Uma das eleições mais complicadas de Alagoas, com ameaças de violência, para dizer o mínimo, a disputa no Pilar ganhou um fato inusitado.

Atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral, o juiz Sandro Augusto proibiu a reabertura do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, do município, que está fechado há pelo menos sete meses.

Eis o busílis: segundo apurou o promotor Jorge Dórea, a inauguração poderia até ter impacto na eleição, mas o hospital não tem condições de funcionamento.

Na decisão liminar, o magistrado afirma que a própria provedora do Hospital Nossa Senhora de Lourdes garantiu que o prédio onde funciona a unidade de Saúde “tem problemas estruturais”, inclusive na parte elétrica, e ainda enfrenta a pendência na “liberação de projeto contra incêndio e pânico”.

Tem mais: não há médicos, nem medicamentos, e se fosse aberto a direção do hospital “não teria como manter as atividades”.

A explicação: o novo convênio firmado com a Secretaria Estadual de Saúde, no valor de R$ 420 mil, só entrará em vigor a partir de janeiro de 2017.

Campanha

O magistrado explicou que adoção da medida – válida até a conclusão do pleito – se fez necessária por que o anúncio da reinauguração da unidade hospitalar vinha sendo usada como propaganda eleitoral do prefeito e candidato à reeleição Carlos Alberto Canuto.

A sentença faz referência ao “princípio da igualdade entre os candidatos”. A reinauguração aconteceria hoje com a presença do governador Renan Filho.

Fica, por óbvio, o desafio à atual gestão municipal: se há condições de funcionamento, com médicos e estrutura adequada, o Hospital Nossa Senhora de Lourdes pode ser reinaugurado na próxima segunda-feira.

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