O deputado Maurício Quintella Lessa, do PR, soube fazer a hora como nenhum outro parlamentar de Alagoas na Câmara Federal, recentemente.

Ao renunciar à liderança do seu partido na Casa, antes da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma, ele “abriu mão”, também, de cargos importantes na máquina pública federal, no mesmo processo de esquartejamento que o vice-presidente já iniciou.

É bem verdade: Temer ainda não recebeu o produto que vai comercializar, mas o açougue já está com as portas abertas, sempre em nome da “governabilidade”.

Eis que (re) aparece, então, o deputado Maurício Quintella Lessa como um sério candidato ao Ministério dos Transportes, ou, num plano inferior, à liderança do “futuro” governo na Câmara Federal.

Vai, portanto, de pato a ganso (não o espetacular meia do São Paulo).

Todo o esquema da “governabilidade” no Brasil, que deu no que deu, é montado não em cima de um programa de governo, com objetivos claros, metas a cumprir, nada disso: tudo acontece na entrega para consumo próprio e do entorno de um pedaço do farto animal que vive e morre no abatedouro.

Quem pode mais leva as partes nobres do boi (sem qualquer referência ao pasto local); quem pode menos leva carnes mais duras, porém aproveitáveis.

Para nós: o casco, a orelha, os olhos etc.

(Pode ajudar na sopa).

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