O otimismo parece ter chegado a construção civil, nesta última semana de agosto. Após o anúncio de que o Produto Interno Bruto chegou ao segundo trimestre com o crescimento de 0,4%, a projeção para o setor subiu consideravelmente.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o segundo trimestre de 2018, o crescimento foi de 1%, mas no caso da construção civil os resultados foram ainda mais surpreendentes.

Mesmo a passos lentos, o setor reaquecido pelas obras, contrariou pesquisas e desencadeou novas previsões econômicas para o fechamento do fim do ano

O registro marcou um crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. É a primeira alta depois de 20 quedas consecutivas nessa base de comparação. Um dado que contrariou inclusive, os estudos do Ibre/FGV, que previa uma queda de 1,8% da construção, de acordo com dados do Monitor do PIB.

Essa reação pode ter sido desencadeada pelo reaquecimento das obras, que fez com que os investimentos fossem elevados, alcançando 5,2% de alta em relação com o trimestre passado.
Apesar da região Nordeste ter sido a que menos sofreu variação, com relação ao preço de materiais, segundo o IBGE (0,16%), em Alagoas o aumento nos custos das categorias profissionais, em razão dos reajustes previstos em convenções coletivas provocou uma maior oscilação local em julho.
O índice chegou a 1,26%, mas ainda sim a construção civil equilibrou os custos mantendo o preço regional do metro quadrado, como um dos mais acessíveis no país.
Com esses novos resultados, economistas dizem acreditar em uma nova possibilidade de crescimento, já que a construção civil é um bom parâmetro para índices de investimentos e emprego, pois mobiliza muita mão de obra.
O bom desenvolvimento dessa categoria costuma ser uma junção de ganho de renda da população e da confiança do empresariado investidor, colaborado pela alta de 10,7% no crédito para financiamento habitacional criando assim, a abertura de vagas de trabalho.
Mesmo parecendo com o cenário de uma suposta recuperação econômica, o Brasil ainda terá que reagir mais para chegar ao um patamar de pós crise. Porém com o avanço da reforma da Previdência no Congresso Nacional e a sinalização da queda da taxa de juros, que despencou em julho, de 6,5% para 6% ao ano, essa mudança deve ser ainda mais rápida.
A notícia, entretanto, já ganhou força nos mais diversos pontos de trabalho no setor. Jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais deram ênfase a abertura de vagas mostrando os resultados positivos ainda na última quinta (29).
As Micro e Pequenas Empresas (MPE)  da construção civil em Minas por exemplo, obtiveram o melhor desempenho no mês de julho, gerando o saldo de 4.568 vagas no estado.
Aproveitando esse momento, há quem esteja potencializando o efeito positivo das franquias do setor, que chegou a 5,9% no segundo trimestre de 2019, com o aumento de serviços como reformas e construção de casas e escritórios, conforme veiculado pela revista Exame como uma nova alternativa de negócio.
Vejo que a crise econômica dos últimos anos e o crescimento da população criaram uma demanda reprimida na construção imobiliária fazendo com o número de pessoas interessadas em comprar aumentasse, gerando assim, um aumento instantâneo na compra de moradia por parte das famílias.
Para entender melhor como os próximos meses devem se comportar, basta avaliar que os investimentos públicos em obras muitas vezes não são suficientes para manter a infraestrutura. Enquanto isso, a indústria e comércio não estão gastando tanto com construção, devido a pouca atividade econômica.
Por conta dessa situação, mesmo com a melhora nas condições de consumo, as famílias não conseguem sustentar o setor, principalmente porque a taxa de desemprego continua elevada. O que me leva a entender que a construção civil deve continuar com crescimento mais “tímido” em 2019.
Um posicionamento semelhante ao do Sindicato da construção civil de São Paulo, que avalia uma porcentagem de apenas 1% de crescimento até o final do ano e uma melhora sequencial só após o controle de gastos pelo governo, parâmetro importante para os futuros investidores brasileiros e estrangeiros.
Fonte: Agência de noticias
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