Batalha: há um buraco na investigação da violência

O excelente trabalho do Departamento Estadual de Investigações Criminais – DEIC – conseguindo se antecipar, segundo o narrado, a uma tentativa de assassinato do deputado Paulo Dantas e da prefeita Marina Dantas é digna de elogios.

O material apresentado hoje à imprensa traz fortíssimos indícios de que integrantes da família Boiadeiro, de Batalha, Baixinho Boiadeiro entre eles, iriam atentar contra os dois chefes políticos do município.

Mas até mesmo a qualidade do trabalho anunciado pelo DEIC ressalta a apuração incompleta – e pobre – do assassinato de Neguinho Boiadeiro, vereador morto em 9 de novembro de 2017, lá mesmo, em Batalha.

O inquérito foi entregue à Justiça em julho do ano passado sem que fossem apresentados os nomes dos supostos mandantes do crime: faltaram provas consistentes para tanto, disse o delegado Cícero Lima.

Eis um buraco que precisa ser preenchido, até mesmo com o farto material apurado pela PF (que não fez uma investigação direta do assassinato do vereador) – é um dever de justiça.

Aliás, devemos lembrar o cientista americano, brilhante, Carl Sagan, que afirmou ‘por escrito’: “Ausência de evidência não é evidência de ausência.”

Mãos à obra.

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