Parecia fruta bonita, que já exala um odor que se apresentou insuportável.

Se a proposta inicial de realização de um plebiscito sobre a desejada Reforma Política me pareceu bastante simpática, a sua versão atual não pode ser levada a sério.

 O enrolador-mor – papel a que foi destinado o respeitável ministro Aloísio Mercadante – tem passado por momentos de desconforto e ridículo, tentando emendar o soneto com um prego.

Não cola.

O que hoje o Palácio do Planalto propõe é uma Reforma Eleitoral, só e somente só.

Não foi nem é isso que está em pauta nas ruas – ou apenas isso.

Não é plausível que se fale em Reforma Política deixando de lado:

 – O fim do foro privilegiado para detentores de mandato.

 – A reeleição – ou não – para os cargos de chefe do Executivo nos três níveis.

– O limite de mandatos eletivos para parlamentares – nos três níveis.

– A criação de mecanismos para facilitar a cassação de mandatos de governantes ou parlamentares.

– A construção de canais de ligação entre parlamento, governo e eleitor – com consequências, é claro.

 São apenas alguns tópicos, e os leitores deverão ter outros tantos a apresentar.

O plebiscito é bom na forma – a democracia direta – e ruim no conteúdo: virou um pastel de vento.

Reparando bem, é como se alguém estivesse nu e ganhasse uma sandália de dedo para esconder “suas vergonhas”.

Pode até servir numa praia de nudismo, mas fora dela vira vexame.

Na moeda da corrupção, donadon vira troco de taturana
MP de Contas quer o CNJ fiscalizando conselheiros
  • josé carlos santos

    pois é meu amigo, ainda sugeriria que fosse implantado um salário fixo, sem direito a gratificações nem outras vantagens, como também a extinção dos cargos comissionados.Que todos os funcionários fossem contratados através do concurso público.Isso em todos os poderes.

  • Alê

    Não irá adiantar fazer plebiscito já que a palavra final será do congresso,pois eles podem mudar o que foi colocado em pauta.O povo não que só uma reforma eleitoral,mas sim modificar toda a lei,pois a que existe é inútil…

  • Ricardo Melro

    Falou tudo, Ricardo. A pauta (ou pautas) das ruas nao menciona o que querem fazer. Alias, o PT apenas esta colocando em pratica seus programas apresentados em 2007. Mais nada. Depois, ficam chamando o povo de vândalo. Paciência!

  • Hudson Cavalcante Filho

    Veja este vídeo. O que podemos fazer?

    https://www.facebook.com/photo.php?v=282262928578010&set=vb.269504843187152&type=2&theater

    Grato pela atenção.

    Hudson Cavalcante Filho
    Doutorando em Ciências Políticas -Es
    (17) 9201-6435

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  • Solon Levi

    Caro Ricardo;
    Escuto falar de reforma Politica, a pelo menos 20 anos.
    Quem achar que vai sair alguma coisa que tome um trago (a industria de cachaça vai multiplicar a produção por 1000).
    Se achas que acredito que alguém dá um tiro no próprio Pé, de consciência, és um louco. Acreditar nos Políticos atuais, somente loucos, lesados, babá-ovo e quem da tiro no pé.

  • Sempre alerta

    Bom começo da reforma política seria colocar para as ruas opinarem sobre a PEC 280 que limita o número de deputados ,de 513 para 250,sobraria bastante dinheiro para saneamento básico ,,escolas e hospitais
    Diz um deputado, por Sao Paulo, vou arriscar perder minha boquinha?
    O autor desta PEC é o falecido deputado Clodovil Hernandes

  • Sylvio De Bonis Almeida Simões

    A proposta, com clara tendência de desviar o foco das manifestações, já nasceu podre. O Mercadante, por sua vez, não é de agora que faz papel de ridículo. Quanto à reforma política, iniciá-la com as propostas do MCCE (aconselho a leitura, caso ainda não tenha feito), já seria um excelente começo.

  • viajante

    se for pra ter reforma politica é bom o povo ta em cima vendo o que tão fazendo que eles certamente vão fazer mutreta pra prejudicar o povo. duvido muito que eles tenha interesse de fazer alguma coisa em prol na nação. o vandalos estao enfraquecendo a legitimidade do movimento. é bom tira-los logo pra não ficar pior do que ja ta

  • ARTUR

    O português dos jovens que estão nas rua é diferente dos políticos que comandam esse País ¨BALCÃO DE NEGOCIO¨.
    A Dilma do PT/PMDB e outros, não entendem nossos desejos e sim os deles que é: PODER E COMANDO.
    Para eles tudo, para o coletivo NADA.
    Tão simples para se resolver. o povo quer: SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO, SÓ.
    Plebiscito pra que? Na verdade eles QUEREM MUDAR O CLIMA DO BRASIL PARA UM CLIMA VENEZUELANO.

  • Anthony

    Hilário seu texto,sem deixar de ser contundente…Dá prazer em ler…nem vou comentar o conteúdo…nem precisa…Ainda bem que você desistiu da medicina e optou pelo jornalismo…

  • nelito

    O Brasil precisa é de reformas estruturais. E não, apenas, as pontuais. As quais, em nada contribuem p/ acabar com os currais eleitorais, clientelismos e apadrinhamentos de todos os tipos e também, a falta de transparência nos gastos públicos.
    Tem-se que mudar as velhas formas de se fazer política. Tem-se que pensar uma reforma que garanta uma democracia mais participativa do que representativa – hoje, falida – com os políticos (e seus partidos) legislando em causa própria e ‘DE COSTAS’ para o povo. Reformas prá valer têm que atingir o judiciário, o sistema previdenciário, o tributário e fiscal, preparando o campo para o desenvolvimento do país. Pleno, e não de mentirinha. De que adianta Planos mirabolantes como o PAC, por exemplo, em cima de uma estrutura arcaica, viciada e apodrecida? Este é o Brasil atual. Independe de boa vontade quer seja de Fernandos Henriques, Dilmas Lula e etc. Qualquer outro Presidente nestas circuntâncias não vai fazer o país andar. Mudanças estruturais JÁ.

  • Antônio Carlos de Almeida Barbosa

    E o enrolador mor (Lula), calado. Não dá um pronunciamento. Preparando outros golpes contra o povo brasileiro.

  • Roberson Leite

    Saudações Ricardo
    Bastante lúcido este teu último post , em virtude de que a reforma política tão propalada, demandada e também odiada por todos visto que todos somo seres políticos e quaisquer decisões nos afetaram sobremaneira.Lembrei-me neste momento das diretas já que foi um clamor por uma reforma , passando pela passeatas dos caras pintadas, tangenciando, bem verdade, pela emenda da reeleição ou seja sempre ocorreram pequenas , tímidas e diminutas arranjos institucionais sem que houvesse uma profunda discussão acerca do que seria necessário para a vida política dos brasileiros tivesse um direcionamento com direitos, obrigações,sanções,benesses.Falastes de alguns pontos os quais seriam oportunos trazer a baila e ao nosso ver todos de extrema relevância , todavia trazemos outro cuja a simples menção causa embaraços ao nossos dirigentes e representantes que seria o fim da obrigatoriedade do voto, este assunto deve sim está no foco dos debates e constar no rol de perguntas de uma potencial consulta popular achamos ser pura demagogia esta falácia sobre a maturidade ou falta dela em caso do eleitor tiver livre arbítrio sobre a sua ida ao local de votação sem ficar preocupado com as amarras e sanções previstas na atual legislação. Diante do exposto esperamos que todo aquele afã que fora visto nas ruas , tendo como mote a insatisfação com os desígnios de toda a classe institucional não esbarre na morosidade ou sabatinas infindáveis por parte daqueles que imaginam um desfecho que só os agrade.
    Att.
    Roberson Leite

  • J.Monteiro

    Meu caro Antonio Carlos de Almeida Barbosa, o chefe dos aloprados e dos mensaleiros, o conselheiro mor da Dilma, o sonso, e agora bilionário Lula da Silva, não está tão calado quanto parece, nos bastidores ele está agindo, passando recados para seus pupilos, afinal, nesse DESgoverno dos PTralhas, ele é o PRIMEIRO MINISTRO, continua no poder, mandando e desmandando. Não temos saída. “Tá dominado, tá tudo dominado”.

  • Paulo S Damasceno

    Não só essa é já nasceu morta como a folia do RENAN sobre corrupção em crime hediondo, ele já sabia que os corruptos da câmara não iam aceitar. Eu acho que só uma “QUEDA DE BRASILIA” como a francesa resolve os problemas brasileiros!

  • JOBSON, DO SINDIMETAL

    Caro Ricardo, também, seria importante consulta sobre qual penalidade deveria ser aplicada aos eleitores corruptos, que só votam por dinheiro e elegem tantos corruptos para destruírem o erário e os serviços públicos.

    Será que esses eleitores, que não querem papo com candidatos honestos, tiveram a “cara de pau” para se misturar aos manifestantes para pedirem o fim da corrupção?

    E pelo fato dos eleitores corruptos serem muitos, será que não são eles quem mais estão desaprovando a popularidade e o governo da Dilma, por ela haver pedido que o congresso transformasse o crime de corrupção em crime hediondo?

    Apesar do muito que ainda resta a fazer, não há como negar que foi a partir dos governos Lula e Dilma que o Brasil bateu o recorde de crescimento social e econômico dos últimos 40 anos.

    E se esse recorde tivesse acontecido com governos de qualquer outro partido, teríamos de reconhecer da mesma forma.

    Por isso, temos que lutar por mais melhorias, mas preservando esses importantíssimos avanços já conquistados.

    Se motivarmos à perda dos importantes benefícios já alcançados, só restarão as conquistas resultantes dos manifestos, o que seria muito pouco para recomeçar pelo zero.

    Inclusive, coincidência ou não, depois das manifestações é que as pesquisa estão indicando à possibilidade de volta ao desemprego, alta da inflação e redução do PIB.

    Será que os atuais índices negativos, trazidos nas pesquisas, são reflexos dos transtornos causados pela parte negativa infiltrada aos manifestos?

  • ERALDO

    VOCE ESQUECEU A PIOR E MAIS NEFASTA CRIATURA DESSE CENÁRIO QUE É O SUPLENTE DE SENADOR, ESSES CARAS NAO REPRESENTAM O ESTADO, NAO TEM LEGITIMIDADE NENHUMA, NAO TEM VOTO ALGUM.
    SAO EXCRECENCIAS DA DEMOCRACIA,A MIDIA SABE , FAZ VISTA GROSSA, OS SENADORES ELEITOS VIRAM AMIGUINHOS E ASSIM ELES VAO INDO, PENA QUE NAO FORAM ALVO DOS PROTESTOS.

  • klevesson

    Só faltou citar o salário demasiado dos parlamentares e da pessoa do poder executivo nas três esferas.
    Queria ver se teria tantas pessoas candidatas a cargos como esses,supracitados,se o estipêndio fosse um salário mínimo,vale-alimentação e vale passagem.