A questão é mais complicada do que parecia.

Ontem à noite, o blog ouviu três parlamentares sobre a “Escola Livre”, do deputado Nezinho, o preferido do vice-governador e secretário Luciano Barbosa.

A pergunta foi sempre a mesma: o que os deputados votaram na sessão que derrubou o veto de Renan Filho ao projeto do parlamentar barbosista?

Resumo da ópera: a partir de hoje, a Casa de Tavares Bastos vai fazer uma investigação sobre a tramitação da matéria desde a sua origem, no ano passado.

O objetivo é saber o que eles não sabem: se constam ou não os tais anexos, a polêmica das polêmicas, que colocam o deputado Nezinho como o mentor da “Revolução na Educação”, prometida por Renan Filho.

Não, gente, não há consenso sobre isso.

A expectativa é de que até sexta-feira a matéria seja publica na sua versão final.

O consenso que existe é outro: a questão será inevitavelmente judicializada.

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"Escola Livre": Rodrigo Cunha diz que Assembleia não sabe o que votou
  • Analisador

    Tudo combinado com o palácio. Mas a ingenuidade política foi tão grande que eles, ao menos, deveriam ter mandado o tio do governador, Olavo Calheiros, votar contra o Escola Livre para não ficar evidente a armação. Enfim, Escola Livre é sim modelo de educação de Renan Filho.

  • carlos

    o revolucionário da educação dep.Nezinho,deve está surpreso não pelo projeto que ele nem sabe explicar,como vai funcionar e nem aonde vai chegar.O dep.está mais conhecido pelo o que não sabe e na realidade o povo gostaria até de saber o que o parlamentar faz.

  • Frederico Farias

    É isso aí, estamos diante de um novo conjunto de ideias, práticas e, eventualmente, tendências: o “barbosismo”.
    Olha, em alusão a Luciano Papão, melhor seria “papãonismo”.

  • Rodrigo

    A liberdade do professor de opinião como cidadão é garantido constitucionalmente, assim como a dos alunos.
    Muitos professores utilizam de sua posição em sala de aula para ditar o que ele considera ser a ideologia certa, muitas vezes constrangendo o aluno de corrente diferente.
    Na verdade a mordaça era nos alunos, a lei garante o livre pensamento. Quem a critica não leu seu texto ou está mal intencionado.
    Como exemplo, no ensino religioso, geralmente, os professores tendem a proferir aulas da religião que segue. Ou seja, se for um evangélico, pobre do aluno que disser que segue religiões de matriz africana. Pior se disser que é ateu: “Falta Deus no seu coração”. Quantos alunos foram constrangidos a concordar com a ideologia do professor para não ser perseguido. E isso não só acontece na religião, parte também para ideologia política e de gênero: Vá um aluno dizer para um professor socialista que é a favor do capitalismo… Vai ser motivo de chacota, piadinhas e perseguição.
    Na verdade a lei garante que os alunos terão o direito de conhecer as correntes ideológicas e fazer seu próprio juízo de valor.

  • Há Lagoas

    Cabe ao professor indicar caminhos e tecer considerações, a escolha é tão somente do aluno. O respeito mútuo entre o que ensina e aquele que absorve informação é o alicerce para a boa convivência.
    O polemico projeto não teria necessidade se nossa sociedade soubesse respeitar a opinião divergente.
    Em tempo: com um dos piores índices de alfabetização e evasão escolar, não vejo o mesmo ímpeto de sindicatos e professores em mudar esta triste realidade, e não me diga que isso é culpa apenas do estado, pois existe – por incrível que pareça – escolas com o mínimo de infraestrutura, mas com professores aguerridos e excelente notas no Ideb. Piauí que o diga!

  • Joao Paulo

    Depois do Deputado Eduardo Cunha, nenhum parlamentar brasileiro parece mais respeitar a opinião pública. Sinceramente!

  • Ricardo

    Tudo na vida corre para evoluir para o bem de todos, e não regredir. A regressão podia ser crime em nosso país!!!! Não???!?!?!? “Coisas fúteis viram crime no Brasil”, Esses caras do colarinho não tem o quê fazer,não!!!!!!???

  • Facista

    A partir de agora, todo aluno que não quiser estudar, basta dizer que a opinião do professor diverge da dele. Demiti-se o professor.
    A questão da questão da questão é que uma pequena grande parte, bem pequena vai fazer a maior campanha de oposição depois de Bossonaro.

  • Mário de Andrade

    A progressista Alagoas avança seguindo seu líder Bolsonaro.