“A Braskem diz que vai confrontar o laudo da CPRM com outros, independentes, contratados por ela. Ora, qual laudo pode ser mais independente do que o da CPRM?” (Ricardo Melro, defensor-geral do Estado).

“Nós acreditamos, e dissemos isso bem antes, no trabalho da CPRM, fosse qual fosse o resultado do laudo” (Alfredo Gaspar, procurador-geral de Justiça).

Os dois são os convidados do Ricardo Mota Entrevista desta semana (domingo, às 10h30) e contam as pressões que sofreram por causa da Ação Cautelar, impetrada pelas duas instituições contra a Braskem quando havia apenas indícios de que a mineração era a causa verificados no Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

“Muita gente, inclusive do Judiciário, nos acusou de precipitação, principalmente por nós tínhamos apenas indícios. Mas os próprios resultados obtidos nas decisões dos magistrados mostram a justeza do nosso pleito”, ressalta o PGR.

Já o defensor-geral observa que o cuidado das duas instituições “sempre foi com as pessoas, com as populações atingidas. Nós consideramos a atividade econômica importante para o estado, não queremos fechar a Braskem, mas precisamos proteger primeiramente os cidadãos. Foi o que fizemos”.

A entrevista com os dois, é importante destacar, se deve também ao fato de que pela primeira vez Defensoria Pública e Ministério Público Estadual atuam  conjuntamente numa ação desse porte.

Como isso está sendo possível?

É conferir.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 10h30, na TV Pajuçara

Convidados: Alfredo Gaspar, procurador-geral de Justiça, e Ricardo Melro, defensor-geral do Estado

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  • JEu

    Mais uma vez, parabéns ao PGR e ao Chefe da Defensoria Pública do Estado por seus posicionamentos em favor dos cidadãos… são dignos do reconhecimento público por sua coragem e persistência no caminho da defesa dos direitos da população da região atingida pelo sinistro causado pela extração do minério sal-gema. Bem diferente do posicionamento da imensa maioria dos politiqueiros do Estado (em todos os níveis…) e dos governantes…

  • Zé MCZ

    A Braskem vai protelar o quanto for possível, mas o que é muito suspeito foi ela ter se antecipado e feito a proposta indecente de um seguro para a população atingida, que provavelmente nunca iria ser contemplada. Por si só é a confissão de culpabilidade. Vai ser mais uma guerra entre o perverso poder econômico X povo na sua mais natural ingenuidade. Mesmo porque envolve todos os poderes que, sistematicamente pendem o lado onde o cabo de guerra é mais forte, ou seja, onde tem dinheiro! O que se diz é que as tragédias de Mariana e Brumadinho estão no mesmo patamar.
    Que a PGE e a Defensoria permaneçam sempre ao lado da verdade, da justiça. Pelo que se prenuncia, a guerra vai ser longa, mas a população pode tomar atitudes e querer que seja resolvido o quanto antes. Afinal, tem o laudo oficial que comprova a causa e a responsabilidade direta pelos estragos, que está à vista de todos.

  • Morador de Bebedouro

    Já disse e vou repetir. Segundo a própria CPRM. Das 35 minas a Braskem enviou apenas o laudo de 8, restam a análise de 27 minas. então Vejam os senhores . Se foi constatado toda essa desgraça com as informações apenas dessas minas. Imagina quando a CPRM receber e analisar as outras 27 minas restantes. Como deve está estas cavernas????? Creio que toda Maceió estará comprometida. Sinceramente essa empresa não poderá em hipótese alguma continuar operando em Maceió. Pela nota técnica do “ATUANTE IMA” perceber-se que foram diversas anos, fornecendo informações falsas.

  • Luiz Henrique

    Em outra crônica, um ” sábio leitor “, para não dizer o contrário, fez uma comparação entre Maceió e o Japão, dizendo que no Japão treme todos os dias. Fico pensando comigo mesmo, se alguns espermatozóides morressem antes de fecundar o óvulo, não teríamos que ouvir certas asneiras. O Japão, uma mega potência mundial, cheio de tecnologia, situado em uma ilha, toda construção em sua totalidade preparada para eventos causados pela natureza, e um asno desse, se dá o trabalho de acessar o site e comparar Maceió, com suas casas construídas ainda com traço, com os prédios construídos no Japão .😁

  • SH.

    Qualquer providência ou reparaçãopor parte da Braskem tem de ser por acordo, uma ação não terá conclusão antes de 30/40 anos.

  • SERGIO Rogerio

    Não se pode culpar uma empresa quando os próprios moradores construíram casas sobre uma falha e órgãos públicos concedem licenças ano após ano para a mesma. Muito fácil culpar a empresa, difícil mesmo é chamar as autoridades à sua responsabilidade. Na Braskem muitos funcionários são da terra e moram no pinheiro.

  • Weber

    SERGIO concordo contigo. É mais fácil descarregar a culpa no pato do que assumir que as falhas são de todos e procurar resolver. Matar a empresa em nada resolve o problema das famílias, pelo contrário cria novos problemas para toda sociedade alagoana. Cadê os políticos que não se apresentam para resolver, são urubus só esperando para assaltar o morto

  • Leandro

    Ricardo, se o estado quer ajudar por que não libera os precatórios das pessoas que moram no pinheiro?

  • Luiz

    Caro Ricardo .
    Há um movimento encabeçado pelo Des. T. Airan para conciliar os conflitos entre a Braskem e moradores dos bairros atingidos, acho louvável a ideia, porém, há de se ressaltar que os acordos podem ter dois caminhos distintos: primeiro, pode levar a resolução beneficiando ambas as partes; segundo, pode beneficiar uma das partes (Braskem) ou seja, se tornando um jogo perigoso para o mais fraco (moradores). Vale salientar que as indenizações devem ser dentro dos parâmetros de valores reais para não se tornarem presentes de Grego. É bom os moradores ficarem de olho nessa proposta de conciliação, visto que podem se tornar acordos leoninos.