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A manifestação a seguir não tem qualquer outra motivação que não um imperativo da minha consciência.

O vídeo que circula nas redes sociais – e está postado aqui neste sítio -, com um empresário comemorando a decisão do juiz Manoel Cavalcante, que cassou os pardais eletrônicos, é profundamente injusto com o magistrado.

Embora discorde veementemente da decisão dele, estou convencido de que foi tomada com base no que ele acredita ser a verdade legal.

Ainda que a vida real vá de encontro ao que foi decidido: precisamos de vigilância permanente, e é por isso que existem as leis. Estas, por sua vez, são puramente interpretativas – ou seja: o que foi dito agora pode ser desdito ou redito, a depender da hermenêutica de quem analisa (cada um tem a sua).

O “valeu, juiz” soa profundamente injusto com uma decisão tão séria e com consequências, por ora, imprevisíveis.

O juiz Manoel Cavalcante, no entanto, não resolveu cassar os pardais, determinando a sua retirada imediata, para alívio de quem comete irregularidades e desrespeita as leis e normas do trânsito.

Imagino que quer botar ordem na casa – seja lá o que significar isso.

Mas a reação exposta nas manifestações as mais variadas – nas redes sociais, principalmente – são bem um retrato do tanto de hipocrisia de uma parcela da sociedade, que xinga os políticos corruptos mas se acha no direito de dar um jeitinho que não cumprir a lei.

Num caso como o de agora, a comemoração pode ser justificável, na ótica dos festivos festeiros.

Por exemplo: certa autoridade, contam os do meio em que ele atua com muita “dureza”, se livrou agora de 23 multas por excesso de velocidade Um pouco menos, pelo dito, do que o empresário que “tinha mais multa do que o valor do carro”).

A culpa?

Dos pardais, é claro.