Jornalista Ricardo Mota,

Tomei conhecimento da informação publicada em seu blog, na tarde deste dia 24 de fevereiro, através da qual sou apontado como responsável pelo fato de o Orçamento do Estado para o ano de 2010 não ter sido votado até esta data pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas e de defender um aumento no orçamento da Casa, da ordem de R$ 17 milhões. No texto, sua postura é de um crítico contra minha pessoa, atuando de forma tendenciosa, com parcialidade e de uma voracidade sem tamanho.

Por este motivo, faço valer o dos termos contidos na Lei federal nº 5.250/67, a conhecida Lei de Imprensa, para exercer o meu direito de resposta. Requeiro, dessa forma, a publicação integral do presente texto que segue abaixo.

Recebi com indignação e surpresa a informação veiculada pelo jornalista de forma tendenciosa e eivada de mentiras. Cumpre-me esclarecer que não sou gestor financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas e nem ao menos faço parte da atual Mesa Diretora, motivo pelo qual desconheço as reais necessidades para a gestão do poder Legislativo estadual. Atuo com absoluta independência no meu mandato parlamentar.

Cumpre-me lembrá-lo de que na minha última gestão à frente da Assembleia Legislativa, administrava um orçamento menor, mas o suficiente para reformar o prédio principal da Casa, implantar e colocar em pleno funcionamento a TV Assembleia, um canal de comunicação para com a sociedade alagoana e um reflexo da transparência adotada pela minha gestão e, ao sair da presidência, deixei um saldo superior a R$ 7 milhões. Quem precisa responder pelos números atuais da Assembleia não sou eu, mas o grupo que atualmente responde pelo comando da Casa.

Não acredito que o deputado Rui Palmeira tenha feito as declarações contidas na sua postagem, mas se o fez, agiu de forma irresponsável e mentirosa e que precisará apresentar as provas diante do plenário da Assembleia Legislativa e do público alagoano.

Assumi a liderança apenas do meu partido na Assembleia Legislativa, o PT do B, como me garante a legislação brasileira vigente na atualidade. Reitero, assim, jornalista Ricardo Mota, que não tenho nenhum interesse em evitar a tramitação do Orçamento do Estado para 2010 no Poder Legislativo alagoano.

 

Maceió, 24 de fevereiro de 2010.

 

Antonio Albuquerque

Deputado

 

O blog responde:

Entendo, sim, que há uma boa distância entre ler e entender aquilo que se lê. Portanto, mantenho o que está escrito, com uma ressalva: o deputado Rui Palmeira não cita nenhum nome de parlamentar ou sigla partidária, em particular, ao falar sobre o tema. Confirma, porém, que há “um grupo de parlamentares querendo um aumento de R$ 17 milhões para o duodécimo da Assembleia”. Não posso nem devo contrariar a lógica dos fatos e as informações obtidas por este blog, mesmo que contrarie o parlamentar autor da carta acima – seja qual for o custo para mim. O deputado Carlos Cavalcante, notoriamente, é liderado pelo deputado Antônio Albuquerque, que, por sua vez, mantém fortes ligações com outro parlamentar, Jota Cavalcante, integrante da Mesa Diretora.

É verdade, também, que muitos colegas que cobrem o dia a dia da Assembleia, além de vários outros parlamentares estaduais, confirmam o conteúdo aqui publicado, ainda que o façam apenas nos comentários de bastidores. Respeito a posição assumida por muitos deles, entendendo que pode ser motivada, talvez, pelo caso “Cabo Gonçalves”.

Quanto ao histórico do deputado Albuquerque à frente da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos, reconheço que foi ele o responsável pela implantação da TV Assembleia; mas ainda está bem viva na minha memória a Operação Taturana, em cujo relatório o referido parlamentar aparece como sendo um dos chefes da ORCRIM – Organização Criminosa – que teria desviado mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos. Quem presidia, então, a Casa? Bingo: o(a) internauta acertou em cheio. 

 

 

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