Nos primeiros seis meses deste ano – de 2018, ano de eleição – praticamente duas pessoas morreram por dia, vítimas de acidentes de trânsito, em Alagoas. Oficialmente, foram 335, mas sabemos que há uma subnotificação, já que nem todas as famílias das vítimas, receberam a a indenização da Seguradora Líder, responsável pelo DPVAT em todo o país, e que divulgou os números dessa matança brasileira.

Mais ainda sobre Alagoas, segunda menor frota de veículos do país: outras 1.308  vítimas de acidentes de trânsito no estado ficaram permanentemente inválidas. Seguem todas o padrão nacional: a maioria é jovem, no auge da atividade econômica, são homens na faixa etária de 18 a 34 anos.

Arrendondando os números: são quase 20 mil mortos no primeiro semestre, no Brasil, e um total de 170 mil indenizações pagas pelo DPVAT – 70% por invalidez permanente: 118.383 brasileiros entraram nessa triste estatística.

Avançando mais: do total de acidentados – os 170 mil a que já me referi -, 92% ficaram com sequelas permanentes. mesmo que parte delas ainda possa desempenhar algum trabalho.

A maior parte dos acidentes está no Nordeste, região, que tem apenas 17% do total da frota de veículos sobre rodas de borracha do país, seguindo os dados do Denatran.

O óbvio ficou para o final: as motos correspondem a 3/4 das indenizações, apesar de de representarem pouco mais de 1/4 da frota nacional de veículos.

Esses números, que praticamente repetem o que aconteceu no ano passado, não sensibilizam nem o poder públicos – nos três níveis -, nem a população, que os encara como parte da paisagem nacional, que muitos consideram imutável.

Eu não acho, e acho que devemos reagir a eles.

Se somados aos homicídios, ultrapassamos os 100 mil brasileiros que morrem de forma violenta a cada ano.

Isso é uma tragédia, ou como dizia Stalin, apenas uma estatística?

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  • JEu

    Na realidade, isso tudo só faz destacar uma característica, um atavismo psicológico, um traço da personalidade do povo tupiniquim: o brasileiro é avesso a qualquer norma que lhe indique como deve se comportar (estou aqui falando das convenções sociais, das normas de trânsito, dos bons costumes e, até, do respeito a todo tipo de “fila”, seja onde for, pois queremos dar um “jeitinho” de sermos atendidos primeiro e isso sem falar em não querer seguir a “organização” das filas onde tem as “marcações” nos pisos em agências bancárias, dos correios, de loterias,etc …) e isto também explica porque tem tantas pessoas contra os tais pardais… e ainda “achamos” que estamos certos, e ai de quem disser o contrário… esta é a “educação” que adquirimos…

  • Há Lagoas

    Triste “estatística”!

  • Esperança por dias melhores

    Essa tragédia que se alastra num estado tão pequeno como de alagoas é exatamente como o dito: encarado como parte da paisagem nacional, que muitos consideram imutável.Em todas as esferas(saúde educação, trânsito, segurança…)cada dia pior.Os pobres são as vitimas da iniqüidade dos governantes completamente alheios ao sofrimento da população que só sabem corroer como cupins insaciáveis o erário publico.Pra quê melhorar os índices se é nos desastres que vem mais verbas?

  • Januário

    Estado sem lei e sem noção.Governador/Prefeito que vivem de balela. Enquanto o povo padece de misericordia.Governador que resolve tudo e não resolve nada, enquanto o prefeito chama um ato dos servidores de vandalismo e que diz que a saude tem sistema para diagnostico precoce de pacientes com cancer.(balela)só negociatas a parte (Divisão de bens)Você vai num posto de saude do bairro e o medico passa o exame,quando vc marca no cora a requisição sai no nome de outro medico que nem atende no posto. SE JUNTAR OS DOIS GOVERNADOR/PREFEITO não dá um.

    • Estatística 100%

      Pode aguardar que quando esse sistema estiver funcionando toda a população de Maceió vai ser diagnosticada com câncer até os defuntos vão entrar na lista dos exames para diagnóstico precoce. Os tais hospitais só atendem os que já estão com a doença e muitos morrendo através da justiça. O governador vai ter que construir um hospital só para o câncer ou quem sabe uma clínica só pra fazer esses exames rápidos e de qualidade.

  • Luiz Antônio

    A solução é informação e educação, o brasileiro honesto não aguenta mais multas e impostos que todos sabemos o destino por culpa da fiscalização ineficiente, espero que o artigo não esteja sugerindo subliminarmente que a solução seja a volta dos maliciosos “pardais”, ilegais e ineficazes!

    • J G de ARAUJO JORGE

      CONCORDO COM O LUIZ ANTONIO, A QUESTÃO É EDUCAÇÃO, POIS MULTAS E BLABLABLÁ NINGUÉM AGUENTA MAIS, AO MENOS QUEM PROCURA ANDAR NA LEI.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    ERRATA AO ANTERIOR
    Nos dois links abaixo, há estudos e dados estatísticos demonstrativos e comparativos sobre a violência letal intencional contra pessoas humanas – CVLICPH (a sigla inventada para homicídios por eLLes) – que bem demonstram que “tragédia é a morte de um indivíduo a de milhares, apenas estatísticas”, conforme assestado por Josef Stálin, que imolou milhões de seres humanos, a ver:
    a) https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/com-10-das-armas-dos-eua-brasil-tem-taxa-de-homicidios-com-armas-de-fogo-5-vezes-maior-6zn5gstr2xtthjth8y77xsi67, e;
    b)https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/os-numeros-da-violencia-e-a-farsa-da-campanha-do-desarmamento/ – Ao ensejo, excertos do texto do segundo link acima, a saber:
    “Há uma média de 50 mil homicídios por ano no Brasil. Em números absolutos, é o país em que mais se mata (ao menos entre os que têm estatísticas mais ou menos confiáveis); está certamente no alto da tabela em números relativos. É uma carnificina! Não obstante, somos obrigados a ouvir essa conversinha mole de desarmamento e o ataque sistemático, às vezes acompanhado de uma verdadeira conspirata, contra aqueles que fazem um bom trabalho na área.
    O outro mito que foi por água abaixo é aquele que procura relacionar violência com pobreza ou estagnação da economia. O índice de homicídios explodiu no Nordeste, por exemplo, região que mais cresceu nos últimos anos. O fato de toda área violenta ser pobre não implica que toda área pobre seja violenta. Só é quando essa pobreza condiciona a omissão do poder público e a impunidade. O que desestimula a ação de bandido é o policiamento preventivo eficiente e o temor que o vagabundo tem de ser pego. Sem isso, se ele não tiver um revólver, esmaga a cabeça de sua vítima, se preciso, com uma bíblia. A síntese da tese do Ministério da Justiça poderia ser essa: desarmando cidadãos de bem, a violência cai!
    Anotem aí: enquanto o Ministério da Justiça estiver preso a essa ladainha que só reproduz a voz de algumas ONGs do miolo mole — algumas são parceiras objetivas do crime —, o Brasil continuará a matar 50 mil pessoas por ano, mais do que qualquer guerra. Ocorre que esse discurso é confortável. Com ele, José Eduardo Cardozo só precisa gastar alguns milhõezinhos com agências de publicidade.
    E, finalmente, um conselho aos petistas: em nome da segurança dos brasileiros, busquem aprender com a Polícia de São Paulo em vez de se meter em conspiratas para difamá-la”. (Sic.) – Sem destaque no original.
    O autor estava corretíssimo em seus prognósticos e diagnósticos, tanto é assim que, em 2016 e 2017, ultrapassamos os 60 e 62 mil mortos anuais, respectivamente. Inclusive, os números extrapolam os 700 mil mortos, em dez ou doze anos de desgovernos escarlates!
    Restariam e informar-nos, além desses óbitos no Trânsito e por CVLI, os óbitos causados pela má ou falta de assistência na área da Saúde, uma vez que foram fechados, desativados ou cancelados mais de 25 mil leitos, no último quinquênio, que o tal programa “mais médico; mais saúde”, não evitou, não tratou, nem medicou nem salvou, mas desviou mais de 75% dos salários, dos ditos “médicos cubanos” aviltados, espoliado e escravizados, para o democrático governo cubano!
    Abr
    *JG

  • DENNIS

    O AUMENTO NO NUMERO DE ACIDENTES DE TRANSITO TAMBEM E UM PROBLEMA DE SAUDE PUBLICA COM IMPACTO NOS HOSPITAIS,MORTES,INVALIDEZ,PAGTO SEGURO… EDUCACAO,CONCIENTIZACAO,PREVENCAO E FISCALIZACAO QUE TENHAM IMPACTOS POSITIVOS.

  • Abrahão Lincoln

    Sr. Ricardo Mota, fiz um comentário sobre a matéria acima e não foi postada, gostaria de saber o porque.

  • Abrahão Lincoln

    Lamentavelmente, é uma TRAGÉDIA.
    O trânsito é o espaço onde acontece o movimento de pessoas, de veículos e de animais. No trânsito, todos têm DIREITOS e DEVERES.
    Aproveito o espaço, para fazer um apelo aos motorista de Maceió, usem a LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO, e não usem celular no volante, pois já fui vítima de uma motorista fazendo uso do mesmo.
    Ricardo Mota, o que falta aos motoristas, é respeito a LEI DO AMOR e as LEIS DE TRÂNSITO.
    Só a EDUCAÇÃO liberta.
    Abraços:
    Abrahão Lincoln.