Os governadores reunidos ontem no Congresso Nacional apontam o mesmo problema: falta de dinheiro.

O ministro Joaquim Levy foi contratado pelo Palácio do Planalto para fazer exatamente o que faz com primor: tirar de quem já não tem, e os governadores dos estados mais pobres então entre as vítimas das maldades urdidas pela presidência e arredores.

Cumprindo “com louvor” o seu papel de presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros comandou a reunião em que o Filho sentou à mesa principal. Uma deferência especial, mas também um recado para a presidente Dilma Rousseff, que rejeitou o garoto.

A crise entre Calheiros e o governo pode resultar em algo importante para o país, não deixando que o fisiologismo e a “governabilidade” oportunista comandem a pauta do Legislativo.

Em discussão, um novo pacto federativo, que democratize os recursos hoje concentrados nas mãos da União.

Ficou claro: para conseguir seus objetivos, Levy e subordinados pintam e bordam. Por exemplo: o governo já represou R$ 7 bilhões de recursos que seriam destinados à Saúde – por lei – a estados e municípios. E mais: já embolsou R$ 2 bilhões da Lei Kandir, que seriam distribuídos com as várias unidades da Federação.

A sugestão: criminalizar esse contingenciamento forçado e ilegal.

Bingo!

Esta é uma das propostas do pacote que irá compor a proposta de um novo pacto federativo.

É claro que as necessidades e interesses de São Paulo são diferentes dos de Alagoas. Mas que os governadores se unam em torno daquilo que é consensual e que o Congresso, Renan Calheiros à frente, assuma um projeto nacional que dê mais a quem tem menos.

Mesmo que seja só em nome do Filho.

Se depender da turma do Planalto, está claro, tem mais ajuste fiscal nos olhos dos “outros” – que não eles.

Em tempo

Retornando à vida, o senador José Serra propôs que o sistema financeiro – os bancos – pague a sua parte na conta.

Coragem, gente, coragem. Eis um caminho que precisa ser aberto.

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  • Diogo Meurer

    ricardo, sei que meu comentário não é sobre o seu post, mas estou usando esse espaço para dar uma sugestão…pq a rádio não disponibiliza seu programa no formato de podcast? Assim, podemos baixá-lo para escutar posteriormente.

    Abraço

  • ARTUR

    Ricardo, pelo que estou vendo o Renan esta se tornando o ¨maior¨ orientador e estrategista de se fazer política no mundo da malandragem, pelo andar da carruagem, será mais importante na história política que Getúlio Vargas. Já aprontou tantas e continua por cima da carniça. ESTAMOS FERRADOS e não duvido que chegará a Presidente da República. DUVIDA?

  • carlos

    Renan Filho,é bom de papo.Já tem gente dizendo que o gov.sonha longe e tem uma imagem parecido com Collor,bom de bico e zero em ação.Dilma e Lula,que se cuidem.Com o apoio do pai,reuniu os governadores do Brasil,com uma pauta factível.Os servidores públicos vão comer fogo,só vai dá aumento a polícia e alimentar bem o BOPE,para garantir a sua segurança….

  • João Alves

    Gostei da proposta do leitor acima, de ampliar as formas de ouvir seu programa Ricardo Mota.
    Acho que o nobre blogue iro deveria investir mais em tecnologia e modernidade para alcançar ainda mais o público jovem. Afinal, com programas assim também temos uma politização o que ajuda a melhorar a consciência sobre o sistema.
    Hoje, em tempos de redes sociais, fica muito limitado se prender a apenas um blog escrito.
    Conte com nossa audiência.

  • carlos

    Governador Renan Filho,quando mesmo que o sr.vai assumir,pra valer os rumos do estado.Os velhinhos pobres e doentes precisam da sopa,que o está no seu pacote de contenção de despesa.Sai do palanque governador.

  • Edson Filho

    Um presidente do senado indiciado na Lavajato, não deveria afastar-se do cargo? E o serra? Será o mesmo que comandou à propina na venda das estatais entre 1995 e 2002 ( desgoverno fhc), conforme o Livro “A Privataria Tucana”, do conhecido jornalista investigador Amaury Ribeiro Jr.?

  • Edinaldo Afonso Marques de Mélo

    “Dar mais a quem tem menos” num novo pacto federativo deve ser o caminho. Democratizar recursos hoje concentrados nas mãos da União poderá reduzir a distância entre Estados mais ricos e mais pobre da federação. Mas, se não ADMINISTRAREM esses recursos com EFICÁCIA – dentro de um planejamento estratégico e usando sistemas de gestão modernos, com seriedade, pouco adiantará. Os 2 grandes problemas no Brasil são o político e o administrativo. Fazer alguma coisa não significa administrar com excelência. São obras que se acabam bem antes do tempo de vida útil previsto, equipamentos sem manutenção, desperdícios e mais desperdícios.

  • JEu

    Que seja em nome do pai, do filho ou do espírito santo, alguma tem que ser feita em favor dos estados, principalmente os mais pobres. Já chega do PT ficar por aí cantando de galo o tempo todo. Minha esperança é que a lava-jato chegue aos mentores do petrolão: Lula e Dilma…

  • carlos

    A primeira impressão é muito valioso,para quem pretende seguir com uma carreira política.141,dias de Renan Filho,no governo.Pisando na bola,com os fornecedores deixando estes desesperado,no transporte escolar outro desastre,na saúde,falta medição,os hospitais alimentação insuficiente e péssimo,nos programas sociais cortou a sopa dos pobres e doêntes,na segurança está pontuando apesar dos abusos dos maus policiais principalmente do BOPO,com suas abordagens gossas e violenta.Com os servidores,amarelou e não teve uma decisão política e humanizada para conceder 6.4%,para tentar atenuar a miséria dos trabalhadores públicos.Porem, o discurso continua apesar das eleições ter acabado em outubro.Cuidado e às palavras tem quer ter sintônia com às ações.Se pegar o nome mentiroso fica difícil,tirar essa impressão….Acorda,projeto político.

  • Momento de Reflexão

    ANTE A MOCIDADE (I)

    Mocidade é força. Se esta não recebe direção, converte-se em agressividade e desastre.
    Mocidade é vida. Se não é conduzida com sabedoria, transforma-se em destruição e morte.
    Mocidade é oportunidade. Se, no entanto, escasseia experiência, ei-la perdida.
    Mocidade é esperança. Mal aplicada, constitui alucinação e queda.
    Mocidade é promessa. Quando não aproveitada utilmente faz-se desengano e remorso.
    Mocidade é encantamento. Utilizada em exagero, esvai-se, gerando pesadelos e amarguras.
    Mocidade é sede de conhecer, tentar, sentir. Graças à pressa injustificável, produz decepção, ruína, intoxicação do corpo e exaustão antecipada da alma.
    Mocidade é festa. O prazer, entretanto, satura sem saciar, perverte sem acalmar.
    Mocidade é vigor. No entanto, só a sabedoria pode conduzir a vitalidade sem o perigo iminente do desânimo e da fraqueza.
    A juventude do corpo é preparação para os labores da “idade da razão”.

    Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
    Livro: Sementes de Vida Eterna (extrato) – Ed. LEAL

  • Antoni Caxeiro

    A realidade é que os recursos usados pela União têm mais possibilidade de chegarem a população do que através do Estados e Municípios, principalmente em Alagoas. Mas como a hipocrisia é grande por aqui, continuem comentando sobre o “sofrimento” dos nossos santinhos para administrarem o Estado e nossas cidades.

  • BEL

    O MINISTRO JOAQUIM LEVIR ACABOU COM A MOLEZA. PORISSO ESTÁ ESSA CHORADEIRA. kkkkkkkkkkkkk

  • Rogério Celestino

    É o fim da picada, Renan Calheiros ser exemplo de salvação para o Brasil, pelo amor de Deus quando é que Alagoas vai se livrar destes políticos que a décadas estão no poder e só fazem aumentar a conta bancária e miséria do povo, ACORDA ALAGOAS, a culpa da pobreza franciscana de Alagoas é do povo que insiste em manter estes CORONÉIS NA POLÍTICA.

  • Rodrigo Carvalho

    Ja estamos visualizando pTistas preocupados com a próxima eleição para presidência da republica, quando o assunto abordado é outro.
    um aviso aos “companheiros”, para que ele venha a ser presidente da republica um dia, se isso realmente acontecer, ele vai ter que fazer um excelente trabalho primeiramente como governador no estado de Alagoas, e Deus queira que sim! pois estamos cansados de ser alvo de criticas e lembrados como a escoria do país… Salve Renan Filho, povo alagoano conta com sua força !

  • carlos

    Dê mais a quem tem menos.Renan Filho,governador,vai na contra mão, deu mais para o Poder Legislativo,Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas e nada para o servidor Público!

  • Paulo

    Gente o que me chama atenção é que quando a torneira vivia aberta o Brasil por mais pobre que falam, não vivia nessa crise financeira que estamos passando hoje, depois que fecharam a torneira o Brasil virou pelo averso, gente será que realmente é falta de dinheiro? ou os coitadinho que estão ocupando as cadeiras não tem competência para administrar o pais; gente na hora de votar pense e repense, mais do jeito que anda o nosso país ficamos atados sem saber realmente em quem votar, por falta de opção…

  • Há Lagoas

    Em nome do Filho
    Pelo Filho,
    Com o Filho,
    E por ele, apenas ele, Alagoas pode ganhar alguma migalha que saia de seu projeto de governo!
    Finalmente o clã Calheiros fará algo por Alagoas, mesmo que isso não seja seu objetivo primário.

  • Silva

    O Renan tá fazendo igual a Luiza Helena, na hora de ajudar o estado faz questão de brigar e se afastar do governo.

  • silva

    Ai que saudade do vilela, que mesmo sendo do psdb, tinha acesso livre ao palacio do planalto e a presidenta, conseguia tudo para nosso estado, o presidente do senado e aliado da presidente, esta dando uma de heloisa, brigando direto com o cofre, estamos ferrados

  • Cicero Carlos Lins Silva

    Ricardo, sou um trabalhador do setor canavieiro, quero neste espaço compartilhar com você a situação dos fornecedores de cana, os mesmos fornecem a matéria prima, as usinas recebem esta matéria e a transforma em açúcar, álcool, energia, transformando em dinheiro, e não paga aos fornecedores. Muitos estão passando dificuldade, como vendendo o que construiu(casa, carro, trator) para conseguir o dinheiro da feira, e as usinas não deixam de comprar outras usinas, e o fornecedor não tem o direito de reclamar, se reclamar as poucas usina que tem não recebem a sua produção. os estados vizinhos como Pernambuco e Sergipe, com áreas acidentadas conseguem pagar os fornecedores, porque Alagoas não? Por ser uma representação com um percentual de 70% da economia alagoana, o governo estadual pode tem poder de influência para interceder em favor da classe dependente? Porque a Asplana fica de braços cruzados diante de seus colaboradores que são os fornecedores de cana? Voce pode nos ajudar?