Não é segredo para ninguém a crise que o mercado imobiliário vem enfrentando nos últimos anos. Principalmente a partir de 2016, as notícias são sempre negativas; aumento dos distratos, construtoras em recuperação judicial, atrasos nas entregas das obras, e por aí vai.

Durante esse tempo as tentativas para inversão desse quadro foram inúmeras; redução nas taxas de juros das instituições financeiras, aumento do teto para financiamento da casa própria, incentivos fiscais do governo e até mesmo falsas “notícias positivas”, numa atitude desesperada para convencer os consumidores que a crise estava passando.

Com a desconfiança dos clientes, as construtoras passaram a ter grandes dificuldades em comercializarem seus imóveis ainda em construção. Ao perceber isso, a maioria destas empresas preferiram aguardar a crise passar para voltarem a lançar novos empreendimentos.

Na minha opinião os preços dos imóveis, na sua maioria, não sofreram queda como afirmam alguns especialistas. O que houve foi o aumento no poder de barganha e consequentemente a ampliação dos descontos que obviamente não vinham acontecendo com o mercado aquecido.

Diante dos fatos citados acima um raciocínio um tanto quanto obvio precisa ser concluído. Se os estoques das construtoras aos poucos estão diminuindo e tivemos poucos lançamentos nos últimos anos, a tendência é que os tais descontos comecem a diminuir sim.

Dizem que “a pressa é inimiga da perfeição”, mas se está pensando em comprar um imóvel..

Mexa-se! Está na hora de tomar decisões!

  • Alex Omena

    Excelente matéria! Retrata bem o atual momento do mercado imobil´iário!

    • Diogo Rebêlo

      Muito bom ter a opinião de grandes profissionais aqui no Habite-se!
      Obrigado, Alex!