Uma pesquisa realizada no Reino Unido, na França e na Itália mostrou que secadores de mãos – aqueles com ar quente, usados em banheiros – são péssimos para nossa saúde: os aparelhos podem inclusive espalhar doenças. Em hospitais, a situação piora ainda mais.

Secadores podem ser verdadeiros ‘canhões de germes’ (Foto: Reprodução)

O estudo foi realizado em três períodos de quatro semanas cada, em banheiros de hospitais. A propagação de várias bactérias que causam doenças foi acompanhada pelos pesquisadores, incluindo uma das mais resistentes, a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (Sarm). Foram seis banheiros no total, com secadores e também com dispensers de papel toalha.

Entre os banheiros estudados, um padrão consistente: os que usavam os secadores a jato (com ar quente) apresentavam mais germes do que os que só tinham papel toalha. Entre os banheiros localizados em hospitais do Reino Unido, a Staphylococcus aureus foi encontrada três vezes mais nos que tinham os secadores. Na França, os banheiros com este tipo de aparelho continham o dobro de bactérias resistentes a antibióticos de amplo espectro.

Os resultados obtidos são muito preocupantes, principalmente porque os chamados “supervírus” nascem, geralmente, em hospitais, onde pacientes frágeis e já acometidos por alguma doença são as grandes vítimas.

Qual método você prefere: secadores de mãos ou papel toalha?(Foto: Reprodução)

O problema detectado foi que os secadores “criam um aerossol (suspensão de partículas finíssimas) que contamina todo o banheiro, incluindo o secador e potencialmente as pias, o chão e outras superfícies, dependendo do design do aparelho e onde ele está localizado”, explicou Mark Wilcox, professor de Microbiologia Médica na Universidade de Leeds, na Inglaterra.

Já as toalhas de papel absorvem a água e as bacetérias das nossas mãos, o que é mais eficiente na nautralização da propagação da contaminação. Os estudos foram publicados no Jornal de Infecção Hospitalar.

Apesar dos resultados, ainda existem debates na comunidade científica sobre dessa diferenciação (secadores x papel toalha), ou sobre a importância do “duelo”. Obviamente, companhias que fabricam os secadores criticam este tipo de estudo, afirmando que estudos realizados por elas mostram que os secadores são mais seguros. No entanto, os autores do estudo multinacional afirmam que os benefícios energéticos dos secadores não compensam os riscos de saúde, pelo menos nos hospitais.

Fonte: Gizmodo