Tendência avança com a ascensão da economia do compartilhamento, que faz uso de novas tecnologias para reduzir custos.

Investidores estão apostando alto no litoral nordestino

Um novo ciclo importante está começando a se desenhar dentro do setor imobiliário, após a aprovação de uma lei que autoriza a partilha da titularidade de um imóvel, no final de 2018.

Falo da multipropriedade, uma modalidade em que cada proprietário adquire ,por exemplo, uma casa de campo ou de praia, e individualiza no tempo e no espaço dentro do regime de condomínio especial. 

Em outras palavras, ocorre quando os proprietários de um mesmo imóvel são titulares do local por um tempo, com exclusividade.

A norma estabelece que o imóvel enquadrado na multipropriedade tenha as instalações, equipamentos e mobília disponíveis ao uso. Ainda está previsto, que a posse se dará entre vivos ou por meio de testamento com registro em cartório de registro de imóveis.

Ainda era 2017, quando o mercado de multipropriedade aqueceu. Construtoras e incorporadoras voltaram seu olhar a este setor, ainda pouco explorado no Brasil, mas com uma grande promessa de possibilidades.

De acordo com o estudo do Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil, em 2018, o valor global de vendas de imóveis de posse compartilhada foi de R$ 16,3 bilhões. O estudo evidenciado no jornal Gazeta do Povo, ainda revelou que houve um aumento de 48% no número de empreendimentos, na comparação com 2017.

Agora, com respaldo jurídico, a nova lei incentiva ainda mais empreendedores a investirem em projetos , o que impacta positivamente no turismo e na economia em geral. 

A previsão, é a de investidores apostem alto nesta segmentação, que tem os mercados do Sul, Sudeste e Nordeste como principais desenvolvedores, e vitrines para um modelo de negócio.

Se pararmos para pensar, além garantir  uma maior segurança, essa modalidade também ajuda a reduzir  despesas com uma segunda residência. 

Ainda é cedo para dizer quanto o mercado imobiliário irá lucrar com essa nova lei, no entanto, é fato: a indústria da propriedade compartilhada é uma tendência global, que segue o conceito da economia colaborativa, reduzindo custos e proporcionando mais acesso ao turismo sem custos exorbitantes.

Acredito que com o aumento de lançamentos (4,2% só primeiro trimestre) impulsionados pela retomada economica, é bem provável que o turismo alagoano venha desfrutar dessa nova lei, devido a grande intenção de investimento e procura por imóveis no litoral do estado com foco nas altas temporadas. 

 

 

  • Gilson Paulo

    Maceió será uma das cidades do Brasil com potencial pra esse mercado. flw.