Libra será a moeda própria do Facebook (Foto: Reprodução/Gizmodo)

Se você já achava que o Facebook controlava muitos aspectos da vida das pessoas, imagine a empresa de Mark Zuckerberg controlando também o (seu) dinheiro. Pois é, a mais nova investida do poderoso conglomerado de redes sociais, que envolve também o Instagram e o WhatsApp, é um sistema próprio e global de criptomoeda, a Libra.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (18), através de um “white paper”, um tipo de documento/informe oficial. Nele, a empresa afirma que o sistema financeiro será lançado na primeira metade de 2020, e será gerenciado pela Libra Association, uma organização independente sem fins lucrativos com sede na Suíça que já conta com 28 membros, entre eles PayPal, Mastercard, Visa, Spotify, Uber e eBay, dona do MercadoPago. No entanto, o objetivo é que esse grupo chegue a 100 membros antes do lançamento oficial.

Para garantir a estabilidade da criptomoeda, a Libra será lastreada por bens reais, com conversão direta para várias moedas, como o dólar, por exemplo. O vídeo oficial de anúncio do sistema mostra que, ao efetuar uma transferência, o app Calibra, a “carteira” oficial do sistema Libra, faz a conversão de valores automaticamente. Confira:

Ao que tudo indica, o Calibra será integrado aos aplicativos Messenger e WhatsApp, o que pode indicar que os pagamentos feitos nessas plataformas serão totalmente na moeda própria, e que também será possível enviar e receber dinheiro diretamente por lá.

Neste momento, você já deve estar preocupado com um dos principais problemas encontrados no Facebook, a falta de privacidade e segurança. Bem, segundo a empresa, a informação das compras e transações dos usuários utilizando a Calibra não será utilizada para exibição de anúncios personalizados, por exemplo. “Com exceção de casos limitados, a Calibra não vai compartilhar informações de contas ou dados financeiros com o Facebook ou terceiros sem a permissão do consumidor. Isso significa que as informações não serão usadas na família de produtos Facebook”, informou a rede social em seu site oficial.

Mais de 20 empresas já apoiam o novo sistema monetário (Foto: Reprodução/Android Central)

O problema aí, na minha opinião, são esses “casos limitados”. O Facebook explica: “Os casos limitados em que esses dados podem ser compartilhados refletem nossa necessidade de manter as pessoas seguras, cumprir as leis e prover funcionalidades básicas para as pessoas que usam o Calibra. O Calibra vai usar dados do Facebook para cumprir a lei, manter as contas dos consumidores seguras, mitigar riscos e prevenir atividades criminais”. Ou seja, em teoria, basta uma ordem judicial para que o sigilio de sua conta seja quebrado. Mas se tratando de um sistema financeiro global, de onde poderia (ou teria que) vir essa ordem? Algo a se questionar nos próximos meses.

O que você acha dessa moeda própria. Pode ser algo positivo ou devemos ver com cuidado? Fala nos comentários!

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