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Os fatos vão confirmando uma verdade inescapável: a polícia trabalha, talvez como nunca, mas não consegue resolver um problema crônico e algo cultural em Alagoas: a violência contra a vida.

Depois de obter um resultado importante em julho na redução do número de assassinatos – 111, o melhor resultado desde 2012 -, a violência voltou a crescer de forma impressionante.

De acordo com as estatísticas, seriíssimas, da Secretaria de Segurança, aconteceram em agosto nada menos do que 161 assassinatos em todo o estado – 50 a mais do que no mês passado.

No acumulado do ano, o aumento também é significativo: já são 1.302 mortes até agosto; foram 1.236 em 2016, nos oitos primeiros meses.

Num comparativo só com o mês de agosto, em 2015 foram 134 assassinatos; em 2016, 145.

Na média do ano, até agora, aconteceram 5,25 mortes por dia, em Alagoas, contra 5,13, no ano passado.

A questão é objetiva: a polícia consegue conter o crescimento da violência a patamares que poderiam tornar a vida do alagoano insuportável.

Mas ela tua exatamente nas consequências do quadro social e de demandas frustradas da população por serviços públicos – e não só – nas áreas estratégicas.

Sem avanços na Educação, na Saúde, na ocupação saudável de crianças e adolescentes, na melhor distribuição de renda, geração de empregos – só para citar algumas das principais carências – o peso vai continuar caindo nos ombros dos profissionais da Segurança Pública.

E não é assim que se constrói uma sociedade em paz.