Luisa Sonza teve nudes vazados no Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

Neste domingo, a cantora e atriz Luisa Sonza foi vítima de um crime que atinge milhares de pessoas todos os dias ao redor do mundo: o vazamento de fotos privadas, mais especificamente “nudes”. Uma foto de Luisa foi publicada nos stories de seu perfil no Instagram, onde ela aparece nua. A foto, que ela tirou para o marido, o youtuber Whindersson Nunes, acabou viralizando na internet.

Em uma série de vídeos, Luisa falou que ainda não sabe com certeza como alguém teve acesso à imagem, mas suspeita de que sua senha do iCloud – um serviço de armazenamento de dados utilizado em aparelhos da Apple – tenha sido “roubada”. A cantora fala que alguém que tem a senha dela postou a foto, e que um dia antes do caso, ela tinha “perdido” a senha, chegando a cogitar que o vazamento poderia ter sido feito por uma pessoa de sua equipe. “Com certeza tem acesso ao meu iCloud”, afirmou.

Confira trechos do depoimento da artista:

O crime de divulgar (ou compartilhar) fotos íntimas de alguém sem consentimento realmente não é nenhuma novidade, mas casos que atingem celebridades sempre chamam mais atenção. Vale lembrar que em 2014 ocorreu um vazamento de quase quinhentas fotos privadas de várias artistas, como as atrizes Jennifer Lawrence (X-Men) e Kaley Cuoco (The Big Bang Theory), no que ficou conhecido como The Fappening (mistura de “o acontecimento” com “fap”, uma gíria para masturbação). Na ocasião, os criminosos conseguiram as imagens da mesma forma: através do iCloud dos famosos.

Atriz Jennifer Lawrence foi uma das vítimas do The Fappening (Foto: Reprodução/Idependent)

O que é o iCloud?

O iCloud é um serviço de armazenamento de dados na nuvem (termo que se utiliza quando a informação fica armazenada diretamente “na internet”, e não no celular/computador) lançado pela Apple em 2011. Ele é utilizado em iPhones e computadores Mac para guardar senhas, fotos, e-mails, histórico do navegador, informações de cartões de crédito e várias outras informações dos usuários.

Devido ao grande número de informações que o serviço armazena, ter a senha “roubada” é algo extremamente perigoso, já que todos os dados poderão ser acessados pelo criminoso – o que se suspeita que tenha acontecido com Luisa. Assim como a senha do e-mail utilizado para fazer backups em smartphones que rodam Android, a senha do iCloud deve ser a mais bem protegida por quem usa smartphones que rodam iOS.

iCloud já foi alvo de vazamentos repetidas vezes (Foto: Reprodução/9to5Mac)

Como hackers e criminosos conseguem estas senhas?

Em seu depoimento, Luisa Sonza afirma que há a possibilidade de alguém próximo dela ter tido acesso à senha, o que nem sempre é o caso. Às vezes, hackers usam os chamados botnets, que são computadores já hackeados e que são utilizados para integrar uma rede de hackeamento para tentar ter acesso a senhas de várias pessoas e de vários serviços.

Através de uma uma lista de e-mails (e isso não é muito difícil de conseguir), os botnets tentam acessar contas de serviços e redes sociais como Gmail, Facebook, Instagram e iCloud, utilizando várias senhas repetidamente, incluindo opções comuns como 123456, ou abc123, nomes próprios e palavras aleatórias do dicionário. Quando conseguem acessar os dados, os hackers podem, chantagear os usuários, usar a informação obtida ou até mesmo vender os dados para outras pessoas.

Como se proteger de roubos e vazamentos?

Entenda de uma vez: senhas fáceis de lembrar também são fáceis de descobrir. Além disso, usar a mesma senha para vários serviços é ruim para a sua segurança, já que quando uma “vaza”, é preciso mudar todas as outras. Para resolver isso, a melhor opção é utilizar aplicativos que geram senhas longas, seguras e praticamente “inhackeáveis”, como o 1Password (Android | iOS | Windows | Mac) ou o LastPass (Android | iOS | Windows).

1Password é uma boa opção para proteger suas senhas (Foto: Reprodução/MacStories)

Eles se integram ao navegador e aos apps do celular, sincronizando os dados entre eles, então só é preciso lembrar de uma senha “mestre”. E se o celular tiver um leitor de digitais, é só colocar o dedo e pronto. Os bons apps de senhas geralmente são grátis para testar, e mesmo assim, vale muito a pena investir o dinheiro neste tipo de segurança.

Dá pra ficar ainda mais seguro?

Para adicionar ainda mais segurança, uma boa opção é utilizar a autenticação em dois fatores, ou A2F, (do inglês two-factor authentication, 2FA), que faz com que seja necessário um dispositivo (geralmente um celular) juntamente com a senha para fazer login, por isso o nome “dois fatores”.

A autenticação em dois fatores adiciona ainda mais segurança às suas senhas (Foto: Reprodução/Next Advisor)

Quando você tenta acessar um serviço que usa A2F (o Instagram, por exemplo), recebe uma mensagem no celular com um código que precisa ser inserido corretamente, e só assim o acesso é liberado. Desta forma, para que alguém invada seu perfil em uma rede social, por exemplo, ele precisaria de sua senha e também de seu celular, o que é bem difícil.


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