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O curso feito pelo superintendente da SMTT, Antônio Moura, nos Estados Unidos, ainda que com a chancela da legalidade – esta coisa tão relativa no Brasil –, me parece mais uma iniciativa que foge totalmente ao que deve se exigir de um gestor público: sensatez.

O tal curso – de gestão e liderança -, uma parceria da FGV com a Universidade de Ohio, teve um custo de quase R$ 18 mil. E não pode ser entendido como uma coisa sem importância, um factoide político – porque não é.

Os tempos são de crise, e ainda que assim não fosse, não parece haver justificativa madura e convincente para tal gasto por parte da SMTT, mesmo  que não seja uma “ilegalidade”, como acentua o beneficiário.

É importante ressaltar que a SMTT vem sendo alvo de várias críticas por conta da ampliação da fiscalização eletrônica – os pardais – uma necessidade para um trânsito caótico e violento, um avanço civilitório.

Inevitável, me parece, que o contribuinte relacione a arrecadação proporcionada pelos equipamentos com o pagamento do tal curso  com “preço de mercado”-, que pode e deve ser pago pelas empresas privadas que têm recursos para tanto – para os empregados delas.

O serviço público, em qualquer nível, vive momentos de dificuldades visíveis e necessita estabelecer prioridades para “toda a população” – não para os dirigentes de órgãos em quaisquer áreas do Estado.

Em tempo: o superintendente da SMTT, retornando contato telefônico feito pelo blog, defendeu a legalidade da operação – a realização e pagamento do curso-, mas disse que vai devolver aos cofres públicos o dinheiro pago pela SMTT.

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