Mudança no TSE pode dificultar candidatura de deputados alagoanos condenados pelo TJ
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Foi ontem que a Operação Taturana, a maior e mais importante que a Polícia Federal já realizou em Alagoas, completou dez anos.

Talvez porque as consequências para os dezesseis deputados e ex-deputados indiciados no desvio de mais de R$ 300 milhões sejam inexpressivas, ninguém – nem mesmo nós, da imprensa – registrou a data.

Se o esquema de então, elucidado pelo delegado Janderlyer Gomes, mudou para continuar o mesmo, só os parlamentares puderem fazer festa e folia para comemorar a já tão marcante impunidade.

É verdade que já foi julgada no primeiro grau e no TJ a principal ação de improbidade: nove deputados e ex-deputados foram condenados pelo esquema de desvio do dinheiro público. Mas todos estão convencidos de que nada há de impedi-los de disputar – e ganhar – o voto do eleitorado local.

No mais, o foro privilegiado levou para o STF e para o STJ, lá em Brasília, alguns dos principais personagens  que a PF apontou como beneficiários do dinheiro pertencente ao povo alagoano.

Um ex-deputado está preso, Celso Luiz, mas não pela Taturana; outro acusado morreu na semana passada, Cícero Ferro, sem que pudesse – se fosse o caso – provar sua inocência.

Recentemente, a Polícia Federal deu início a outra Operação – Sururugate ou Taturaninha – na Casa de Tavares Bastos.

De couro grosso, os envolvidos de agora dão de ombros para os homens da lei.

A convicção que formularam tem base na realidade: se o que era mais não pôde com eles, o que é menos não haverá de atingi-los.

(O delegado Janderlyer Gomes já sabia, lamentando, o que iria acontecer quando saiu de Alagoas.)

Veja a relação dos denunciados pelo MP em Ação por Improbidade:

– Cícero Almeida

– Paulão

– Maria José Viana

– Celso Luiz

– Arthur Lira

– Cícero Ferro

– Nelito Gomes de Barros

– Cícero Amélio

– Dudu Albuquerque

– Antônio Albuquerque

– João Beltrão

– Isnaldo Bulhões Júnior

– Gilberto Gonçalves

– Alves Correia

– Adalberto Cavalcante

– Gervásio Raimundo

Além deles, o MP incluiu o atual prefeito de Roteiro, Fábio Jatobá, que foi diretor da Assembléia Legislativa,