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É claro que a sentença condenatória contra os taturanas de 2007 – há os de 2017 – traz uma simbologia importante, até para mostrar que há no Judiciário alagoano magistrados dispostos a enfrentar autoridades locais, alguns com forte poder de fogo.

Os condenados de agora – Isnaldo Bulhões Júnior, Cícero Ferro, Dudu Albuquerque, Gervásio Raimundo, Alves Correia e Gilberto Gonçalves – devem ter tanta preocupação com a decisão da Justiça Estadual do primeiro grau quanto o senador Renan Calheiros em relação à sentença da Justiça Federal de Brasília, na semana passada.

A chamada “efetividade da Justiça”, neste e em tantos outros casos, ainda vai demorar muito a se concretizar – se é que vai acontecer um dia.

Por enquanto, basta passar uma pomadinha que nem a marca do arranhão fica.

A lembrar: outros taturanas já foram condenados pelo juízo de segundo grau de Alagoas – o TJ – no ano passado. São eles: Celso Luiz, Arthur Lira, João Beltrão, Nelito Gomes de Barros, Cícero Amélio, Paulão, Adalberto Cavalcante, Maria José Viana e Cícero Almeida.

E daí?

Nem ao menos – assim como Calheiros – serão proibidos de disputar as eleições de 2018. Estamos falando de onze anos entre o crime e o protocastigo.

A condenação é por improbidade e só trará alguma consequência prática quando transitada em julgado.

É algo mais ou menos assim: você acha que corrupção é um crime hediondo, que mata centenas de milhares de brasileiros?

Não é você quem faz as leis, é verdade; mas é você quem escolhe quem deve fazê-las.

Para não esquecer por ser relevante: os juízes que integram o grupo Alberto Jorge Correia de Barros Lima, André Avancini, Antônio Rafael Wanderley Casado da Silva, Carlos Alberto Mendonça Canuto, Carlos Aley Santos de Melo e Sandra Janine Wanderley Cavalcante Maia.