29 de abril de 2016

Um sonho, chamado de Brownie

Torta de brownie do SanGlu, sem glúten, sem lactose e com sabor
Torta de brownie do SanGlu, sem glúten, sem lactose e com sabor

É de comer com os olhos… O chocolate é belga, textura macia, desmancha no céu da boca, e o mais instigante é que essa torta derruba a teoria de que guloseimas sem glúten e sem lactose não têm sabor. Não leva farinha de trigo, nem leite, é uma declaração de amor ao paladar.

Brownie, uma tradição americana, ganhou uma versão mais saudável da pernambucana e alagoana de coração, Débora Tigre, doceira de mão cheia. A sua receita, no lugar apenas da farinha de trigo, recebe um mix de farinhas (linhaça e amaranto), biomassa de banana verde, e açúcar mascavo. Ela só não é apropriada para os diabéticos, no mais, pode comer sem culpa no SanGlu, Padaria e Café.

Bolinho de cenoura (sem glúten e sem lactose) da chef Dédora
Muito bom: Bolinho de cenoura (sem glúten e sem lactose)

A cozinha da Débora Trige, especializada sem glúten e sem lactose, já foi tema do meu blog em fevereiro de 2015. Agora, a nossa boa pernambucana acrescentou ao cardápio as comidinhas funcionais à base de legumes, folhas verdes, grãos, grelhados…

Siga o meu roteiro

Maravilha: coxinha de galinha com massa de macaxeira
Maravilha: coxinha de galinha com massa de macaxeira

Aplausos – A coxinha de galinha com a massa da macaxeira é um dos melhores lanches da SanGlu, na categoria de salgados. A massa é fina, com sabor do caldo da ave, e o recheio é  farto e bom . A iguaria vem polvilhada com farinha de pão e de milho. É para repetir.

Tortinha salgada de legumes
Tortinha salgada de legumes

Muffin: O bom salgado é preparado com gergelim, linhaça, mix de farinhas e com recheio de tomatinho, cenoura e azeitona. Para acompanhar, um suco de frutas da casa que vem direto da feirinha da Jatiúca.

Pão de azeite, uma das boas opções do SanGlu
Pão de azeite, uma das boas opções do SanGlu

Pães – Na casa de Débora tem uma pequena padaria de onde saem os melhores pães sem glúten e sem lactose, e alguns fofos, coisa rara. Eles são elaborados com o mix de farinha de linhaça, batata, grão de bico, entre outras, e nada de leite, só água. O pão de forma de azeite é um dos mais queridos, contudo o batizado de “Low Card” (poucos carboidratos) é o meu predileto, de comer sem precisar grelhar, apenas um pouco de manteiga e uma xícara de café quentinho. O único problema: Dificilmente comemos apenas um, atiça a gula.

Macarronada ao molho de bolonhesa versão sem glúten
Macarronada ao molho de bolonhesa versão sem glúten

Bolonhesa – O tradicional molho de tomate com carne moída está entre as opções de almoço funcional. O sabor é mais leve, a massa é integral e sem glúten. Como a receita é suave, aposte no azeite e queijo ralado, claro, sem lactose. O purê de batata é um dos destaques da casa.

Tortinha de limão com suspiro de açúcar demerara
Tortinha de limão com suspiro de açúcar demerara

Limão – Os suspiros são de açúcar demerara, que quando é batido fica mais claro. Eles enfeitam a torta de limão com recheio de fruta e a massa de castanha. Claro que não tem a doçura do leite condensado, tem mais o sabor cítrico equilibrado com o suspiro.

Bruschettas sem glúten e nem lactose, mas com sabor
Bruschettas sem glúten e nem lactose, mas com sabor

Cozinha do amor

Débora Tigre, pernambucana, não é chef, mas quando descobriu que o marido, Sergio Miranda, tem intolerância a glúten (doença celíaca), em nome do amor mudou o rumo profissional de sua vida. Abandonou a administração para dedicar-se à cozinha sem glúten e sem lactose. A nova tendência gastronômica saudável – e o grande desafio – é fazer receitas saborosas sem o trigo e sem leite e seus derivados. Recentemente Débora fez um curso em Nova York para aperfeiçoar os conhecimentos na cozinha.

Encantador: brigadeiro da massa da banana
Encantador: brigadeiro da massa da banana

No mais, o brigadeiro de Débora é um espetáculo feito da biomassa, que nada mais  é que a banana verde cozida em panela de pressão e transformada em massa e farinha. Além de nutritiva, é uma das estrelas da cozinha de Débora. Graças a persistência da pernambucana, ganhamos sabor nas comidas sem glúten e lactose.

Débora comanda a melhor casa de sem glúten e sem lactose e com sabor
Débora comanda a melhor casa de sem glúten e sem lactose e com sabor

Rota SanGlu

Preços: salgados e doces a partir de R$4,00/ pães (unidade)- R$ 3,60/ Almoço funcional (porção) a partir de R$ 7,00. Aceita-se cartão

Aceita encomenda

Sans Gluten – Rua Desp. Humberto Guimarães, 541-A Ponta Verde/082 9317-9966

Funciona de terça a sábado, das 12 até as 22horas e nos domingos das 17 até 22horas

 

 

28 de abril de 2016

Vamos comer Fumaça?

Pastel do Fumaça, massa boa e tem recheio. O de carne é o mais querido
Pastel do Fumaça, massa boa e tem recheio no centro de Maceió

O Pastel do Fumaça (próximo à Transpal) foi um dos sucessos do meu blog em fevereiro de 2014, e continua sendo uma ótima opção de lanche no centro de Maceió, ao preço de apenas R$1,50 a unidade. Se for encomenda para levar pra casa, ou para uma festinha, cada um sai por R$1,00.  O tamanho do pastel é grande, e não é de vento: tem recheio. O campeão de vendas é o de carne (bom). Também aprecio o de queijo. O lugar é pequeno e simples. Quem comanda o Pastel do Fumaça é a família de Edilma Silva, que há 20 anos faz pasteis e outros salgados. Vale, e muito, conferir. Detalhe: mais de mil pessoas recomendaram pelo facebook.

Rota Pastel do Fumaça

Rua Buarque de Macedo, 573 – Centro (próximo a Transpal)/ Funciona de segunda a sexta-feira, das 8 até 17horas e aos sábados, das 8 as 12h.

27 de abril de 2016

Bom vinho, boa comida…

Elegância e sabor: vinho, queijos, presuntos, geleias e pães no Bon Vin
Elegância e sabor: vinho, queijos, presuntos, geleias e pães no Bon Vin

O vinho tem seus encantos ao paladar, tem a cor da paixão, o sabor das amizades e do amor, e estes são alguns dos ingredientes do novo bistrô que aterrissou em Maceió, Bon Vin, do casal, a pernambucana Roberta Queiroz e o francês Nicolas (pronuncia Nicola) Ferrandiz, também conhecido como Nico, o senhor dos vinhos.

Nas gôndolas do bistrô, temos bons vinhos, e na cozinha, comidinhas caprichadas e leves. No roteiro da nova casa comece pela tábua de frios com os queijos brie, gouda, gorgonzola, emental, morbier, parmesão e o de cabra (Campo da Serra), lá de Pernambuco, por sinal maravilhoso. E ainda tem o salame italiano, geleia de pimenta, geleia de frutas vermelhas e nozes, outros tipos de geleias, nozes e cesta de mini pães.

O charme do bistrô Bon Vin
Detalhe: charme do bistrô Bon Vin

Bon Vin é pequeno, mas de bom tamanho, aconchegante, cozinha aberta, e muito charmoso. Ideal para casais apaixonados e para os amigos compartilhar a boa mesa da gastronomia. Siga meu roteiro:

Tartines”, nome fraTartines”, nome francês para bruschettas, é a de queijo emmental com queijo pernambucano de cabra, ao molho pestoncês para bruschettas, é a de queijo emmental com queijo pernambucano de cabra, ao molho pesto
Tartines nome francês para bruschettas são ótimas

Pães – O sabor mais bacana e inovador das “Tartines”, nome francês para bruschettas,  é  a  queijo pernambucano de cabra, ao molho pesto. Mas também tem os tradicionais de tomate com queijo emmental e outra com pedacinhos de bacon. Apenas regue com um pouco de azeite.

Melhor salada de rúculas com carpaccio é do Bon Vin
Melhor salada de rúculas com carpaccio é do Bon Vin

Folhas – Por incrível que pareça, aprender a fazer a salada de carpaccio da Roberta, com certeza faz perder peso, e o melhor de tudo, com sabor. A iguaria são folhas de rúculas (bem selecionadas), as lâminas finíssimas de carne são enroladas e recebe raspas de queijo parmesão, croutons (quadradinhos de pão) e o molho de mostarda djon, que é soberbo. A salada é deliciosa. O próximo passo é consultar o sommelier Nicolas sobre qual o vinho ideal para realçar o sabor das folhas.

Conchas recheadas com ricota e peru no molho de tomate
Conchas recheadas com ricota e peito peru no molho de tomate

Conchas – A massa italiana em formato de conchas é recheada com queijo ricota e peito de peru no molho de tomate e manjericão. Sabor leve.

Amor de carnaval

Roberta é estilista e Nicolas é sommelier, mas cultivam paixões pelos temperos e caçarolas
Roberta é estilista, e Nicolas sommelier. Eles cultivam paixões pelos temperos

A história de paixão de Roberta e Nicolas começou no Rio de Janeiro, amor de carnaval ao sabor de samba, paixão que dura até hoje. Eles se casaram em Recife, viveram na França, mas como Roberta passou um bom tempo em Maceió, escolheu a capital de Alagoas para construir o sonho do bistrô com ares românticos. Ela na cozinha. Ele com vinhos, outra paixão de 10 anos dedicados à arte da boa bebida .

Roberta aprendeu a a cozinhar em casa, e seu amado Nicolas também, porque na França é cultural receber amigos para o Apéro (uma “refeição” só de entradinhas), e o casal começou a receber amigos e treinar os temperos. Assim nasceu o Bistrô, com espírito do Apéro, em Maceió, simplesmente, comer, beber e viver.

Atenção cervejeiros: o bistrô também tem uma seleção de cervejas artesanais brasileiras e belgas.
Atenção cervejeiros: o bistrô Bon Vin também tem uma seleção de cervejas artesanais brasileiras e belgas. Pequena mas bem legal

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Rota Bon Vin

Os preços são a partir de R$18,00 (bruschetta) até R$76,00, o fondue de queijos (para duas pessoas)

Rua General Saleiro Pitão, 1037 – Ponta Verde (Praça do Skate) – (82) 998175-3651

bon vin

26 de abril de 2016

Camarão do Osvaldo

Barraca do Osvaldo: o camarão crocante é envolvido numa camada super fina de farinha de trigo, transformando a casquinha em tira gosto, e a carne é bem macia
Barraca do Osvaldo: o camarão crocante é envolvido numa camada super fina de farinha de trigo, transformando a casquinha em tira gosto, e a carne é bem macia
Lembro- me que em 2013, numa manhã de sol, brisa, sombra e eu muito bem acomodada em uma cadeira na Praia de Paripueira, provei o afamado camarão crocante do Osvaldo. E até os dias de hoje, o crustáceo envolvido numa camada super fina de farinha de trigo continua na “crista da onda” (expressão da minha geração), ou  maneiro, como dizem nessa nova geração. Delícia, é de pedir bis.
No período de baixa temporada, são consumidos 200 quilos do “rosinha”, o melhor para fazer a receita do camarão crocante. Os crustáceos vêm da praia do Peba (Piaçabuçu) e do Mercado da Produção de Maceió. O criador da iguaria é o carioca de Duque de Caxias, Osvaldo Melo, que há 28 anos aportou em Paripueira para viver e trabalhar sem terno e gravata e com muita simpatia. Então, fica a dica, vamos pra Paripueira saborear o camarão mais crocante de Alagoas.
Na Barraca do Osvaldo tem jardim de coqueirais formando uma sombra espetacular para nosso verão, grande convite ao ócio.
Na Barraca do Osvaldo tem jardim de coqueirais formando uma sombra espetacular para nosso verão, grande convite ao ócio

Rota Barraca do Osvaldo

Funciona de terça a domingo, das 9 até as 17horas/ Endereço; Travessa Eugênio Costa, 1, Paripueira – litoral Norte de Alagoas – Telefone:(82) 3293-1100

25 de abril de 2016

Passaporte Gaúcho, para sempre

Milton Braun, criador do Passaporte Gaúcho, morreu no último dia 24 aos 84 anos, deixando o legado saboroso em Maceió. Na foto ao lado de sua filha, Cris Braun
Milton Braun, criador do Passaporte Gaúcho, morreu no último dia 24 aos 84 anos, deixando o legado saboroso em Maceió. Na foto ao lado de sua filha, Cris Braun

Pão macio, carne moída (bem temperada), salsicha, verduras, queijo parmesão ralado e maionese. Este era o passaporte predileto de seu Milton Braun, gaúcho da cidade de Bom Retiro Sul, que escolheu Maceió para viver e empreender ao lado de sua amada Laci. Ele foi o criador do sanduíche “Passaporte”, que mudou o hábito dos alagoanos e dos turistas há 43 anos. Ontem (24 de abril), num dia de domingo chuvoso, aos 84 anos, seu Milton cumpriu sua missão e partiu, deixando nossa Maceió mais saborosa.

Infelizmente não conheci seu Milton, mas a sua filha Cris Braun, cantora e compositora, me apresentou a essa história e me ajudou a contar a trajetória de seus pais para o meu blog e para a segunda edição do Guia da Gastronomia Popular. E assim como eu, milhares de alagoanos se alimentaram e se deleitaram do Passaporte Gaúcho, que nunca sairá de moda. E não apenas nós, alagoanos, mas também os amigos turistas que tínhamos orgulho em levar para conhecer o saboroso passaporte que só tem em Maceió, farto e delicioso.

423anos de sucesso: passaporte de carne moída, verduras, linguiça e maionese caseira do Passaporte Gaúcho
Sanduíche de carne moída, verduras, linguiça e maionese caseira do Passaporte Gaúcho era o predileto do seu Milton Braun.

São 43 anos de história contada pelos funcionários, o gerente (braço direito do seu Milton) Roni Andrade, a viúva Laci que passou o saber e o fazer das receitas dos passaportes, a filha Cris, e nós fãs, que só temos agradecer ao seu Milton por escolher Maceió para viver. Que o Gaúcho seja eterno.

Vamos recordar a história do Passaporte Alagoano que foi o campeão de acessos de junho de 2015 e alguns depoimentos dos leitores:

Passaporte misto de frango com salsicha e as famosas maioneses caseira
Passaporte misto de frango com salsicha e as famosas maioneses caseira

Tudo começou em 1973

Nos anos 70 a praia da Avenida era o “point” da juventude dourada – bronzeada, melhor dizendo – e das badaladas festas do Clube Fênix. Nesse cenário maceioense, em 1973, aterrissou num ponto da calçada da Avenida da Paz um trailer identificado Passaporte Gaúcho (o termo food truck não estava na moda). Iniciava seus trabalhos ao por do sol oferecendo três opções de sanduíches: minuano, passburger, passaporte de salsicha (depois recebeu carne moída com batata) – todos abraçados por um suave pão seda.

Depois de 43 anos de saboroso trabalho, o Passaporte Gaúcho continua em voga. Atualmente oferta 25 sabores, e – segundo as pesquisas da casa – o favorito é o de carne moída com batatas, salsicha e legumes. Mas há a turma apaixonada outras opções. Eu, por exemplo, sou fã de dois:  passaporte de frango desfiado com ervilha, queijo; e o passburger  com bife, presunto, queijo prato, tomate, alface, queijo ralado. Ambos servidos no tradicional pão seda e regados com muita maionese, uma receita caseira de dona Laci.

O casal Milton e Lani Braun escolheu Maceió para viver e empreender. Foto arquivo de Cris
O casal Milton e Lani Braun escolheu Maceió para viver e empreender

Qual razão do sucesso?

Empreendedorismo, pioneirismo, qualidade e persistência. Milton e Laci chegaram em Maceió no ano de 1971 (trazendo, a tiracolo, a pequena Cris Braun) movidos pelo sonho de montar uma fabrica de  embutidos. Frente às dificuldades de viabilizar o projeto original, Seu Milton, ex-açougueiro, teve a brilhante ideia de vender sanduíches num trailer, moda que já existia no Rio Grande do Sul.

No começo não foi fácil, a salsicha não era encontrada no mercado e tinha de ser importada de outras praças. Como a tradição alagoana era do sanduíche de carne moída com batata inglesa (nas festas de rua, como da Praça da Faculdade, a mistura era servida sobre uma rodela de pão francês) a inovação principal ficou por conta do acréscimo do embutido, sem contar com a afirmação do pão seda. A receita mantém-se como celebridade até hoje e durante essas décadas inspirou muitos outros mestres-sanduicheiros.

Paixão: passburger com bife, presunto, queijo prato, tomate, alface, queijo ralado
Paixão: passburger com bife, presunto, queijo prato, tomate, alface, queijo ralado

Do trailer na calçada da Avenida da Paz para a atual casa de sanduíches na Praça do Centenário, no bairro do Farol, o  Passaporte Gaúcho é  lugar sagrado dos amigos, da família, dos solitários, dos turistas – é nosso, patrimônio da culinária alagoana.

Depoimentos de leitores do blog:

Reinaldo Ciqueira:

22 de julho de 2015 às 13:08

Aos 12 anos de idade, proveniente do interior alagoano, vim morar com meu tio na capital, o saudoso Gerônimo da Adefal, tudo era novidade para aquele jovem matuto, inclusive o tal Passaporte do Gaúcho, que naquela época já estava instalado no canteiro da praça na Avenida Santa Rita. Recordo-me que comer o “Gaúcho” era sinal de bonança, uma vez que o parco dinheiro da família não permitia idas constantes ao famoso trailer. Depois de 28 anos ainda guardo na memória aquele ritual de comer o tal sanduíche, momentos que não significavam apenas pecados da gula, mas de dia de fartança.

 

Giuseppe Gomes:

22 de julho de 2015 às 13:22

Logo no início, ficamos – como sempre são os sertanejos – desconfiados da amabilidade de “seu” Milton, que nos oferecia aquele pão enorme, recheado de guloseimas. Fomos nos aproximando e tornei-me freguês assíduo do “Gaúcho”, sendo o meu preferido até hoje – quando vou à Maceió – o Passburger. Os molhos são realmente deliciosos e na época a gente falava – enquanto devorava o preferido – que seu Milton daria um prêmio a quem conseguisse comer sem se sujar. Ele apenas ria, por trás do balcãozinho do trailler. Parabéns à família gaúcha que com perseverança e bons serviços evoluiu, para nossa alegria!

 

Luiz Fernandes:

25 de julho de 2015 às 10:20

Sou cliente do passaporte do Gaúcho desde que me conheço por gente, tenho um tio que mora em São Paulo e todo ano que vem a Maceió tem que ir no Gaúcho para matar a saudade. Uma sugestão, o passaporte do Gaúcho já devia ter virado patrimônio imaterial ou culinário de Alagoas.

 

24 de abril de 2016

Gastronomia de oportunidade

Chef Jonatas Moreira será uma das estrelas do Gastronomia de Oportunidades
Chef Jonatas Moreira será uma das estrelas do Gastronomia de Oportunidades

No próximo dia 27, o chef Jonatas Moreira será uma das estrelas  do evento Gastronomia de oportunidade da  2ª edição da Arena Gastronômica Engenho/Nassau.  Além do Jonatas, outras estrelas vão dividir seus conhecimentos, como Anna Corinna (PE), Bruno Didier (PE), Paolo Salvadori (PE), Luciana Sultanum (PE) e Carlos Bertolazzi (SP) do programa “Hell’s Kitchen” (SBT) e também do ‘BBQ Brasil: Churrasco na Brasa’.  O evento será nos dias 27 e 28 de abril, na Faculdade Maurício de Nassau – unidade Maceió, bloco Farol.

Polvo é um dos itens sagrados dos meres presente nas panelas do chef Jontatas. A foto é do próprio chef
Polvo é um dos itens sagrados do chef Jonatas Moreira

Formado pelo Instituto Paul Bocuse, na França, o chef Jonatas Moreira trouxe nas malas a técnica, os conhecimentos e experiências, mas fugiu do clássico e apostou nos ingredientes alagoanos, em especial os vindos dos mares e lagoas. No evento, Jonatas abordará Pescado das lagoas alagoanas. Para quem não conhece o talento do chef será uma grande oportunidade.

O evento une arena gastronômica, palestras, oficinas e uma justa homenagem à Arlinda dos Santos Fernandes, de 76 anos, uma das primeiras culinaristas de Alagoas.

Para fazer o molho: cabeça dos lagotins com azeite e ervas
Chef Jonatas no seu restaurante ensinou a fazer molho com cabeça de lagosta

Mais informações pelo telefone: (82) 3036-2280.

22 de abril de 2016

Frutos do mar no papel

Tradição italiana de frutos do mar e da terra na mesa do Basilico
Tradição italiana de frutos do mar e da terra na mesa do Basilico

Desde 2014 sigo a carreira solo da chef italiana Lory Dori, do restaurante Basilico (manjericão), e sempre é uma grata surpresa. Recentemente ela me convidou para provar uma iguaria típica do seu país, Gran Fritto di Mare com Verdure, traduzindo para o nosso bom português, fruto do  mar e legumes fritos, servidos numa espécie de funil de papel. Todos fritos e empanados: lula, agulhinha, peixe, almôndegas de bacalhau, camarão, cenoura, abobrinha, cebola, batata e fatias de pão toscano, produção da casa.

Uma infinidade de sabores, todos bem crocantes. Alguns dos ingredientes levam vinho branco, mas claro, Lory não conta os segredos. A entrada é farta e comem bem três pessoas.  Agora, mesmo sendo uma casa italiana, sugiro cerveja para acompanhar os petiscos do mar e da terra bem temperados.

Chef de cozinha Lory Dori, dama da gastronomia italiana no restaurante Basilico
Chef de cozinha Lory Dori, dama da gastronomia italiana no restaurante Basilico na antiga Amélia Rosa

Lembrete: como todo ano, a nossa chef Lory e seu amado Stfano viajam no mês de maio à Itália, para férias merecidas e trazer produtos da região. Então,  a partir de 3 de maio, o restaurante entrará ferias coletivas e retorna no dia 2 junho. Nossa chef também promete mais uma edição do Chef Por Um Dia.

Na cozinha da Lory, a proposta é saudável: manteiga sem sal, legumes frescos e as massas caseiras (produzidas no próprio restaurante com farinha italiana). Para quem deseja conhecer a alma do Basilico, deve seguir a dica da chef Lory e pedir o Tris di Primi (trio de degustação). São três massas e molhos:  lasanha de carne, capeletti (com recheio de carne) ao molho de quatro queijos e talharim com molho de Porcini (cogumelos italianos,). Todos são de pedir bis, e confesso que ainda não tinha comido nada igual, em especial o molho de Porcini, feito à base de cogumelos italianos.

 Tris di Primi (trio de degustação), um bom começo no restaurante Basilico
Tris di Primi (trio de degustação), um bom começo no restaurante Basilico

Rota Basilico ristorante italiano

Preço: R$ 22,00 até R$ 120,00 (pra duas pessoas)

Antiga Amélia Rosa, 186 – Jatiúca – Telefone: 3432.7553 – Horário de 11 até as 23horas. Fecha na terça/ Aceita cartão

 

20 de abril de 2016

As costelinhas do Rafael

Costelinha de porco com batatas em cubos do Chef Rafael nota 10
Costelinha de porco com batatas em cubos do Chef Rafael nota 10

Rafael Gendiroba é da nova geração da gastronomia do food truck chefs. Mas para ter seu próprio negócio, fez o Senac profissional e estudou gastronomia na Unit de Aracaju. O bom rapaz nasceu em Maceió, mas os pais, Elizabeth e Manoel, são lá das montanhas de Minas Gerais. Então, nas panelas do chef, as tradições mineiras estão presentes, principalmente   as receitas de carne suína. O que o nosso Rafael faz divinamente, carne macia, e nem precisa de talher porque desfia fácil, porém ganhamos par de luvas para destrinchar os ossinhos. Muito chique, né?

A elegância de comer com luvas de plástico é uma característica do food truck “Steak Truck”, estacionado na Amélia Rosa. As costelinhas vêm regadas no molho de barbecue. Como sou avessa a este molho americano, peço sem ele. Mas os fãs da iguaria amam, porque a fabricação é de casa. Para o preparo, Rafael usa com base o ketchup misturado a outros temperos. Antes de ir ao forno, a carne suína fica marinada no vinho branco, alho e outras ervas, que é segredo do chef. Para acompanhar, batatinhas em cubos, fritas.

Rafael Gendiroba, novo talento da food truck alagoano
Rafael Gendiroba, novo talento da food truck alagoano

Só tem um problema, a costelinha é viciante. Na cozinha do food truck do Rafael, têm ótimos sandubas no pão francês (nota 10) da Padaria Padoca, da chef Walgra. Siga as minhas dicas.

Sanduíche no pão francês de filé com molho de ervas
Sanduíche no pão francês de filé com molho de ervas

É filé – O pão francês crocante vem recheado com o filé em tiras, e o diferencial é o molho caseiro de ervas. Aprovadíssimo.

Frango e bacon em cubos com molho de mostarda (caseiro)
Frango e bacon em cubos com molho de mostarda (caseiro)

Olha o bacon – As comidinhas de Rafael têm o sotaque mineiro, e dos bons, e o sanduba de frango em cubos é abrilhantado com bacon. Para agregar mais prazer ao molho de mostarda, também fabricação do chef.

 

Sanduíche de pernil, uma das maravilhas do Panela de Chef. Acontece todo domingo até final de outubro
Sanduíche de pernil, uma das maravilhas do chef Rafael

Mais suína – Também faz sucesso o sanduíche de pernil suíno desfiado com o barbecue, para felicidade de muita gente, porque eu continuo divorciada do molho americano.

No mais, uma cerveja gelada cai bem com as comidinhas do chef Rafael.

 

Rota Steak Truck

Terça-feira no Jaraguá Vivo, no carro chef de 19 às 23h.

De quarta a domingo na antiga Amélia Rosa (estacionado na loja Caju Ameixa), das 19h30 até meia noite.

18 de abril de 2016

Digo sim à batata

A batata recheada do Surburguer merece meu sim
A batata recheada do Surburguer merece meu sim. Foto do Sur

Dia de sexta-feira, às 22horas, a minha ida até o Surburguer era apenas para tomar uma cerveja, mas o chef Serginho Jucá nem perguntou o que eu queria e já determinou: “Quero que prove a batata recheada”. Claro que eu disse sim à batata e para um final de noite, foi a melhor escolha, principalmente para quem foge do glúten como o diabo foge da cruz.

Toda gula é perdoada, batata com uma casca generosa de farinha panko
Toda gula é perdoada, batata com uma casca generosa de farinha panko

Pois bem, a batata é apenas temperada no sal, recheada com costelinha suína, mussarela, cheddar, bacon e barbecue. Adorei o sabor, a batata é sempre legal ao paladar e misturada a outros ingredientes fica bem melhor. Detalhe importante: a iguaria é coroada pela maionese da casa (à base de leite) e o molho criativo de ketchup de goiaba. Por fim, é grelhada ou  frita, com uma camada de farinha panko (pão japonês). No final, o queijo gruda na casquinha da batata. Ave Maria, é bom.

Rota Surburguer

Preços: gratinada: R$ 15,00/ frita: R$ 18,00 – Aceita cartão

De quarta a domingo das 19 às 23h.

Anexo do restaurante Sur – Rua Professora Maria Esther da Costa Barros, 306 Stella Maris – Telefone: 99110-2337 /  99678-1687

15 de abril de 2016

Penedo, meu amor

O Rio São Francisco, o Velho Chico, beija a cidade a bela e história de Penedo, Alagoas
O Rio São Francisco, o Velho Chico, beija a bela cidade de Penedo

Minha viagem à cidade de Penedo, que eu chamo de meu amor, começou cedo, às 5 da manhã, para chegar cedinho e desembarcar na Feira do Peixe para viver a vida dos ribeirinhos que vendem os peixes, siris, camarões, tudo fresquinho e, por sinal feira limpa…

Muito hilário, porque não estava programado, o taxista Ivan Reis encomendou os camarões das águas doce do Rio São Francisco e, claro, eu curiosa por feiras populares, segui os passos do alagoano nascido em Piaçabuçu. Porque, na minha sã consciência, turismo é mergulhar nos costumes e tradições do povo da cidade, que saboreia os camarões torrados com cerveja bem gelada.  Existe coisa melhor?

O barquinho e do sabor de infância com o algodão doce de seu Elias, que vende a guloseima a bordo de seu barquinho pelo Velho Chico
O barquinho e seu Elias, vendedor de algodão doce no Velho Chico

Bem, em Penedo existe muita, mais muita coisa legal, como apreciar meninos e meninas mergulhando no Velho Chico, como se fossem peixes, e na maior felicidade. No dia de domingo, é para lembrar-se do sabor de infância com o algodão doce de seu Elias, que vende a guloseima a bordo de seu barquinho pelo Velho Chico.

Deliciar-se com jacaré ensopado e farofa da Vera, tomar o café da manhã de Aparecida Costa, andar pelas ladeiras, sentar na calçada do bar do Jorjão para desfrutar da caranguejada.  E subir e descer ladeiras para respirar as histórias das igrejas barrocas, sonhar com as festas do Brasil Colonial no Paço Imperial, e já se programar para não perder a Festa de Bom Jesus dos Navegantes no segundo domingo de janeiro.

O Rio São Francisco e a igreja das Correntes, ícones de Penedo
O Rio São Francisco e a igreja das Correntes, ícones de Penedo

Penedo é infinidade de coisas boas. De lá, além das boas lembranças e amigos, trouxe histórias para compartilhar. Na bagagem, a carranca do mestre santeiro Timaia para afugentar maus espíritos, proteger as viagens e o nosso Velho Chico, nosso bem querer.

Os barcos do Velho Chico. Vamos navegar?
Os barcos do Velho Chico. Vamos navegar?

Siga o roteiro em Penedo, meu amor

Jacaré da Vera

Jacaré ensopado com farofa e molho de pimenta, tradição de bem receber
Jacaré ensopado com farofa e molho de pimenta, tradição de bem receber

Bacalhau do São Francisco – Receber bem em Penedo é sinônimo de mesa farta, com camarões, peixadas, mas é o jacaré ensopado no coco a tradição penendense, também conhecido como Bacalhau do São Francisco. Provei no restaurante Forte Mauricio de Nassau; deixou saudades.

Restaurante Mauricio Nassau funciona na Casa da Aponsetadoria
Restaurante Mauricio Nassau funciona na Casa da Aposentadoria

Quem prepara divinamente esse prato é Vera Lucia, que aprendeu com a sua cozinheira Célia (falecida). Do jacaré, é utilizada a calda, temperada no leite de coco e com um pouco de azeite de dendê que, por sinal,  é essencial na receita. Do caldo se faz a farofa (não vai ao fogo), preparada com caldo quente alternado pela farinha. É de comer rezando. O aspecto da carne lembra frango, mas a textura é muito macia e o sabor é de peixe. Nota 10 também para o molho de pimenta de cheiro com cebola roxa e vinagre. Telefone 99981.7047

Caranguejada do Jorjão

Caranguejo com pirão no Bar do Jorjão,tem coisa melhor?
Caranguejo com pirão no Bar do Jorjão,tem coisa melhor?

Do mangue – O bar do Jorjão funciona na casa da família de Nelma Márcia, que comanda a cozinha com  maestria e sabor. Em suas panelas é produzida a gloriosa caranguejada, com pirão aromatizado com pimenta de cheiro. Há 32 anos, a família de Nelma e de seu Jorjão escrevem histórias saborosas de Penedo.

O restaurante é localizado na lateral da Igreja do Rosário, o que já garante sombra e uma brisa agradável. A cerveja é bem gelada e a caranguejada deixa saudades. Os bichinhos vêm das cidades de Piacabuçu (Alagoas) e Brejo Grande (Sergipe) e nunca podem faltar, são o carro-chefe. Uma viagem até Penedo só tem graça se comer no bar do Jorjão. Eu já adotei a família, gente simples e valiosa. Telefone: (82) 3551.5932

Comidinhas da Aparecida

Sopa com sabor de mãe de Aparecida para o jantar simples
Sopa com sabor de mãe de Aparecida para o jantar simples

Café- Quem curte uma comida bem regional, tipo sopa, café, buchada, rabada, tem um lugar sagrado com vista pro Rio São Francisco, a barraca O Morador, modesta, mas tempero bom. Provei a sopa e o café da manhã, ambos preparados no capricho. O lugar tem 32 anos sob o comando da alagoana de Igreja Nova, Aparecida Costa. No roteiro da nossa cozinheira: quarta da rabada, quinta da buchada, sexta do chambaril… Comida e preços bons. Café da manhã R$ 12,00. Telefone: (82) 99675.0055

Camarões Torrados

Camarão do Rio São Francisco na Feira do Peixe
Camarão do Rio São Francisco na Feira do Peixe

Com a falta de políticas públicas para o Rio São Francisco, ele  não é o mesmo, continua lindo, mas o surubim desapareceu e o camarão da água doce e o pitu estão cada vez mais difícil de se encontrar. Na feira de Peixe é possível achar o camarão,   torrado da forma tradicional no sal, que vira petisco, embora pequeno, e vendido na medida de lata até R$ 10,00. A feira do Peixe vale a pena conhecer, melhor dia é sábado. Também gostei do Mercado Público de Penedo, ótimo para as compras, infelizmente as 9 h da manhã não tinha mais café regionalpara provar. Fica para a próxima.

Camarões da Fazenda

Camarões da Fazenda do Sal no leite de coco
Camarões da Fazenda do Sal no leite de coco

Os camarões de criatórios são alternativas viáveis para manter a tradição da mesa do Penedense.  Além do peixe tilápia em tanques no Rio São Francisco, o camarão é cultivado em viveiros na Fazenda Ilha do Sal, que em tempos passados foi salinas e produzia sal “Moinho de Sal”. Depois, passou para peixes e, agora, a espécie conhecida como camarão-branco-do-pacífico é cultivada e vendida em Penedo. A espécie se adaptou muito bem no Velho Chico. Provei grelhado e na casca com leite de coco, preparado pela família de penendense Valmir Lessa. Gostei da textura e sabor, e achei melhor que o barba roxa. O de 16gramas custa R$26,00. Telefone: (82) 99999.9858 (Henrique).

Bordando Penedo

Bordados Pontos e Contos contam a história e tradições de Penedo
Bordados Pontos e Contos contam a história e tradições de Penedo

O Rio São Francisco é a inspiração para 35 mulheres bordarem as festas, as igrejas e a vida dos ribeirinhos, em bolsas, sacolas, vestidos, porta-joias, enxovais, coisas que encantam o Brasil. Elas bordam em linhas coloridas no vaivém do rio São Francisco, com a graça, a beleza e a identidade cultural de um povo. No início, muitas delas não sabiam nem pegar numa agulha, mas logo aprenderam o ofício secular, que antes era apenas um passatempo e agora gera emprego, renda e felicidade na Associação Pontos e Contos. E na sua viagem a Penedo, não se esqueça de comprar bordados que contam a história da cidade. Melhor lembrança não há. Telefone: (82) 3551.4491

Mestre santeiro

Mestre santeiro Timmaia e sua arte em Penedo
Mestre santeiro Timaia e sua arte em Penedo

Penedo é uma cidade de mestre santeiros, uma tradição mantida por Antônio Francisco Santos,  conhecido como mestre Timmaia Santeiro. Há mais de 40, ele transforma madeira em santos, em Jesus, em carrancas e em bustos de personalidades. Timaia aprendeu a arte com o mestre Antônio Pedro dos Santos (falecido), descendente da Escola de Santeiros do Penedo, e sem sombra de dúvidas o quem mais deixou discípulos na histórica cidade. Telefone: 9889.6460/ 98886. 7741

Benção

Detalhe da Igreja de Nossa Senhora das Correntes
Detalhe da Igreja de Nossa Senhora das Correntes

A Igreja Nossa Senhora das Correntes, vista do hotel São Francisco, é o cartão postal mais belo do Rio São Francisco. Construída em 1720 para ser uma capela privativa da família Lemos, a Igreja Nossa Senhora das Correntes é considerada uma das mais lindas do Brasil. Contam que no movimento abolicionista, os escravos usaram a igreja como refúgio – à esquerda do altar, podemos ver a passagem secreta onde eles se escondiam.

Anjos

Detalhe do anjo do Convento dos Franciscanos
Detalhe do anjo do Convento dos Franciscanos

O Anjinho barroco na fachada da Igreja Nossa Senhora dos Anjos, com feições indígenas, é uma das relíquias da obra construída a partir de 1660 sobre as ruínas do forte de Nassau, com pinturas em ouro nos altares e na coroa portuguesa, em cima da nave principal. O púlpito é decorado com pátina dourada e concha de jacarandá. O templo restaurado pelo IPHAN tem proposta de transformar os antigos aposentos dos frades em 12 apartamentos para hospedagem (ótima ideia).

Fachada do Convento dos Franciscanos
Fachada do Convento dos Franciscanos

Paço Imperial

Memorial Raimundo Marinho guarda relíquias, como os cartazes do Festival de Cinema em Penedo
Memorial Raimundo Marinho guarda relíquias, como os cartazes do Festival de Cinema em Penedo

Sobrado que hospedou o Imperador D. Pedro II na sua visita à Penedo, em 1859, abriga dois equipamentos culturais: Memorial Raimundo Marinho e Museu Paço Imperial. O Memorial reserva a história de seu patrono e da cidade de Penedo, entre as décadas de 1960, 1970 e 1980, período em que, sob a administração de Raimundo Marinho, o município alcançou amplo desenvolvimento econômico e cultural, a exemplo do famoso Festival de Cinema.

Arte sacra do Museu Paço do Imperial
Arte sacra do Museu Paço do Imperial

Museu Paço Imperial – Seu acervo guarda objetos do período Imperial brasileiro, onde estão expostas porcelanas, mobiliário, arte sacra e objetos que contam parte da história da cidade e do Brasil.

Casa de Penedo guarda a história da cidade
Casa de Penedo guarda a história da cidade. Foto : Roberto

Fundação Casa do Penedo é um museu particular, que preserva a história da cidade e dos seus principais personagens. Mantém um arquivo iconográfico e documental informatizados, uma hemeroteca especializada, uma biblioteca com rico acervo histórico-cultural, a maior parte doada pelas famílias penedenses.

Carranca do mestre Timmaia
Carranca do mestre Timmaia

Em homenagem ao meu pai penendense, Hermilio Inocência de Oliveira

Grata pelo auxilio luxuoso da Francisca Lima e Roberto Miranda

Para ficar

penedo1

Hotel São Francisco – www.hotelsaofrancisco.tur.br (82) 3551.2275

Hotel O Laçador – www.pousadalaçador.com.br (82) 3551.2529

Pousada Central – www.pousadacentra-al.com.br (82) 3551.2480

Pousada Stylos – (82) 3551.2429

Hotel Encantos de Penedo – (82) 3551.3111

Pousada Valle do São Francisco – www.pousadavalledosãofrancisco.v10.com.br (82) 3551.2000

Pousada Colonial -www.pousadacolonialdepenedo.com.br (82) 3551.2355

Pousada do Conde(82) 3551.2645

Hotel Encantos de Penedo (82) 3551.3111

Santos do mestre Timmaia
Santos do mestre Timmaia
Museu Paço Imperial
Museu Paço Imperial