Verão Mexicano
Pastel de Junqueiro

 

O Amalá é peito de boi cozido com quiabo, azeite dendê, camarão seco, gengibre e pó de camarão, uma receita quilombola do restaurante Baoba, encravado na mata atlântica de União dos Palmares. Neste pedaço de chão, Mãe Neide tem o privilegio de cultivar as hortaliças, ervas, frutas e galinhas de capoeira que abastecem a sua cozinha de tradições da culinária afro, onde o pó do camarão seco e o dendê temperam a mesa alagoana.

Segundo Mãe Neide, os escravos usavam pó de camarão seco e ela segue a tradição: “é pó de camarão seco, fabricação da casa, que dá sabor divino”. No restaurante, as panelas de barro aquecem as comidinhas afro-brasileiras. Na mesa farta, os minis acarajés com camarão seco e caruru dão boas vindas ao Baoba. A iguaria culinária afro-brasileira é comida de Iansã – orixá dos bons fluídos e das energias positivas.

Acarajé, o sabor de bem vindo no restaurante Baobá de Mãe Neide

Maria Neide Martins, conhecida como Mãe Neide Oyá D’Oxum, nasceu no município de Arapiraca. Formada em gastronomia, é Patrimônio Vivo Cultural do Estado, Fundadora da ONG Centro de Formação e Inclusão Social Inaê. No Centro Espírita Santa Bárbara, no Conjunto Village Campestre, em Maceió, ela mantém cursos e oficinas profissionalizantes e trabalha em prol da melhoria da comunidade. Em 19 de dezembro 2017, recebeu o título de Comendadora, pela Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura (MinC).

Mãe e a mesa de fartura de comidas tradicionais da cultura afro brasileira

Rota Baoba

O Baoba abre nas quartas, mas quem deseja ir em um outro dia, basta reunir no mínimo 10 amigos, fazer a reserva, e viajar pelas tradições da culinária afro, também chamada de quilombola. Telefone 99670.6678

Cachaças de frutas e ervas do Baoba