiras, sendo estes as maiores vítimas da violência, os que mais morrem, tornando o Brasil o campeão mundial de assassinatos?

Ah, esses pobres da periferia não pode comprar uma arma, que custa caro. Assim, eles não conseguirão colocar uma placa na porta de casa avisando aos bandidos que ali está um lar protegido – como defendeu o ministro Ônix Lorenzoni.

Por coerência, e para que o decreto presidencial não seja tão seletivo, o governo precisa financiar a compra de armas pelos mais necessitados e mais vulneráveis. Criar uma espécie de Bolsa Pistola, com recursos públicos, dando aos pobres as mesmas chances de “defesa” de remediados e ricos.

Fora disso, estamos falando apenas da defesa do patrimônio – e não na defesa da vida.

O real e a fantasia se separam no final
CPRM x Braskem na visão de Alfredo Gaspar e Ricardo Melro
  • Vassouras das Barreiras.

    Ricardo os homossexuais os transgênico entre outros vítimas dos preconceitos. Devem ter direito a famigerada armas.

  • JEu

    O interessante de se notar é que, apesar da existência do Estatuto do Desarmamento há mais de 10 anos, o que se viu foi o aumento da criminalidade e das mortes… ou seja, mais de 60 mil mortes por ano, principalmente nos casos de assalto à mão armada e tráfico de drogas… então, vamos ver como vai ficar daqui pra frente… e voltemos a falar no assunto daqui, pelo menos, mais um ano… o que se sabe é que, com essas medidas, os tais “movimentos sociais” não mais ousarão invadir e destruir propriedades privadas com tanta facilidade… e os bandidos da criminalidade comum também terão mais cuidado em invadir residências e fazer reféns… quanto aos que não quiserem adquirir armas de fogo para a defesa de suas residências, têm todo o direito de não fazê-lo… é tudo muito simples, é questão de querer e não querer, e ponto final… sejamos coerentes… todos temos o livre arbítrio… e quem é do bem não vai querer invadir a casa de ninguém… é ou não é?!!! e quanto à violência contra as mulheres, elas também terão o direito de adquirir uma arma… além do que, mesmo com o Estatuto do Desarmamento, a violência só tem aumentado, pois o mais forte (fisicamente falando…) sempre impõe sua força sobre o mais fraco… e mesmo que não se use uma arma de fogo, sempre tem a faca peixeira (costumeiramente usada mais por aqui no nordeste…), um pedaço de cano de ferro ou de madeira, uma pedra bem pesada… etc, etc, etc… até empurrar de cima de prédio (quem não se lembra do caso do advogado lá no Paraná?!!!)… ora, ora, ora, vamos ser coerentes…

    • Santos

      Como se na testa das pessoas tivesse uma marca mostrando quem é e quem não é do bem para portar uma arma! Eita povo miserável!

      • Adilio Faustini

        Mas existe uma coisa chamada Capivara, Atestado de Antecedência Criminal, é a testa de cada cidadão.

    • Idosamente MONGE no Sertão: busca SUS sem úi nem Ái!

      Nas últimas DECADAS do século XX passados 1900’s, caro JEu … com FFHH 1995-2002
      o Ensino BÁSICO fundamental e médio chegou a PARDOS e negros sem tOnta QUALIDADE, confere?
      > Neste século XXi há apenas duas décadas a completar ano que vem eleição de PREFEITOS em cheque a qualidade do Ensino:
      – EDUCAÇÃO Fundamental para criOnças e jovens até 15 de idade e das tantas CURIOSIDADES areias sem caminhões.
      > Como a coleta de LIXO, cabe principalmente às prefeituras esta educação primeira ao menos MEDIANA desejável queremos.
      – E o Ensino MÉDIO é da responsabilidade dos Estados, de governadores eleitos com o destrambelhado PRESIDENTE.
      > Aos TRANCOS e barrancos pardos e pobres, negros e mamelucos chegam às universidades: vamos mandá-los EMBORA?
      – De boa vontade jamais iriam, e se forçar a BARRA do farol na BahÊa aí as cores s’entintam: extintos seriam BRANCOS?
      [História e educação – É sintomático que universidades sejam um dos principais alvos de Bolsonaro], 11mai19
      https://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernando-haddad/2019/05/historia-e-educacao.shtml

  • JEu

    Complementando: o que realmente diminui a violência é a educação, porém não a educação como está, pois a verdadeira educação tem não somente que ilustrar inteligências, mas formar o caráter moral do cidadão… e todos devemos lutar para que o país tenha mais justiça social, com melhor distribuição de renda… e para isso temos, em primeiro lugar, que combater a corrupção e a falta de valores morais na sociedade… aí, então, vamos poder ter uma sociedade de paz e verdadeiro progresso… o resto que se fale é pura balela…

  • Johann Sebastian Bach

    Em entrevista para a rádio Gaúcha, Onyx Lorenzoni afirmou que algumas mulheres preferem andar armadas a terem “a folhinha da Marinha da Penha” para se defenderem.

    “Tem mulheres que entre ter lá a folhinha da Maria da Penha ou um revólver ou pistola na bolsa, prefere ter um revólver na bolsa, porque isso garante a integridade dela. Esse é um exercício de direito que tem que ser respeitado”, disse ao defender o decreto de Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte de armas no país.

    KKKKKKKKKKKKKKKKK…

  • Vassouras das Barreiras.

    Seria interessante os dados estatísticos. Após o estatuto do desarmamento e antes do permitido do porte de alma. Porte de arma e posse de arma, o que realmente é pior. O cidadão que tinha a posse e via como uma ferramenta perigosa, com certeza já entregou a sua arma e muito provavelmente não vai querer ela de volta. Outro detalhe não é obrigatório e sim facultativo, no entanto é uma porta aberta dos que acham que é uma alternativa de segurança e pode ser vítima de outra pessoa que pensa igual.

    • Adilio Faustini

      Desde 1500 até 23/12/2003 o brasileiro tinha direito a possuir, ter porte e posse de arma, vc podia comprar sua arma em qualquer Loja de Caça e Pesca, o brasileiro era menos alfabetizado e o índice de homicidios era infinitamente após o Estatuto fo Desarmamento, 23/12/2003.Quem não acreditar é só pensar que está vivo porque nasceu de seus pais que viveram e dos seus antepassados que viveram para crescer e multiplicar, até o crescimento populacional era muito mais alto que o atual. Ter arma é a mesma coisa que ter um veiculo, vc aprende a dirigir dirigindo, ninguém nasceu andadndo, dirigindo, andando de bicicleta etc…Vc aprende até a tespeitar o seu semelhando, por amor ou com a dor, medo de seu semelhante estar armado.

  • amorim

    Então, nunca se falou no bolsa corrupção, antes, agora estamos encontrando juízo para tudo. Porque era?Não precisa explicar!

  • Johann Sebastian Bach

    DIREITO À VIDA
    O acesso aos instrumentos para a legítima defesa é constitucional, legal e impositivo, porque a polícia não é onipresente !!!

    Resposta
    Por que não estendê-lo aos pobres que moram nas áreas mais perigosas, às mulheres que são vítimas da violência “masculina”?
    Isso não é legal, constitucional e democrático?

    • Carlos

      Já pensou nobre jornalista é justamente nessas a´reas mais perigosas onde ás estatísticas mostram o maior indicie de violência,por falta de políticas públicas onde os traficantes atuam aliciando estres jovem vulnerável para os mais diversos crimes…. Eles não precisam de autorização já tem o acesso por indução . Lembrando não estou defendendo o porte de arma, a segurança arcaica no Brasil, abre espaço para um tema tão complexo.

  • Traira

    Kkkkkkkkkk,verdade Ricardo!! Mas nao adianta nao se o Bolsonaro disser: Vou cortar a luz do Brasil inteiro por um mes,vai ter Bolsominion dizendo: Acho muito importante,precisamos da escuridao da noite pra refletir sobre a vida!!! Existe mita coisa feia na vida,mas os Lambe sacos estao no topo!!!

  • Pedra Noventa

    Viva! Viva! Viva a sociedade alternativa.

  • Antonio Jatobá

    Ricardo meu amigo e guru acho que a liberação de armas tb deveria ser liberada p médicos quem vivem viajando 🧳 constantemente entre cidades p se proteger 👍

  • Weber

    Por coerência deveria mandar os petistas e psolistas para Venezuela.

  • Nada

    Parabéns, Dr. Ricardo!

  • Mário

    Só leis mais severas é que vamos diminuir a violência (exemplo: A Lei Maria da Penha melhorou alguma coisa, mas muitas mulheres continuam sendo mortas ou sofrendo violência sexual, porque? A certeza da impunidade, da lentidão da justiça, dos vários recursos na primeira, segunda, terceira, da lua, de marte e o processo não anda (com as devidas exceções). Não adianta a liberação de armas, protestos, notas de repúdio, gritos de queremos justiça e etc. A OAB deveria propor e exigir do legislativo federal, mudanças no Código Penal e no Código de Processo Penal (só notinha de protesto e pedido de apuração rigorosa e punição exemplar não resolve). A educação é o caminho mais eficaz para uma sociedade harmônica, mas no país degradado como o nosso é quase impossível esta solução a curto ou médio prazo. Triste momento que estamos vivenciando onde boa parte da população depositou confiança em uma mudança, e o que presenciamos é uma bagunça generalizada nos três poderes (Raras exceções).
    s.m.j.

    • Adilio Faustini

      Para se aposentar o cidadão entra no Critério Expectativa de Vida, por quê para Pena de 30 anos quando, criada,a expectativa do brasileiro era 48 anos e não aumenta para , no mínimo, 50 anos já que a expectativa de vida atual é 73 anos? Com a palavra o Congresso e a Justica brasileira.

  • Valdemir Barreto

    Pensando bem, amanha eu nem viu trabalhar. Aos que defendem a liberdade de expressao, liberdade de escolha etc, usem, sem que retirem o direito dos demais. Por ventura alguem e obrigado possuir cnh? Alguem e obrigado casar? Alguem e obrigado comer carne? Obrigado ver filme de terror? Nao, e tudo opcional. Entao que seja opcional meu direito de possuir ou nao arma de fogo.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, não sei se viola as regras do espaço, mas gostaria de partilhar este excelente artigo do Jânio de Freitas, publicado na edição da Folha deste domingo:

    “Vida pública de Bolsonaro é demarcada por ideia da morte

    A violência não basta a Jair Bolsonaro. Esse ir além é o traço só seu na conturbação que, por genética maldosa e incorreção educativa, assemelha o pai e os três filhos maiores.

    Os desvios de dinheiro público verificados nos gabinetes parlamentaresde Jair, Flávio e agora Carlos (as verbas de Eduardo ainda não foram examinadas) expõem sua íntima interação, por exemplo, na improbidade que em outros casos deu, e voltaria a dar, grandes escândalos de imprensa. Jair tem algo particular, porém, e apenas seu —que se saiba.

    A vida pública de Jair Bolsonaro é demarcada por uma ideia persistente: a morte. Alheia. Provocada. Não importa de quem. Iniciante na carreira militar, sua estreia no noticiário se deu pela maneira como pensou em elevar os vencimentos dos tenentes. Não com um manifesto, greve, um movimento de solidariedade civil. Sua atitude foi ameaçar de explosão o abastecimento de água do Rio e de explodir quartéis, caso
    não saísse o aumento.

    Os danos à vida dos cariocas, com inestimáveis vítimas, e as mortes de oficiais e soldados eram indiferentes ao seu estado muito mais do que reivindicatório. A mesma ideia de vitimação de inocentes que ocorre a terroristas da Al Qaeda, do Estado Islâmico, do Boko Haram.

    Afastado do Exército, em acordo de cúpula que o preservou da punição, e eleito por militares e suas famílias, na política Bolsonaro acompanhou a corrente integrada por policiais questionados e por ligados às milícias no Rio.

    Sempre apoiado pelo mesmo segmento eleitoral, em Brasília ligou-se à bancada da bala e aos ruralistas. E deu continuidade ao uso da tribuna para a apologia dos crimes de morte da ditadura, torturadores, policiais degenerados e operações de extermínio. A relação dos Bolsonaros com milicianos estava aí anunciada.

    Questões como saúde e educação nunca o interessaram. Já a tomada de terras indígenas, o morticínio de tribos por grileiros, madeireiros e policiais, a expulsão de favelados não deixaram de o animar: contra as vítimas, sempre na defesa da violência. A letal, sobretudo. Trinta anos de vida mansa, egocêntrica, desumana em muitos sentidos.

    A campanha à Presidência é de memória recente, impossível esquecer um candidato cujo simbolismo era a pose de mocinho ou de bandido com a mímica de pistoleiro. Por escolha sua, de prazer aberto no rosto, sem distinguir lugares e ocasiões. Nas palavras, de variação muito limitada, sempre a difusão das armas letais, a validade da morte alheia a pretexto de defesa, a promessa prioritária de armar os civis. Programa para saúde, educação, retomada do crescimento, emprego —nada, isso seria programa para vida.

    Empossado, Bolsonaro orgulhou-se de fazer a primeira amputação doEstatuto do Desarmamento como ato inicial de “governo”. Mais armas, mais assassinatos. O segundo ato da política de mortes visou à impunidade do proprietário de terra que mate ou mande matar invasores. É o inovador direito de ser assassino.

    A nova amputação, já quase extinção, do Estatuto do Desarmamentoveio, agora, acrescentando à função liberatória aberrações não esperáveis nem de Bolsonaro. Porte de arma para repórter de assuntos policiais é atrair tiros sobre jornalistas, o que poderia dar aos Bolsonaros alguma sensação de justiça à sua maneira, mas demonstra ignorar também o que são jornalismo, repórter e imprensa.

    Liberar para menores de idade o uso de armas em clubes de tiro, pendente só de autorização paterna ou do responsável, é um incentivo combinado à criminalidade e à deseducação. É perto do inacreditável. Uma indústria de vocacionados para a violência, de recorrentes a armas, de maníacos da morte. Tudo isso em uma só pessoa —do que temos exemplo.

    Cá em minha vida longa, desconfio muito dessa liberação de posse e porte de armas, e estoque de munição, para “dar direito à defesa pessoal”.”

  • Adilio Faustini

    Acho que a Justiça deveria emprestar,as armas apreendidas dos bandidos ou pega em contrabando ,para as mulheres ameacadas por “Marido”, ex marifo, ex namorado etc… A mulher ameaçada seria encaminhada a uma unidade Militar onde recebetia uma arma e treinamento com essa arma. Hoje a justiça dá um papel, manda para casa e para o ameacador um pedido para não se aproximar da posdivel vítima. Com uma mulher treinada e armada gostaria de ver se o covarde se arriscaria.