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Ninguém, nem na prefeitura nem entre os pedetistas, acredita que o ex-governador Ronaldo Lessa venha a disputar o governo do Estado, este ano.

Mas foi ele, mais uma vez, quem pediu um novo encontro com o prefeito Rui Palmeira para discutir o tema.

Tudo certo: será na próxima segunda-feira.

Fato é que a direção nacional do PDT continua pressionando o deputado alagoano a enfrentar Renan Filho nas urnas, embora tudo o que ele menos quer, agora, é correr o risco de ficar sem mandato – mais uma vez.

Mas talvez seja a possibilidade de ter mais chances de reeleição no grupo de oposição aos Calheiros que tenha levado Lessa a pedir uma nova reunião com Rui.

É bem verdade que ele passou a receber um novo tratamento do Palácio desde que a possibilidade de disputar o governo – o que é improvável – surgiu na mídia local.

O governador Renan Filho, que nem mais atendia aos telefonemas do pedetista, passou até a convidá-lo para eventos especiais do Palácio, aqueles a que só os “de casa’’ era dado o direito de estar presente.

Não por acaso, a mídia do governo tem insistido que Filho e Lessa estão cada vez mais “amigos de infância”. E Otávio Lessa, que tem um genro como secretário estadual, seja o mais enfático na defesa da atual aliança.

Só que ainda há problemas a resolver: no Chapão de federal dos Calheiros, Lessa é apenas o mais pobre e aquele que depende majoritariamente dos votos soltos, de opinião. Os demais têm condições objetivas de bancar – com sobras – a própria campanha e manter seus redutos bem alimentados.

Mais: o preferido dos Calheiros para a Câmara Federal é Isnaldo Bulhões, o único a disputar o cargo pelo MDB e para quem os Calheiros estão transferindo suas bases proporcionais.

Ainda: na disputa de estadual, os pedetistas – Judson Cabral, certamente; Inácio Loiola, não  – serão engolidos pelos demais integrantes do Chapão de Olavo Calheiros, que não admite que ninguém saia do seu controle.

Lessa não perde nada em manter a porta aberta com o prefeito Rui Palmeira, com quem tem conversado bem mais do que Renan pai e Renan Filho gostariam de ver.

Mas é aquela história: é melhor perder a eleição para governador do que para deputado federal.