Uma análise do mercado no mês de junho se mostrou primordial para elucidar o antigo cenário econômico, até pouco tempo, desfavorável para o setor. Como já puderam ler nas matérias anteriores, o atual momento econômico agora é tido como o mais viável em muitos anos para a compra de imóveis.

Além da boa oferta de crédito, há uma grande margem para negociação com proprietários. Já que o preço também está estável, é um bom momento para quem está com uma situação de renda familiar em dia, visto que a decisão implica um comprometimento de 20% a 30% desse recurso.

Isso vale para as pessoas que conseguiram se estabilizar, mesmo após muitos anos segurando a crise econômica é claro. Vale olhar esse período por outra ótica, há quem fale que são nos momentos mais difíceis que aprendemos, verdade?

Vejam um exemplo bem claro, no caso dos donos de imóveis que estão mais dispostos a negociar. Antes da recessão havia mais resistência para dar algum desconto, no entanto, hoje percebem o custo de ter um imóvel parado.

O motivo? O proprietário terá que pagar IPTU e condomínio todo mês. Isso também explica porque hoje estamos em um cenário mais consciente e saudável, passado o momento de aprendizagem.

Mesmo com a previsão de uma queda ainda maior de juros, devido a concorrência dos bancos, que já possuem taxas bem semelhantes, especialistas recomendam que o melhor é pagar mais da metade do valor do imóvel à vista e financiar apenas uma parcela da compra.

 

Pé de meia

O sonho da casa própria na cidade de São Paulo não foi só uma surpresa boa para quem abriu investimento no primeiro trimestre deste ano. Quem comprou um imóvel na cidade desembolsou, em média, R$ 19,5 mil somente para arcar com o ITBI.

Este dado foi calculado através da arrecadação de R$ 531 milhões com o pagamento de ITBI, a partir das guias de recolhimentos. Para quem não sabe alerto que a cobrança do tributo exige sempre uma atenção maior.

Em Maceió, que tem uma das maiores taxas cartoriais do país, se uma pessoa comprar um imóvel de R$ 100.000,00 terá um custo indireto de mais de R$ 6.000,00, ou seja, praticamente 6,10 % do valor do imóvel.

Por isso o comprador deve separar o valor muito antes da compra sabendo que não é só o ITBI que pesa no bolso, mas também a escritura e o registro no cartório.

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