Finalmente, a confirmação. Depois de muita polêmica, o WhatsApp finalmente admitiu oficialmente que houve envio ilegal de mensagens em massa durante as eleições de 2018 no Brasil. A informação foi confirmada pelo gerente de Políticas Públicas e Eleições Globais da empresa, Ben Supple, e divulgada pela Folha de S. Paulo nesta terça (08), em uma reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello.

Gerente do aplicativo admitiu ilegalidade durante as eleições (Foto: Reprodução)

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, disse Supple, durante uma palestra no Festival Gabo. Este tipo de estratégia eleitoral é proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O executivo do WhatsApp também condenou grupos públicos que compartilham conteúdo político. “Vemos esses grupos como tabloides sensacionalistas, onde as pessoas querem espalhar uma mensagem para uma plateia e normalmente divulgam conteúdo mais polêmico e problemático”, disse. “Nossa visão é: não entre nesses grupos grandes, com gente que você não conhece. Saia desses grupos e os denuncie.”

Segundo Supple, a empresa de Mark Zuckerberg está adotando medidas para bloquear contas que enviam mensagens automáticas ou em massa, e que o número de reencaminhamento de mensagens caiu 25% desde janeiro. De acordo com ele, 2 milhões de contas estão sendo banidas da plataforma todo mês.

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