Este trecho inicial do post é direcionado a usuários de smartphones Android. Se o seu aparelho é um iPhone, pode pular para a parte final do texto, mas recomendo a leitura completa.

Os smartphones de hoje são verdadeiros computadores de bolso, e talvez por este motivo muitos de nós adaptamos um costume dos PCs ao migrar para o mundo mobile: instalar um antivírus. O raciocínio é automático, proteger o aparelho que tem suas informações pessoais e sigilosas. Mas os antivírus realmente funcionam?

Antivírus no celular: necessários ou não? (Foto: Reprodução/Lifewire)

Sim e não. A questão é que há, sim, aplicativos que protegem seu aparelho Android especificamente de vírus (explicarei a separação mais na frente), mas infelizmente é preciso ter muito cuidado com qual você vai instalar. Uma pesquisa do site AV-Comparatives mostrou que dois terços dos apps que prometem detectar e remover vírus simplesmente não funcionam.

Ouça o podcast sobre o tema:

O estudo constatou que dos 250 aplicativos testados, somente 80 funcionaram. E para ter essa certificação, os antivírus tinham que detectar mais de 30% dos apps maliciosos catalogados em 2018, e não podiam apresentar nenhum “falso positivo” (afirmar que um aplicativo está infectado por engano). E o pior: muitos dos tais antivírus identificavam eles mesmos como vírus.

Segundo o AV-Comparatives, isso ocorre porque esses antivírus fajutos não escaneiam o código dos aplicativos para identificar infecções, apenas usavam uma lista com os nomes dos vírus. Em outras palavras, é o mesmo que um segurança permitir a entrada de uma pessoa baseada apenas no crachá, sem olhar para ver se o rosto confere com o nome.

Muitos antivírus nem identificam os apps infectados (Foto: Reprodução/Pplware)

Um exemplo: os pacotes de arquivos do Instagram podem começar com o nome “com.instagram”. Então os antivírus reprovados apenas olhavam o nome do pacote, e se na lista dele este arquivo estivesse limpo, ele “deixava passar”.

E quais são os antivírus confiáveis, então? Bom, voltando ao costume dos PCs, basta confiar nos nomes conhecidos. AVG, McAfee, e Kaspersky são excelentes opções, e muitos deles oferecem até outras opções de segurança além de scanner de vírus, como VPN ou bloqueio de apps com códigos e senhas. O próprio AV-Comparatives lista nesta página quais foram os aprovados no teste.

Mas e o iPhone/iOS?

Se você usa um aparelho iPhone, pode ficar mais tranquilo. A arquitetura dos aparelhos da Apple foi elaborada de maneira que cada aplicativo funcione em “caixas de proteção” (ou sandboxes), fazendo com que um não se comunique com o outro, nem com o disco rígido do smartphone ou iPad. Assim, mesmo que o vírus chegue ao celular, o que já vai ser bem difícil, não vai poder fazer nada além de “existir” lá dentro, sem risco de infectar outros arquivos ou apps.

Usuários de iOS tem menos motivos para preocupação (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)

No entanto, é preciso explicar que os vírus são apenas uma das faces dos malwares (do inglês malicious software, ou programas maliciosos). Outra forma bastante comum, especialmente no Brasil, são os golpes de phishing, e estes sim podem atingir usuários de iPhones e afins.

O phishing ocorre quando alguém mal intencionado usa de artifícios para conseguir dados ou informações da vítima. E isso pode acontecer de várias formas, inclusive através de alertas como “seu aparelho está infectado, faça login e proteja ele agora”. Com certeza você já deve ter visto algo assim, não é? Pois é, ao fazer login, você terminou dando seus dados para outra pessoa, que poderá inclusive ter acesso a informações pessoais e financeiras – como seu cartão de crédito.

Assim, se você tem um iPhone, está imune a vírus, mas cabe a você evitar um golpe desse tipo. Desconfie de mensagens de texto e pop-ups duvidosos e e-mails pedindo a sua senha, e provavelmente irá passar o resto dos seus dias sem nenhuma dor de cabeça.

Fonte: Engadget, Tecnoblog

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