O blog recebeu do secretário Álvaro Machado, do Gabinete Civil, a mensagem abaixo, em comentário sobre postagem aqui feita. Por considerar o tema procedente e oportuno, publico o texto na íntegra.

Toda discussão, nesse momento de mobilizações pelo país, deve ser levada adiante.

“Caro Ricardo:

A respeito do imprescindível aumento da participação do governo federal nos gastos com a Segurança Pública, há algo que, concomitantemente, precisa urgentemente avançar nessa área: a instituição de um ‘Sistema Único de Segurança Pública’, a exemplo do que temos na Saúde, na Assistência Social e, de forma similar, na Educação.

A transferência de recursos federais para os Estados, na área da Segurança Pública, se dá atualmente pelo mais ultrapassado dos instrumentos da administração pública: os convênios. Falar em repassar recursos por convênio significa: 1) uma burocracia enorme, da proposição ao primeiro repasse; 2) a vontade de fazê-lo, ou seja, é um repasse voluntário e não obrigatório (só por isso os critérios de repasse não ficam muito claros); 3) o repasse pode ser interrompido a qualquer momento, se o Estado entrar no CAUC. Veja aí o absurdo: a título de exemplo, se a Secretaria da Cultura não prestar conta de um hipotético convênio para ‘recuperação da Igrejinha do povoado Santiago, em Pão de Açúcar’, isso interrompe o recebimento de recurso para a área da Segurança Pública, por mais relevante que seja o objeto, até que o problema da igrejinha seja resolvido.

Há que se ter, como existe na Saúde e na Assistência Social, a transferência regular e automática de recursos, fundo a fundo, ou seja, do Fundo Nacional de Segurança Pública para os Fundos Estaduais de Segurança Pública, obedecendo a Planos Estaduais aprovados pelos Conselhos, com base nos indicadores setoriais e outros critérios tecnicamente estabelecidos e com aplicação fiscalizada normalmente pelos órgãos de controle.

Aumentar os gastos federais com a Segurança Pública é importante. Mas a forma de fazê-lo também é fundamental.

Forte abraço,

Álvaro Machado

Secretário do Gabinete Civil”

João Caldas quer o Detran para apoiar Vilela
Segunda-feira: JHC vai entregar a Jucá documentos sobre saque suspeito na conta da Assembleia
  • ARTUR

    O SONHO.
    Um pais sério que resolveu aproveitar as estruturas dos PLANOS DE SAUDE para servir e trabalhar pelo povo.

  • Ivan Tenório

    TODO MUNDO SABE QUE SAÚDE E EDUCAÇÃO VAI MAL EM TODO CANTO E EM ALAGOAS MUITO MAIS. O SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE DE SERGIPE A CADA DIA ATENDE MAIS ALAGOANOS. SE OS RECURSOS QUE VÃO PRA LÁ SÃO OS MESMOS QUE VEM PRA CÁ PQ ATENDEM MELHOR? CONCORDO QUE PRECISA DE MAIS DINHEIRO PARA A SEGURANÇA. AGORA, SERÁ QUE ALAGOAS SABERIA APLICA-LOS? VEJA A EDUCAÇÃO. TANTO DINHEIRO E O RESULTADO… ÚLTIMO LUGAR NO PAÍS! DINHEIRO NÃO É TUDO GESTÃO EFICIENTE VALE MAIS. POBRE ALAGOAS.

  • Eduardo Lopes

    Precisas e lúcidas as palavras do Dr. Álvaro Machado. São urgentes medidas assim. Decerto que já perdemos os estribos da segurança e não tardará para cairmos do cavalo, senão já estivermos no chão.

  • wal

    Eu defendo uma funerária…

  • Sylvio De Bonis Almeida Simões

    O planejamento é a alma de todo processo administrativo, o resto é o “sempre e mesmo” blá-blá-blá sem fim deste (des)Governo. Pede para este Sr contar outra.

  • JEu

    Esta é uma boa medida para trazer recursos para a segurança pública para os estados, não só para Alagoas. Falta apenas apresentar de público, para que também haja manifestações à favor, permitindo que os governadores, os maiores interessados, possam abraçar a bandeira e pressionar o governo federal e o congresso para considerar a proposta e torná-la realidade.

  • carlos

    Dr.Alvaro Machado,foi bem claro na sua angustia com é difícil,lidar com o discurso do que na teoria,quer fazer e na prática a mal vontade da tal burocracia nada acontece.È,bom lembrar Dr.Alvaro Machado,que o movimento unificado da saúde espera desde 2007,de uma reposição salarial de 25% e nada acontece na prática a não ser mesa de nogociação há 6 anos.Toledo o “dono do cofre”Secretária de Fazenda,manipula os números e tome lei de responsabilidade para o servidor.Já para a Assembleia Legislatica ele abre a guarda e manda tanto dinheiro que vira até escândalo nacional!!!É bom para por aqui!!

  • Pedro Soares dos Santos-Pedão

    A opinião acima descrita não poderia ser diferente partido de um homem,inteligente,sincero e honesto como Alvaro Machado Secretário do Gabinete Civil,quem o conhece sabe muitissimo bem das suas intenções e ações em prol de alagoas,que nosso estado possa ter por muito tempo sua prestação de serviço assim como a deste bravo jornalista Ricardo Mota.Parabéns

  • Pedro Soares dos Santos-Pedão

    Opinar é um direito constitucional de todos,mas fala serio o cidadão usar este espaço previlégiado como este para diante de uma postagem inteligente e promissora feita pelo Dr. Alvaro Machado para dizer que defende uma funerária ou que isto é blá,blá,blá me deixa triste,mas caro amigo Alvaro Machado na democracia é mesmo assim até sem conhecimento de causa as pessoas podem falar.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Literata do noticiário caetés quiçá do Brasil, Peninha, nossas mais efusivas saudações castrenses!

    Ao ensejo do tema, insto-lhe e aos demais leitores uma visita ao nosso blog, a saber:
    http://gouveiacel.blogspot.com.br/2012/02/sistema-unico-de-seguranca-publica-susp.html e
    http://gouveiacel.blogspot.com.br/2012/02/brevissimas-anotacoes-sobre-inadequada.html
    Depois, digam-me suas considerações!
    Abr
    JG

  • Sérgio Magalhães

    Concordo com o Secretário Álvaro Machado e acho que os municípios também têm que participar pois medidas de resposabilidade dos prefeitos, como iluminação pública e escolas abertas para lazer nos fins de semana também ajudam para combater a violência e afastar os jovens das drogas.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Complementando posts anterior onde convidamos ao amigo e ao s seus leitores visitarem nosso Blog, eis mais um breve texto sobre o tema, a saber:
    http://gouveiacel.blogspot.com.br/2011/06/inseguranca-publica-ate-quando.html
    Aliás, reitere-se, não adianta mudar o nome de determinados órgãos e unidades operacionais ou mesmo implementar esse ou aquele tipo de policiamento se não há uma política ou mesmo uma doutrina de emprego dessa novel atividade empregada. Vale dizer: para que haja uma polícia cidadã eficiente e eficaz é imprescindível que o policiamento seja executado por cidadão e, infelizmente, o nosso PM ainda não o é, pelo menos não é respeitado como tal e, para uma imensa maioria, sequer é considerado ou tratado como ser humano quanto mais cidadão.

    Posto isto, indaga-se: como exigir cidadania de um ser que não é cidadão? Ademais, só se deve exigir de cada um, o que cada um pode dar. Isto é curial. Portanto, resta claro que, sem a devida cidadania ao PM, não poderá haver polícia cidadã. É fato.

    Logo, não basta apenas se vestir branco e se fazer imensas romarias e menos ainda acenderem-se velas com o escopo de minimizar ou combater a violência. Pois, enquanto for assegurada ao cidadão a faculdade de matar seu semelhante e continuar sendo primário e, também, se assegurar o direito de responder o processo em liberdade, benefícios da Lei Fleury e do Sursis; no tempo em que cada recluso for posto em liberdade após cumprir um terço da pena cominada; enquanto houver o livre comércio de armas legais e drogas lícitas e houver o paulatino, tenaz e sorrateiro tráfico de armas e entorpecentes invadindo nossas fronteiras e minando o nosso País; ao passo que ditas autoridades gozarem de prerrogativas, privilégios, imunidade (entenda-se impunidade) mil mordomias e auferirem gordas gratificações (auxílio moradia, refeição, etc.), gozarem 3 ou 4 meses de férias e recessos, que os tornam mais iguais que os iguais; enquanto houver essa má distribuição de rendas e perversa concentração de riquezas nas mãos de pouquíssimos em detrimento das legiões de miseráveis e de excluídos, a violência irá aumentar mais, mais e mais, a cada dia, a cada mês, a cada ano. – Insegurança pública, até quando?
    Abr
    JG

  • Bernadete Nobre

    Parabéns, Dr. Álvaro. É exatamente isso que precisamos. Sábias palavras.

  • Luiz Fernando

    Caro Ricardo e Dr. Álvaro Machado.

    Entendo perfeitamente a angústia do nobre Secretário Álvaro Machado, quando fala sobre o problema do repasse dos recursos dos convênios, e a merecer implantação do sistema SUS para a Segurança Pública.

    Pois bem, parece-me que a referida tese sobre a implantação de um Sistema Único de Segurança em nosso país, não se restringe apenas a repasse de recursos como pleiteia o Sr. Secretário. O problema da Segurança Pública no nosso país é estrutural e com raízes sedimentadas em alguns cargos que compõem o sistema de segurança.

    Neste passo, trago a baila uma discussão que devemos travar urgentemente sem a necessidade da proteção corporativista de qualquer instituição policial, temos que pensar no Estado como um todo.

    Primeiro: O estado brasileiro e suas unidades federadas tem que implantar urgentemente em suas polícias judiciárias o “Ciclo Completo de Polícia”. No entanto na prática as ações desenvolvidas pelas instituições e corporações policiais, mormente no âmbito estadual, se confundem. O policiamento ostensivo está definido como atribuição da Polícia Militar, enquanto as ações investigativas para apuração de crime são de atribuição da Polícia Civil. O chamado ciclo incompleto de polícia tem gerado atritos entre as polícias estaduais, uma vez que ambas acabam por desenvolver formas de policiamento com invasão na área de atuação uma das outras.

    Segundo: É necessário e urgente a reformulação nas Policias Civis, isto é, implantação da Carreira Única na Policia Civil objetivando um melhor aproveitamento dos seus membros na capacitação e valorização do policial, isto já foi discutido exaustivamente na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública em 2009 – CONSEG onde ficou estabelecido em uma das suas Diretrizes a criação da Carreiras Única nas Policias, veja a diretriz:

    18. 3.2. A – Criar e implantar carreira única para os profissionais de segurança pública, desmilitarizada com formação acadêmica superior e especialização com plano de cargos e salários em nível nacional, efetivando a progressão vertical e horizontal na carreira funcional.(331votos)

    Ora, nobre Ricardo, a capacitação e valorização do Policial está diretamente ligado a redução da criminalidade, isto é ponto pacífico, não se vislumbra um combate eficiente da criminalidade utilizando-se um policial totalmente desmotivado.

    Noutra banda, trago aos leitores e ao nobre Secretário, como se procede o “Ciclo Completo de Polícia” na Polícia de Los Angeles – EUA:

    O Departamento de Polícia de Los Angeles (LADP), como as demais agências policiais norte americanas são de ciclo completo de polícia , e de natureza civil.
    Portanto, têm em suas características as funções de policiamento ostensivo preventivo (polícia administrativa) e de polícia investigativa repressiva (polícia judicial).
    Faremos um breve relato da estrutura da carreira com seus estamentos e atribuições e como se desenvolver dentro da mesma no programa de carreira da LAPD.
    O candidato se submete a um concurso para recruta na academia de polícia e tem que cumprir algumas exigências entre as quais o nível mínimo de escolaridade que é o secundário. No entanto, se tiver diploma universitário, ficará numa faixa de salário maior, mas com as mesmas atribuições e nível de graduação na carreira.
    Como recruta (Policial I) da academia terá direito a um salário de US$ 3.431,28 por mês (efetivo em 1º de Julho de 1999) e se tiver formação universitária (dependendo do diploma) pode receber até US$ 4.609,26 por mês e os benefícios durante os 07 meses de curso e um ano de treinamento nas ruas, quando será efetivado no serviço policial da cidade de Los Angeles.
    Da Carreira de Oficial de Polícia na LAPD:
    Policial I (recruta); Policial II; Policial III; Detetive I; Detetive II (ou Sargento I); Detetive III (ou Sargento II); Tenente (I e II); Capitão (I II III); Comandante; chefe-deputado e chefe de polícia.
    Após o período de curso e estágio com seu policial mestre e seu sargento, o policial I é automaticamente promovido a policial II e seu salário é aumentado para US$ 3.897,60 por mês (ou até US$ 5.106,90 se tiver diploma universitário).
    Policial II
    Agora ele é policial, e não mais recruta, portanto ele é valorizado. O novo policial é também automaticamente transferido de sua delegacia* de instrução para uma das outras 17 delegacias da cidade. Ai ele chega como policial novo, e começa sua carreira com sua mesa de trabalho limpa.
    Policial III
    Depois de dois anos, o policial II adquire condições para promoção a policial-treinador (P-III). O policial II presta uma seleção interna entre os aptos a promoção a policial III. Este cargo envolve o treinamento de recrutas na rua ou na Academia, ou seleção para serviços mais especializados. Com esta promoção, o novo policial III tem seu salário aumentado para US$ 4.583,16 por mês (ou até US$ 5.397,48 com diploma universitario). Ai este novo policial III inicialmente será o instrutor de recrutas no estágio de aperfeiçoamento deles. O policial-instrutor será o companheiro do recruta por três meses no carro radiopatrulha, e vai completar a avaliação escrita do recruta a cada duas semanas.
    Depois de um ano como policial treinador, este policial III faz seleção para ser detetive-estudante. Neste caso, o policial III troca o uniforme por uma camisa e gravata, e um paletó, e passa para a seção de investigações de sua delegacia.
    O novo detetive-estudante vai exercer a função de detetive sob o controle de um detetive na sua sessão de designação. Cada uma das 18 delegacias da policia de Los Angeles tem duas divisões: a divisão de patrulha, chefiada por um Capitão III; e a divisão de suporte a operações, chefiada por um Capitão I. A função da divisão de suporte a operações é simplesmente a função de
    investigações de crimes, de prisão do infrator (capturas), e de encaminhamento do caso delituosos ao promotor publico para instrução criminal.
    A divisão de suporte a operações é dividida em seções correspondente ao tipo de delito. A seção de homicídio tem um detetive supervisor, e entre dois e quatro detetives. Eles só se preocupam com a solução de homicídios na área de controle de sua delegacia. A divisão de assaltos também tem seu detetive supervisor e seus dois e quatro detetives, e eles só se preocupam em resolver casos de assaltos na área da delegacia.
    Esta divisão de tarefas usando os delitos específicos faz com que os detetives se especializem num certo tipo de crimes, seus agentes e no modus operandi deles. A solução do crime é muito mais fácil, pois os criminosos também se especializam em certos tipos de crimes.
    Após dois anos, o policial III (tempo máximo para um policial III exercer a função de detetive estudante), está na hora de tomar uma decisão: ou ele continua no cargo de detetive, ou volta para a patrulha e segue com a carreira dele no serviço policial ostensivo e uniformizado (polícia administrativa).
    Se ele resolveu ficar na divisão uniformizada (patrulha), a próxima chance de promoção dele seria fazer o exame de Sargento, que é quase idêntico ao exame de detetive (com uma diferencia de matéria, que é mais administrativa), e também inclui a colocação na lista de candidatos válida por dois anos.
    Detetive I
    O policial III faz opção para seleção de detetive. Durante estes dois anos que o policial exerceu a função de detetive-estudante, ele estudou e se preparou para este exame.
    O nosso policial III foi promovido a detetive I. No seu uniforme, ele vai adicionar um diamante (uma forma geométrica com dois pontos agudos e dois pontos oblíquos) diretamente abaixo de suas duas faixas. No uniforme da policia de Los Angeles, o diamante indica o cargo de detetive. O cargo também é indicado pelo distintivo. Ele passa de indicar police officer e indica detective. Em caso de mobilização da corporação por razão de alguma emergência (motins, desastres naturais, etc.) todos os membros da corporação estarão uniformizados, e é fácil de se identificar os detetives e os policiais de rua.
    O povo em geral simplesmente estará na presença de um policial uniformizado como símbolo da ordem, e a função de todos os membros da corporação neste caso é a ordem publica.
    Como o nosso policial III agora se tornou detetive I, ele troca seu distintivo de policial III, por um de detetive, e seu salário é aumentado para US$ 5.139,96 (ou até US$ 5.724,60). Ele é automaticamente transferido para outra delegacia, e é cadastrado numa seção (assaltos, roubos, furto de veículos, crime juvenil, crime sexual, etc.) sob a direção do detetive encarregado desta seção. Ele ai vai receber os seus casos para serem investigados. Sua responsabilidade vai ser de analisar o relato do delito feito pelos policiais patrulheiros que responderam o chamado da ocorrência Ele vai entrevistar outra vez, e com mais detalhe, a vítima do crime e todas as testemunhas e suspeitos.
    Ele vai examinar a cena do crime e vai procurar evidências (física, biológica ou cientifica), e vai por chamar para comparecer ao local os peritos científicos do laboratório criminal da policia de Los Angeles. Assim que ele identifica o criminoso (suspeito), ele passa esta informação para todos os policiais da patrulha durante o próximo briefing (nos três turnos) e solicita que o suspeito seja localizado O detetive prepara o caso para ser apresentado ao Promotor Público. O Promotor Público formando a opinião que o caso pode ser provado na corte judicial, prepara uma solicitação judicial para a prisão dos suspeitos identificados. Esta é verificada por um Juiz,
    e se ele também forma a opinião de que as provas coletadas têm indícios de que o suspeito identificado é o autor do delito, ele assina a ordem e ela é incluída no sistema computadorizado do estado da Califórnia. Se qualquer policial, em qualquer parte do estado da Califórnia, ou qualquer estado dos Estados Unidos, verifica o nome do acusado nos seus computadores do carro radiopatrulha, ou nos seus computadores das delegacias, eles vão receber afirmação de que o sujeito é procurado por um crime.
    O detetive encarregado do caso, a qual nome de contato esta incluído na ordem de prisão, será notificado da prisão do suspeito. O detetive recebe a custodia, e faz o interrogatório dele para completar seu caso antes do julgamento.
    Com a prisão do criminoso, o caso é classificado fechado. A investigação é entregue ao Promotor Público para instruir o procedimento judicial. Assim que o julgamento é completado, e a decisão judicial é firmada, a responsabilidade do detetive a respeito deste caso estará completada.
    Detetive II
    O detetive I, depois de dois anos de trabalho como investigador adquiriu boa experiência criminal e agora ele se encontra capacitado para ser supervisor de detetives. Ele faz uma seleção para uma vaga de detetive II, e é entrevistado pela seção para qual ele esta se candidatando (em sua própria delegacia, ou em outra).
    Se ele for selecionado, ele é promovido para detetive II, recebe mais uma faixa no seu uniforme (igual a sargento I), e ainda tem seu diamante abaixo das faixas. Seu salário agora é aumentado para US$ 6.225,72 por mês. A próxima promoção será para supervisor de seção (detetive III) que eleva o salário para US$ 6.939,12 mensais.
    Este cargo envolve a revisão de casos criminais recebidos por sua seção, e a distribuição dos casos para seus investigadores. O supervisor da seção também aprova as investigações antes delas serem apresentadas ao promotor publico.
    Sargento I e II
    O policial III (que optou pelo serviço de patrulhamento) faz a seleção para Sargento I. Ele, então, é promovido a Sargento I pelo Chefe de Policia, e receberá um salário mensal inicial de US$ 5.691,54 (depois de um ano de cargo, e aumentado para US$ 6.011,70, e depois de dois anos para US$ 6.345,78).
    Depois de um ano de cargo, o nosso novo Sargento I pode se candidatar para ser Sargento II, a qual sua função será a supervisão dos Sargentos I de sua delegacia, e também ser o assistente do Tenente encarregado do seu turno.
    A próxima chance de promoção, depois de exercer um cargo de supervisor por dois anos (Sargento I, II ou Detetive II, III), será participar do exame de tenente.
    Tenente I e II
    A função de Tenente I será de administrador do pessoal da patrulha durante um turno especifico. Por exemplo, cada turno (noite, dia, e madrugada) em cada delegacia da cidade, tem um Tenente I como supervisor.
    Uma delegacia tem três Tenentes I a serviço dela. O salário de um Tenente I é US$ 7.468,08 por mês. Depois de um ano de cargo, o nosso Tenente I pode se qualificar para ser assistente do Capitão I, na chefia da seção de suporte a operações (detetives).
    Este cargo é de Tenente II, com salário mensal de US$ 7.878,72, é mais administrativo e não de muita experiência como Detetive, ou seja, o Tenente na polícia de Los Angeles tem funções de ordem interna e administrativas (não exerce diretamente a função investigativa) e pode ser exercido tanto na parte de patrulha como na parte de detetives. O distintivo do tenente I ou II simplesmente indica que é Tenente .
    Capitão I, II e III
    A próxima chance de promoção para o Tenente será depois de dois anos, fazer exame para Capitão.
    Capitão I, com salário mensal de US$ 8.218,94 e encarregado de chefiar a seção de Detetives de uma delegacia, e ele responde ao Capitão III.
    O Capitão II é encarregado de, geralmente, operações especiais como as de divisões de trânsito, laboratório criminalista, operações do aeroporto internacional, etc.
    O Capitão III recebe um salário mensal de US$ 9.634,25 que é encarregado da chefia da delegacia inteira (uma media de 300-350 policiais e detetives).
    As promoções depois do nível de Capitão serão de comandante (salário mensal de US$ 10.733,41), de Chefe-Deputado (salário mensal de US$ 14.655,75), e finalmente Chefe de Policia com salário mensal de US$ 19.583,33.
    O Chefe de Policia de Los Angeles chefia uma corporação com 8.600 policiais e detetives, e quase 9.000 empregados civis, com um orçamento anual de mais de US$ 1 bilhão.
    Aqui foi explicado em breves palavras como funciona o sistema policial em Los Angeles. O fato simples é que todos os membros da corporação trabalham juntos contra o crime. O trabalho central é aquele feito pela entidade uniformizada (patrulha) que responde chamados da comunidade e toma as primeiras informações da investigação preliminar dos delitos ocorridos. O serviço dos detetives e dos empregados civis serve como base de suporte da patrulha no serviço a comunidade. Cada um com sua função especializada, mantendo uma máquina de combate ao crime funcionando em forma altamente eficiente.
    Informações prestadas por André Belotto*
    *André Belotto nasceu em Porto Alegre, RS, em 1956, e imigrou para Los Angeles, Califórnia, com sua família, em Outubro de 1969. Completou a escola secundaria e se formou da Westchester High School em Junho de 1975. Fez curso universitário na Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, entre 1976 até 1980.
    Candidatou-se como recruta e fez parte da turma 9-88 na Academia da Policia de Los Angeles. Depois de seis meses (e 920 horas de treinamento) na Academia, ele foi transferido para a delegacia de West Los Angeles onde passou 12 meses de treinamento prático nas ruas. Em 1990 foi promovido à policial II, e foi transferido para a delegacia Newton, numa área com índice de crime elevado.
    Em 1991 foi transferido para a delegacia Pacific que fica no litoral da cidade de Los Angeles e inclui o aeroporto internacional. Em 1994 foi promovido à policial III e começou a treinar recrutas recém formados pela Academia. Em 1995 foi promovido como policial-mestre e exerceu a função de representante da comunidade. Nesta função, ele gerenciava o atendimento policial de sua delegacia a respeito dos problemas comunitários e mantinha contato diário com a divisão de detetives de sua delegacia para facilitar a prisão de criminosos e suspeitos em ação na comunidade.
    Em 1997 foi promovido para Sargento I e transferido para a delegacia Southeast, na parte mais perigosa da cidade. La, ele ficou encarregado de supervisionar os policiais que patrulhavam os cinco projetos comunitários da área.
    Atualmente voltou para a delegacia Pacific onde o comandante da delegacia reconheceu seu conhecimento dos problemas da comunidade. Foi nomeado como Officer-In-Charge (Oficial Chefe) de um grupo de policiais de uma unidade especial que trabalha junto com os detetives da delegacia e assim que suspeitos em crimes são identificados, a unidade tem a tarefa de investigar os lugares onde o suspeito se encontra até a prisão ser efetuada.
    *Onde se lê “delegacia” forma que o autor traduziu, para nossa melhor compreensão, leia-se simplesmente, Unidade Policial.

    Um forte abraço.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Peninha, o Luiz Fernando merece encômios, pois apresentou um TCC ou uma dissertação de fôlego e um ótimo texto quando não um estudo comparado sobre Polícia ao trazer informações sobre LAPD – Los Angeles Police Distrital.
    Ao ensejo, observem um detalhe especial ou uma pequena observação: “Polices” ou Cops, além da carreira única, são organizados, articulados, hierarquizados, uniformizados e civis, ou seja, NÃO são militares, não se submetem ao Código Penal Militar! E, ao que sei, são sindicalizados!
    Notaram a carreira e os salários? Viram os salários são id6enticos aos nossos, não?
    Parabéns ao Luiz Fernando; valeu pelas informações.
    Enfim, e não há somente a LAPD no combate à criminalidade e violência!
    Abr
    JG
    PS: se nos antolha que a maior preocupação do ilustre secretário seria com o repasse de recursos federais, ou não? Por que não LUTA pela VALORIZAÇÃO dos policiais civis e dos militares estaduais buscando ou lutando pela aprovação da PEC/300?

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Literata Peninha, sinceramente, ainda estupefato, pasmo atônito e me perdoe se entendi errado ou explique-me o que quis dizer e disse o missivista, sim?
    Ora, pois, se, como assevera o ilustre, íntegro e impoluto missivista paladino defensor do SUS para a Segurança pública ou um SUSP – ou seria um SUSTO? -, tal qual, idêntico ou igualmente ao SUS, no tocante aos REPASSES FEDERAIS, como assestado pelo insigne, implica dizer que HÁ recursos federais repassados ao SUS e na e para a “Saúde estadual”, que, nós todos sabemos, está na berlinda ou debilitada e quase em estado terminal ou mesmo na UTI, o que é feito dos RECURSOS FEDERAIS repassados?
    Onde “investem” ou aplicam os recursos federais – se é que aplicam -, repassados mensalmente?
    Como dito, posto e exposto, vindo mais recursos federais – sem burocracias ou justificados projetos ou mediante necessários, devidos, legais e justos convênios lícitos, transparentes e publicados nos Diários Oficiais para liberação e vinda dos repasses ou aportes financeiros e, também, por óbvio, sem necessidade de PRESTAÇÕES DE CONTAS, como soe até hoje e agora com o tal PNSPBMS-AL (Plano Nacional de Segurança Pública Brasil Mais Seguro – AL). É isso?
    Fez-se ANO e nenhuma PRESTAÇÃO DE CONTAS
    A SEDS informou em seus Boletins Oficiais que, de julho a dezembro de 2012, foram 1191 ASSASSINATOS somados aos 1141, de janeiro a até hoje, perfaz 2332 HOMICÍDIOS em exatos 12 meses ou num ano ou exatos 365 dias de Plano, numa média diária de 6,39 MORTOS/Dia e numa elevadíssima média mensal de 194,33 a cada 30 dias ou 194 MORTOS/MÊS.
    Relembre-se que, antes desse espetacular, pomposo e espalhafatoso (porém pífio plano – que duvido que haja mesmo um) a média mensal era de 150/5 ao mês.
    Ah! Notaram que há mais de dois meses que não há colóquios, pelo menos oficiais ou públicos. Perceberam?
    Abr
    JG

  • Djalma Paulino

    Considero muito boa a colocação do Secretário Álvaro Machado. Some-se a esta nova forma de repasse dos recursos, o fato de conseguirmos uma polícia sem laços políticos…seria ótimo. PC e PM, mesmo com as muitas dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia buscam prestar um bom serviço à comunidade. Lhes dêem condições de trabalho que eles mostrarão o seu valor.
    Um abraço!