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Ainda que não festejem publicamente, os três senadores de Alagoas saíram ganhando com a decisão do STF no caso Aécio Neves.

Concretamente: o senador tucano fica no cargo até que perca o mandato. Até lá, sabe-se, ele não será julgado e/ou condenado pelos ministros do Supremo.

O caso da representação de Alagoas no Senado é muito particular: os três, em tese, deveriam ser afastados dos mandatos – como muito bem pontuou o ministro Gilmar Mendes -, se o STF mantivesse a decisão sobre Aécio, o senador que virou pó.

É lembrar: Renan é réu no Supremo, pelo caso Mendes Júnior (de 2007!), desde dezembro do ano passado; Collor virou réu na Lava-Jato, em agosto último – e chegou a ser citado pelo ministro Gilmar, na sessão de quarta-feira; e Biu de Lira foi denunciado pela PGR ao Supremo desde setembro de 2015.

Ou seja: o STF recuou, mas poderia ter feito o inverso, ou muito pelo contrário, ou, ainda, poderia ter mudado a decisão que teria tomado em caso de acórdão diferente.

Está claro, não?

Se não, a boa nova para os senadores alagoanos – e não só eles – é que tudo fica como está.

Pelo menos enquanto nós formos do jeito que somos.