Por telefone, do seu escritório em São Paulo, o empresário Germán Efromovich dispara:

-Eu sou teimoso e nunca joguei a tolha.

Depois de uma reunião, hoje, que durou duas horas e meia, com o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário Luiz Otávio Gomes, o dono do Grupo Synergy se mostra otimista, mas não esconde a sua contrariedade:

– Nós levamos quatro anos para conseguir o que no resto do mundo se resolve em cinquenta dias.

O empresário se refere à licença prévia, finalmente concedida pelo Ibama, para a instalação do Estaleiro Eisa em Coruripe.

Vale lembrar que este tempo – cinquenta dias – foi o que o mesmo Ibama precisou para liberar a implantação de um estaleiro em uma APA (Área de Proteção Ambiental), na Bahia.

Por que a demora no caso de Alagoas?

– Você não sabe um terço do que aconteceu. Mas não será por conta de intimidação que o Eisa deixará de ser construído em Alagoas. Em janeiro do próximo ano, as máquinas já vão começar o trabalho de movimentação da terra, para o início das obras.

Gérman Efromovich garante que já investiu R$ 5 milhões em estudos técnicos, análises e projeto para o Eisa Alagoas. Embora alertando que “a licença prévia é o primeiro passo fundamental”, o que falta agora são questões de ordem burocrática:

– Estamos concluindo o projeto definitivo em 60 dias. Aguardamos que no mesmo prazo obtenhamos a licença definitiva para o estaleiro. Acredito que entre o Natal e o Ano Novo estaremos em Alagoas anunciando formalmente o empreendimento.

Vilela

O governador também resolveu falar sobre a reunião de hoje: “Definimos as questões principais. Lutamos não só contra a má vontade de algumas pessoas, mas também, às vezes, contra algumas instituições”.

Assim, sem citar nomes, Vilela assegura que “só o Grupo Synergy entrega atualmente navios a Petrobras, no Brasil. São dois por ano. A empresa está importando de outros países, o que termina ajudando no empreendimento em Alagoas”.

Resta saber se vão deixar.

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  • WAL

    O problema não está no empresário e sim na turma de sangue suga alagoanos…quem ?

  • sócrates

    É impressionante o tratamento dados ao Estado de Alagoas com relação à liberação de empresas que aqui pretendem se instalar. Se for para evitar a destruição de matas, vamos ter de ir morar na Lua ou em outra planeta sem vida. Porque em todo lugar há desmatamento. Se vocês forem verificar a pequena Ipojuca, pelas barbas do profeta, desmataram tudo, também o ex-presidente é Pernambu….. Deixa de lado. Vamos lutar para que venham mais empresas. Para gerar empregos, tirar o povo da rua e ir trabalhar. Vocês vão ver como vai cair a violência e a criminalidade de maneira geral e real.
    E disso que Alagoas, também, precisa.
    EMPRESAS, empregos, renda. Nós já estávamos desacreditados, e sinceramente, o dono do Estaleiro Eisa, deve se Alagoano, porque esse 4 anos de luta, só mostram a capacidade e a tranquilidade, sem falar na confiança que ele depositou em nós Alagoanos. Muito obrigado, Sr. Germán Efromovich.

  • Há Lagoas

    Seu ceticismo se deve em grande parte por toda a sua vivência no jornalismo. Por isso não estranhei seu silencio durante todos estes meses… Contudo, mesmo com as atuais conjecturas, ainda precisamos enxergar um alento para além do horizonte. O estaleiro pode se tornar uma realidade, e para isso é mister termos o apoio da bancada alagoana no Congresso.
    Em uma democracia, não existe desenvolvimento sem união política em prol de um ideal. Se pensarmos em Alagoas, venceremos toda a oposição contrária!
    A pergunta é: quem se dispõe a lutar por Alagoas em detrimento de suas conveniências políticas, ou planos pessoais egoístas?

  • Gregório de Matos

    Há aproximadamente quatro anos um determinado sindicato da indústria pesada postou alguns adesivos onde se dizia: “Três CONTRA um milhão”. É evidente que o citado adesivo, fazia alusão aos TRÊS MAIORES INIMIGOS DO ESTADO, que, naquele momento, não queriam em hipótese alguma que o mega investimento prosperasse, pois traria dividendos político-eleitorais ao governo do Téo Vilela. As tais FIGURINHAS CARIMBADAS da política alagoana são: RENAN, COLLOR e LESSA. Isso é preciso ser dito aos quatro cantos.

  • Rosita Cardoso Silva

    As coisas acontecem aqui em alagoas, sempre cercadas de grande mistério. Agora é o dono do filho bastardo denunciando ter sido intimidado. Já estou cansada de ouvir as pessoas ficarem dando voltas e evitando dar nome aos bois. Agora eu passo a não acreditar nessas histórias.

  • Júlio cesar

    Renan Calheiros não quer que esse estaleiro saia do papel ao menos no governo de Téo vilela.

  • JEu

    Eu acho que esse empresário German deveria ser agraciado com o título de cidadão alagoano, mesmo que isso não tenha importância para ele, pois ele é mais alagoano que muitos que se dizem sê-lo e têm os benefícios do povo alagoano, principalmente os que ocupam cargos políticos. A grande maioria só quer saber de suas vantagens e o povo que se lixe, pois se houvesse união nas bancadas estadual e federal de alagoas, o projeto já teria se concretizado há muito tempo… Que vergonha….

  • Francisco Rosas

    Caro Ricardo, pobre Alagoas essa é uma terra de ninguém condenada a permanecer sub-desenvolvida até o dia em que políticos como Collor, Lessa, Renan, Théo, e toda essa bancada de deputados estaduais e federais sejam definitivamente BANIDOS do cenário político. Prego o VOTO em quem nunca teve mandato para vê se ainda existe esperança de termos mandatários realmente comprometidos com o bem estar social dos alagoanos.

  • M. Santos

    Ricardo, no final da reportagem você escreveu: “resta saber se vão deixar”.
    Os alagoanos precisam saber quem está atrapalhando a vinda do EISA. Ficam jogando aos quatro cantos suposições, mas sem aparecer um homem de verdade para dizer quem são os bandidos que estão contra o projeto. Ou será que não existe? será apenas um jogo? não pode existir estado pior que esse. Deus nos ajude

  • Zu Guimarãea

    Há 15 dias o governo alagoano garantiu que as obras do estaleiro começariam em outubro próximo. Agora o empresário fala em janeiro de 2014.

    Amo Alagoas, quero o melhor para meu estado e seu povo, mas sou contra o estaleiro que enriquecerá alguns poucos e trará péssimas consequências ao meio ambiente e sérios problemas sociais para a cidade de Coruripe.

  • Boy

    Esse estaleiro é igual ao VLT do Biu. Só serve pra enganar besta nas eleições…Pobre Alagoas!

  • Odete de Campos

    Espero que esse porto nao seja construido da mesma forma como foi o de Pernambuco, que agora atrai um monte de tubaroes para se alimentar dos turistas que frenquentam a praia principal da Capital!

  • jeconias justino

    Infelizmente dependemos da classe política, tudo passa pela política, não política no sentido real da palavra-arte de bem governar. A instalação do estaleiro está muito ligada a isso, pois tanto quem é a favor da instalação têm interesses políticos, como quem é contra, e nós sabemos sim quem são ambos os lados.

  • Edmilson

    É inacreditável que um grupo de pessoas não queira o desenvolvimento de Alagoas.Lamentável que os meios de comunicação não divulgue os nomes desses parasitas .

  • saulo mendes

    ALGUNS POLÍTICOS ALAGOANOS, QUE JÁ FORAM TUDO NA POLÍTICA ALAGOANA, PENSAM PEQUENO.
    O EISA/SINERGY FOI E É UMA CONQUISTA DA NOVA POLITICA DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DE ALAGOAS, ORIENTADA FIRMEMENTE PELO GOVERNADOR TEOTÔNIO VILELA, E CAPITANEADA PELO SECRETÁRIO LUIZ OTÁVIO GOMES.
    O QUE VOCÊS ACHAM QUE UM NOME “VIP” NO MERCADO PRIVADO NACIONAL, COMO LUIZ OTÁVIO GOMES, ESTARIA FAZENDO EM ALAGOAS?
    CLARO, QUE TRAZÊ-LO FOI UMA DECISÃO GOVERNAMENTAL FORTE.
    O GOVERNADOR TOCOU NA FERIDA QUE VELHOS POLÍTICOS(NÃO TÃO VELHOS NA IDADE, SÓ NOS MÉTODOS) FAZIAM QUESTÃO DE NÃO DISCUTIR. ESTES PREFERIAM MANTER O ESTADO DE ATRASO, MESMO COM UM DISCURSO “MODERNO”.
    HOJE, O ESTADO MUDOU E AS EMPRESAS JÁ SÃO DEZENAS, E ELES AINDA TENTAM DESQUALIFICAR ESSA POLÍTICA, IGNORANDO-A, COMO SE ISSO FOSSE POSSÍVEL.
    LOGO, OS TRÊS QUE FORAM CONTRA O EISA (E HOJE TENTAM NEGAR) O FIZERAM POR UMA QUESTÃO ELEITORAL MENOR, QUE INCLUSIVE PERDERAM DUAS ELEIÇÕES, MESMO COM UMA “SUPER-FRENTE FRACASSADA”. ACHO QUE PERDERAM MAIS UMA.
    ELES NÃO PENSARAM NO ESTADO. ISSO MUITA GENTE NÃO ENGOLE, INCLUSIVE O EMPRESÁRIO EVROMOVIC, QUE ESTÁ DOIDO PARA FALAR.

  • Allisson Oliveira

    Por que esta licença só foi aprovada agora? Isto é, as pouco mais de um ano das eleições para governador? Penso que o futuro governador vai querer adotar a “criança”,afirmando categoricamente que este empreendimento só aconteceu graças ao seu empenho e dedicação incansáveis na luta para estabelece-lo em solo alagoano.Em se tratando de política, em especial a alagoana, vejo tudo com desconfiança, porém desejo que o Eisa venha realmente e possa contribuir para a melhora dos quadros sócio-econômicos do do nosso estado.

  • JOBSON, DO SINDIMETAL

    Ricardo, além dessa e de outras importantes matérias que você já escreveu, sobre o Estaleiro Eisa, também vale lembrar aquela de 07/04/2010, que assim segue transcrita:

    INÍCIO DA TRANSCRIÇÃO – “Incrível! Parecer do Ibama diz que Estaleiro Eisa vai gerar “favelização” em Alagoas”, da qual, transcreve os seguintes trechos:
    O caos social vai se estabelecer em Alagoas se for construído o Estaleiro Eisa em Coruripe. A surpreendente conclusão está no Parecer Técnico nº48 do Ibama, elaborado pelas analistas ambientais Ana Margarida Marques Portugal, Flávia Alves de Lima Paiva e Nájla Alves de Moura.
    Elas responderam ao Memorando nº 54 do Ibama de Alagoas. A indagação: se o licenciamento ambiental do Estaleiro Eisa Alagoas S/A, no município de Coruripe, seria de competência do órgão federal. Elas afirmam que sim. Relacionam várias conclusões técnicas na área ambiental e fazem uma análise socioeconômica catastrófica sobre o futuro da região em conseqüência do estaleiro.
    O que diz o texto:
    “Já em termos socieconômicos destacamos a expectativa gerada pela possível instalação do empreendimento na população da região nordeste, o que acarretará migração para o Estado de Alagoas de trabalhadores em busca de oportunidade de emprego. Tal fato gera favelização e sobrecarga nos serviços públicos, já carentes no Estado (saúde, saneamento básico, educação, etc). Outro ponto relevante, diz respeito ao porte do empreendimento que acarretará demanda por diversos insumos não presentes em Alagoas, impactando o sistema viário nas unidades federativas vizinhas e a dinâmica da economia regional”.
    (O texto aqui publicado é a reprodução exata do documento do Ibama.)”.

    O que diz o integrante da Promotoria de Meio Ambiente, Alberto Fonseca?
    “O que produz a favelização é o desemprego”.
    Com 15 anos de experiência na área ambiental, na qual trabalha desde quando foi promotor de Piaçabuçu, Fonseca diz que estranhou o conteúdo do relatório do Ibama, e observou que, pelo Parecer Técnico, “Alagoas está condenado a não receber nenhum empreendimento de porte”.
    A polêmica sobre a competência do licenciamento – se do IMA, se do Ibama – acontece por falta de uma legislação completar à Constituição Federal, afirmou o promotor.
    Ele lembrou que o estaleiro que está sendo construído em Pernambuco foi licenciado pelo órgão ambiental estadual. “Por que o mesmo não acontece em Alagoas?”. Ele cita, também, o aeroporto de Maragogi, que fica entre dois estados e, por uma acordo, o licenciamento ficou a cargo do IMA.
    Alertando para os muitos cuidados exigidos no estudo de impacto ambiental, para a construção do estaleiro em Coruripe, o promotor garante que a parceria entre IMA e Ibama seria inevitável, mesmo se a decisão couber à área federal.
    O Ibama local, garantiu, “não dispõe de estrutura, laboratório etc. para realizar a análise necessária. Vai ter de pedir ajuda ao IMA, que possui estes equipamentos”.
    Risco de perder
    Ontem, em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no Conversa de Botequim, o secretário de Desenvolvimento, Luís Otávio Gomes, afirmou que Alagoas corre o sério risco de perder o Estaleiro Eisa para outro estado.
    O ex-secretário de Planejamento, Evilásio Soriano, chegou a dizer que o governo de Sergipe já está trabalhando para que a obra seja construída por lá.
    Contaminação
    Já há, é inegável, uma contaminação político-eleitoral no caso em discussão. Tem gente, sim, tentando impedir que a obra venha para Alagoas. Mas vem sendo um ação subterrânea. Precisa emergir, vir à tona, para que a questão fique clara.
    A análise dos impactos ambientais do projeto deve ser eminentemente técnica, sem nenhuma interferência externa (político – eleitoreira).
    A preservação ambiental e/ou as compensações devem ser estudadas a fundo, como defende o promotor Alberto Fonseca. “No caso da duplicação da AL-101 Sul foram destruídos dois hectares de mangue, mas há compensações ao meio ambiente”. O projeto foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, um colegiado formado por representantes de setores envolvidos com a questão ambiental.” – FIM DA TRANSCRIÇÃO.

    Por isso que, em 10/06/2012, o SINDIMETAL fechou a sede do Ibama, em protesto ao veto à implantação dessa grande indústria naval.

    Ainda sonho vendo a “Central Única dos Trabalhadores” e o “Partido dos Trabalhadores” se manifestndo favorável à criação desses 30 mil empregos para os trabalhadores e trabalhadoras.

    Emprego não tem partido, minha gente! Por isso, seria ótimo que estudantes e/ou internautas, também, fizessem um grande manifesto, pacífico e sem bloqueio, exigindo a celeridade desse projeto e a condenação de qualquer ato visando um novo entrave.

  • PACATO CIDADÃO

    Ora, por que em Alagoas nem todos os políticos remam a favor do bem do Estado?
    Parece que uns lutam para que aqueles que estão no poder não conseguirem emplacar coisas boas para o Estado.
    É a politicagem a qualquer custo, ainda que em prejuízo para a sociedade alagoana.
    Espero que um dia isso acabe…..

  • holanda.paulo

    ESSE

  • Profeta do Óbvio

    Esse empreendimento se realmente sair do papel será o inicio da libertação dos alagoanos das garras dos maus políticos.